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Com o aumento da oferta de cervejas especiais no Brasil, precisamos entender alguns dos termos destacados nos rótulos das cervejas, afim de escolhermos um produto que agrade o nosso paladar. Além do estilo da cerveja, estes rótulos trazem outras diversas informações como cor, sabor e amargor. Para você não vacilar na hora da escolha, temos abaixo um pequeno glossário dos termos que podem ser encontrados nos rótulos das garrafas:

Ale: É a família das cervejas de alta fermentação, produzida com leveduras que atuam em temperatura mais elevada, normalmente acima dos 14˚C. Dentro desse grande grupo, há as Weiss, as Stouts, as IPAs e dezenas de outros estilos que costumam ser mais complexos do que as Lagers, com aromas mais frutados.

Lager: O termo faz referência a outra família de cervejas, a de baixa fermentação,  e não um sinônimo de cerveja clara ou Pilsen, como a maioria das pessoas acham. São produzida com leveduras que atuam em baixas temperaturas, normalmente abaixo dos 12˚C. As cervejas Lager variam em cor e quantidade de álcool e podem ser dos estilos Pilsner, Helles, Bock, Dunkel, Schwarzbier, entre outros.

Cerveja Forte: De acordo com a legislação brasileira, o termo tem relação com a quantidade de açúcar presente na bebida antes da fermentação. Com isso o corpo, a quantidade de álcool e dulçor são interferidos no produto final. Esta expressão não remete que a cerveja será mais difícil de beber e também não significa que terá muito álcool, muito escura ou muito amarga.

Dry hopped: Significa que a cerveja recebeu uma adição de lúpulos na etapa final do processo de produção,  aumentando o aroma deste perfumado ingrediente na cerveja sem deixá-la mais amarga.

IBU: Sigla para ‘International Bitterness Units’; sempre que presente no rótulo indica o amargor da cerveja, oriundo do ingrediente chamado lúpulo. As cervejas comerciais que encontramos no mercado têm em torno de 7 IBUs, enquanto alguns estilos que têm como característica principal o amargor possuem cerca de 60 IBUs.

SRM ou EBC: Siglas para Standard Reference Method (escala americana) e  European Brewing Convention (escala europeia) que representam uma escala para determinar a coloração da cerveja. Em SRM ela pode variar entre 2 que é Amarelo – Palha (Lite American Lager) até 40+ conhecido por Preto opaco (Russian Imperial Sout), já em EBC a variação é de 4 a 79 para as mesmas colorações.

Imperial ou Double: Essas cervejas são exemplares mais intensos em aroma, sabor e álcool do que as similares do mesmo estilo. Como exemplo, a Imperial India Pale Ale é mais amarga do que a India Pale Ale.

Puro Malte: São cervejas produzidas com 100% de malte de cevada, sem adjuntos cervejeiros como arroz, milho e outros cereais não maltados. Neste termo que mora a grande polêmica dos “NeoReinheitsgebot” que carregam a bandeira de que cerveja boa obrigatoriamente tem que ser 100% malte. Existem excelentes exemplares que utilizam adjuntos como o milho e são cervejas espetaculares, como a Dogfish Head Pangea.

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Reinheitsgebot: É a lei do consumidor mais antiga do mundo, e que ainda está em vigência. Promulgada em 1516 pelo duque Guilherme IV da Baviera, a “Lei da Pureza Alemã” instituiu que somente três ingredientes poderiam ser usados na produção das cervejas: água, malte e lúpulo. A levedura foi incluída posteriormente após a sua descoberta, como o quarto ingrediente da lei da pureza.

Refermentada na garrafa: Depois de fermentar e maturar nos tanques da cervejaria, essas cervejas recebem adição de mais fermento, açúcar, ou ambos, antes de serem envasadas. Desta forma, passam por mais uma fermentação dentro da garrafa. O resultado, além do gás carbônico, é uma maior complexidade ou um toque mais seco no produto final.

Sazonais: São cervejas produzidas em uma determinada época do ano e que não estão disponíveis no mercado continuamente, como uma espécie de edição limitada. Alguns exemplos são as cervejas de Natal ou as cervejas de abóbora no Halloween.

Trapista: Apesar de muitos acharem que Trapista é um estilo de cerveja, o termo refere-se aos rótulos produzidos dentro das paredes de monastérios da ordem religiosa cisterciense. Atualmente, apenas 11, dos mais de 100 mosteiros no mundo, são autorizados a produzir cervejas com o selo trapista. As cervejas trapistas são encontradas principalmente nos estilos Blond, Dubbel, Trippel e Quadruppel.

Abadia ou Tipo Abadia: Uma Cerveja Trapista é uma Cerveja de Abadia, mas não necessariamente uma Cerveja de Abadia é uma Cerveja Trapista. As Cervejas de Abadia são cervejas inspiradas nos estilos tradicionais dos monges trapistas, mas não necessariamente são produzidas por eles ou dentro de mosteiros.

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