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Conto Erótico: Memórias de uma Gueixa

Nos últimos posts nós trouxemos contos eróticos escritos pelas nossas leitoras e Testosterona Girls. Hoje temos uma pegada diferente, o conto “Memórias de uma Gueixa” é do nosso leitor Fábio.

Ele é dono do perfil @oscontosdeumamenteinquieta no Instagram. Pra ver mais textos dele é só acessar aqui.

Memórias de uma Gueixa
Fotos ilustrativa da atriz Lea Hart

Memórias de uma Gueixa

Ser um conquistador é escolher enfrentar desafios a todo momento para conseguir uma parceira. Cada perfil novo, cada nova mulher tida como “alvo”, é toda uma estratégia envolvida. Muitas me chamariam de machista, mulherengo, pegador, entre outras coisas, mas sendo solteiro, bonito, charmoso, e talvez um pouco arrogante (confesso), posso muito bem me beneficiar no âmbito sexual e aproveitar minha vida enquanto for possível.

Meu nome é Saulo, tenho 35 anos, moreno claro, cabelo ralo e já apresentando uns grisalhos, minha barba grande mesmo com muitos fios brancos é garantia de sucesso: a barba parece separar homens de meninos. Não sou o padrão de beleza física, tenho 1,70m, e meus prazeres não residem apenas no sexo: amo comer e beber bem, o que acaba fazendo efeito no meu abdômen, porém, ostentar uma barriguinha não me atrapalha em nada com as mulheres. Aliás, minha “expertise” na arte da sedução dá de dez a zero em muito garotão sarado por aí (sim, a modéstia passa longe, já adianto).

Minha vida nem sempre foi assim, de ser um “Don Juan”. Sempre fui atencioso, dedicado, um apreciador das mulheres, mas tive decepções pelo caminho e por isso cheguei nesse momento, “pegar sem me apegar”, usando um português bem chulo. Nossa sociedade atualmente facilita isso, afinal, as pessoas, sejam homens ou mulheres, não estão a fim de relacionamentos fixos e monogâmicos, as pessoas que estão acabam sofrendo, a dificuldade é imensa para dar match com a tampa da sua panela. Eu, quando encontro alguma mulher interessada em algo mais sério jogo limpo – “não quero” – se ela quiser um momento de lazer e prazer é o que faço de melhor, diferente disso, tô fora.

Mas quando jogamos com o sentimento dos outros, é certo que em algum momento alguém jogará igual ou melhor, e nós homens sempre somos alvos muito mais fáceis para mulheres que são jogadoras. Elas usam de artimanhas que são totalmente desconhecidas por nós, aconteceu comigo recentemente, o caçador apaixonou-se pela caça e acabou abatido.

Eu nunca fui de frequentar bares ou baladas mais de uma ou duas vezes seguidas, até para não ficar marcado e perder meu fator surpresa, a cada final de semana eu escolhia um lugar, às vezes ia com amigos, às vezes sozinho, aproveitava a noite, tomava meu whisky, dançava, flertava e, desculpa a falta de modéstia, nunca terminava a noite sozinho. Nessa de frequentar lugares variados, acabei em uma festa fechada, organizada por um amigo influente que fiz por conta do meu trabalho (sou analista no mercado de ações), era no estilo black-tie, então as pessoas estavam absolutamente elegantes, mulheres em vestidos longos, brilhantes, saltos altos, os homens em seus ternos alinhados, gravatas e sapatos devidamente engraxados.

Era um anúncio de um novo negócio, haviam pessoas de diversos ramos, de diversos tipos, eu estava lá apenas para conhecer mulheres da alta sociedade. Confesso que pensei numa escalada social usando do meu charme, então, não prestei atenção em nada dos números, do negócio, eu apenas encostei no bar, pedi um Manhattan (drink clássico, feito da combinação de whisky com vermute tinto, gelo, cereja ou raspas de laranja), é um drink charmoso, forte, então dava para beber degustando e não parecer um bebum inveterado. E foi do balcão do bar que a vi.


As luzes do salão ainda estavam acesas, ela estava de costas, um vestido decotado nas costas, azul marinho que brilhava conforme os holofotes da festa em sua direção. Ela não estava muito longe de mim, mas, por mais que eu me esforçasse, não consegui de forma alguma ver seu rosto. Notei os cabelos curtos, crespos e estilosos, num tom de loiro muito bem cuidado e o principal motivo e minha maior atração: uma tatuagem de uma gueixa, do lado direito das costas, a pele morena clara destacava aquelas cores, esse símbolo oriental tão sensual me causou um lapso, me deu uma emoção diferente. Aparentava ser um pouco mais baixa que eu, tinha curvas sinuosas, confesso que fiquei um pouco tonto de tanto passear com meus olhos sobre ela.

O salão ficou escuro e o jogo de luzes deixava a festa com cara de balada, o DJ mandando ver no batidão, a galera, já um tanto ébria, queria dançar, beber, aproveitar os comes e bebes na conta do meu amigo. Já eu queria mais era descobrir quem era aquela mulher que emanava um brilho muito diferente do que eu estou acostumado.

A festa foi até altas horas, perdi a “gueixa” de vista, recorri ao meu amigo, mas ele também não sabia quem era, acabou me dando uma dica: a amiga morena que acompanhava a “gueixa” era uma investidora, dona de uma escola de dança, provavelmente estavam juntas. No caminho para casa, depois de uma meia dúzia de whisky, usei meus dons de investigação e descobri: a morena era dona de uma escola de pole dance, localizada na região da Av. Paulista, logo comecei a seguir o perfil nas redes sociais e procurei até achar: Sarah, uma mestiça morena de pele clara, como eu já tinha visto, olhos puxados com cor de mel, pelo que entendi, uma das professoras. Lembro de ficar vendo em looping um vídeo dela se exibindo no pole, inevitável não puxar assunto.

Perfil aberto, mandei uma mensagem, nada muito direto, fui bem cavalheiro, mas escrevi no estilo “para bom entendedor”, mandei e esperei. A festa tinha sido de sexta para sábado, ela só respondeu na terça, seca e objetiva: “também te vi na festa me olhando e conversando com outras, aposto que mandou a mesma mensagem para elas também, então diga claramente: o que quer comigo?”. Afrontosa, não demonstrou nenhum interesse, parecia não querer perder tempo com flerte e conversinha.

Eu não fiz o regrado, mantive meu cavalheirismo e deixei claro meu interesse, coloquei as cartas na mesa como sempre fiz, mas ela estava com a mão cheia e o jogo virou, meu personagem foi desmascarado e ela determinou os caminhos da conversa: “Nem perde seu tempo com esse discurso de conquistador, esse script é ultrapassado e só serve com mulheres carentes e desesperadas. Agora, se você está realmente interessado, vamos conversar pessoalmente, olho no olho, não tenho mais saco para ficar de entrevista virtual. A propósito, você é um gato e se estou te dando a oportunidade de me chamar para sair, seja objetivo e tenha atitude”.

Eu li e reli várias vezes seguidas, há muito tempo não perdia o controle de alguma situação, mas ela foi tão direta, senti meu estômago revirando, parecia ter levado um soco. Recuperei o fôlego e voltei a digitar: “sexta, te encontro na saída da academia, perto das 21h”. A resposta veio simples e mais direta impossível: “anota meu celular e até sexta”.

Me preparei naquela semana de forma diferente, eu estava um tanto inseguro, Sarah me tirou da minha zona de conforto. Quando eu tenho o controle da situação, a maioria das vezes eu sei que a noite vai acabar em sexo, dessa vez não tinha tanta certeza, mas quis garantir que eu estaria impecável.

Pontualmente às 21h, eu já estava esperando, ela desceu linda, sorrindo, olhos num tom verde que eu não tinha reparado. Ela chegou, nos cumprimentamos com um beijo no rosto e um abraço, aproveitei para elogiar:

– Seu vestido é lindo!
– Chama “Yukata”, veste típica do oriente, faz parte da tradição japonesa, dos meus ancestrais, apesar de ser da terceira geração da minha família e nunca ter ido ao Japão, amo a cultura e uso muito no meu dia-a-dia muitos ensinamentos. Ela me falou isso com tanta propriedade que eu acho que babei olhando ela falar.

– Saulo, prestou atenção no que falei?
– Com certeza, eu respondi… E essas flores?
– Não são exatamente flores, é a árvore de Cerejeira, muito comum no Japão.

Bem, tive uma aula rápida de cultura japonesa, até Sarah me explicar tudo isso eu só conhecia os seriados japoneses e k-pop.

– K-pop é mais coreano, não confunda ou vou te xingar! Sarah me jantou sem ao menos termos saído da recepção da academia.

No caminho para o carro, sugeri um restaurante japonês, clichê e previsível.

– Sou mestiça sim, mas nem por isso sou fã de comida japonesa! Até gosto, mas quero um bom hambúrguer, bastante queijo e uma coca, hoje é dia do lixo e tô liberada da minha dieta.

PQP, eu não tinha dado uma dentro e minha insegurança só aumentava. Fomos para uma lanchonete que ela indicou, aí foi mais tranquilo pra mim, conversamos sobre política, economia, música, contei um pouco do meu trabalho, ela contou das aulas e o prazer pelo pole dance. Perguntei o que a levou para a festa.

– Minha sócia investe em ações, pretendo investir também, foi uma oportunidade para conhecer novos negócios.

Nosso jantar continuou sem maiores problemas, só minha tremedeira nítida.

– Tá nervoso? Você não tá acostumado com isso né?
– Isso o quê? Respondi.
– Isso, uma mulher dando o tom do encontro, porque isso é um encontro, não é?
– É, quer dizer, não, quer dizer… Não sei mais… Sarah riu e aí já era, eu estava completamente envolvido.
– Reparei em você quando eu cheguei no evento, peguei uma bebida logo atrás de você no balcão, senti seu perfume, detalhe: um dos meus favoritos, você estava com um Mont Blanc Legend, perfume imponente, cheiro de homem. Observei seu comportamento enquanto eu pegava minha bebida, percebi seu olhar, então, fui e me posicionei na mesma direção, eu quis que você reparasse em mim. Bem, eu não tinha certeza que você repararia, mas apostei na sedução da minha gueixa.

Eu fiquei ainda mais atônito, achando que tinha feito a escolha da noite, mal sabia que eu fui o escolhido. Sarah continuou:

– Percebi, logo que a balada começou, você vindo na minha direção, mudei de lugar e continuei só observando, tive a certeza que você tinha reparado e que eu seria sua “presa” (falou isso fazendo aspas com os dedos). Fui embora logo, mas antes pedi que minha amiga falasse com o seu amigo, dono da festa, para deixar um rastro, você viria atrás de mim. Você foi muito rápido, afobado talvez, por isso te fiz esperar. Até que esperou pouco, você me atraiu desde a hora que cheguei, foi sua vantagem.

– Mas, e agora? Nem sei o que te falar, normalmente eu que estou nessa posição, de ditar o ritmo do encontro, eu sou o caçador.
– Você só está aqui porque eu quis e porque eu quero, vamos pagar a conta e sair para um lugar mais íntimo, o que acha? Ou está com medo? Mulheres como eu dão medo em meninos, coragem em homens, qual é você?

Não respondi, chamei o garçom, paguei a conta, dei um gole generoso na água que ela tinha pedido e falei:
– Eu conheço um bom lugar.
– Ok, dessa vez deixo você indicar o local.

A levei para um motel, cheio de suítes temáticas, mais uma vez fui previsível, escolhi uma com um pole dance. Ela balançou a cabeça de forma negativa, mas sorriu:
– Sinta-se privilegiado, será um dos poucos a ver meu show de forma particular. Minhas mãos tremem escrevendo, a lembrança é maravilhosa (a saudade também).

Sarah deixou o quarto com meia-luz, colocou uma música, não reconheci, normalmente vem uma música sensual, tipo Marvin Gaye, mas não, era uma banda de rock: Bush – Swallowed. Os acordes começaram, fui um pouco juvenil, logo tirei minha roupa e me acomodei na cama e ela começou o espetáculo.

Sarah começou a dançar, o som pesado da música contrastava com a sensualidade do seu corpo, aos poucos foi tirando a roupa, a yukata era fechada com um laço na cintura, logo que abriu revelou estar sem a parte de cima da lingerie, exibindo a gueixa tatuada em cores fortes, exuberante, estava de calcinha e meia arrastão. Revelou seios firmes, bicos em riste, pele dourada, uma tatuagem na coxa. Ela dançou até a música terminar, eu já estava completamente excitado, meu tesão sinalizava no melado por baixo da cueca.

Então ela veio, a minha caça, a leoa selvagem veio para o bote, eu estava desarmado, seduzido, me beijou com tanta volúpia, com tanta intensidade, minhas mãos estavam mais bobas que de costume, mal sabia onde colocá-las, logo se acomodaram nas costas, eu a apertava contra meu corpo, queria ser um com ela, meu sexo pulsava com ela se esfregando sobre mim, sem que os lábios se desgrudassem. Dei um leve grito quando senti ela cravando as unhas na minha cintura, ela estava entrando em combustão.



Ela foi descendo com as unhas me arranhando, largou minha boca, foi beijando meu peito, minha barriga, arrancou minha cueca e, sei lá como explicar, devia ser alguma técnica oriental, mas me chupou de um jeito que eu jamais tinha sentido, foi preciso virar a chave da minha imaginação para não dar vexame e gozar rápido, ela já tinha me intimidado o suficiente, não queria fazer feio.

Com a mesma técnica usada no pole, ela se virou com seu sexo na minha boca, ela estava besuntada, tinha um mel escorrendo que ela ofertou direto nos meus lábios. Ela me chupava e rebolava na minha língua, eu mal respirava, ela parecia querer me levar para dentro da caverna rosada, tamanha a voracidade que me fazia chupá-la. Tirou a boca do meu pau, se acomodou de um jeito que poderia rebolar melhor e, enquanto eu não a fiz gozar, não parou… O grito anunciou que viria um orgasmo intenso, senti aquele cheiro peculiar e um sabor adocicado do gozo de Sarah.

Ela pegou a camisinha, colocou para mim, novamente se virou e se encaixou, meu pau latejava, acho até que estava mais grosso de tanto tesão que eu estava sentindo, eu era um brinquedo na mão dela, quer dizer, nas coxas dela. Sarah tinha um movimento com a cintura que me enlouqueceu, eu sentia meu pau indo fundo, sentia o sexo dela me prendendo, quando eu estava perto de explodir, ela soltou, engatinhou pela cama até meu ouvido:

– Vem me comer de quatro!

Eu estava louco na gueixa, fui atrás dela, lambi aquela vulva que estava mais com cara de entorpecente, porque eu estava louco e comecei a penetrá-la. Minha pele se arrepiava a cada gemido dela, me senti mais seguro, eu estava conseguindo proporcionar prazer para ela. Eu metia ora forte, ora devagar, até ouvir: “mais forte, mais forte”. Que home aguenta quieto ouvir algo assim? O som era da batida dos nossos corpos, meu gemido (homem também geme, ok), foi tudo tão feroz, quando gozamos foi um grito só. Cai pra trás na cama, com meu pau ainda ereto, Sarah arrancou a camisinha e me chupou de novo, PQP… Gozei de novo que fiquei tremendo tanto quanto estava no restaurante.

Sarah se deitou, ainda se tocou para que eu assistisse e pediu música, gozou pela terceira vez (não lembro de nenhuma das minhas mulheres gozando 3x comigo), relaxando em seguida ao meu lado. Eu dormi pesado, tanto que nem percebi quando ela saiu. Eu fui deixado no motel, acreditam nisso? Olhei meu celular e uma mensagem:

“Obrigado pela noite agradável, você superou minhas expectativas, estou até ardida, hahahah. Espero que tenha gostado, quer dizer, tenho certeza que gostou, mas lembre-se: eu te seduzi, eu quis, a casualidade nos juntou, você é só um conquistador barato, mas se melhorar, poderá realmente ter a mulher que quiser, inclusive a mim e deixo um provérbio japonês para não se esquecer de mim: Se você acha que entende tudo, é sinal de que está desinformado.”

Peguei meu celular e pesquisei, o provérbio significa: Independente do quão qualificado seja e de quantas experiências tenha vivido, você nunca saberá tudo, porque sempre há algo novo a aprender e com ela aprendi que as mulheres também buscam prazer, mulheres também caçam, mulheres também só querem prazer de vez em quando.

Ainda vejo a gueixa, sigo ela nas redes, ainda trocamos mensagens, morro de vontade de estar com ela de novo, mas preciso ter a paciência de um monge budista: será só quando ela quiser.

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