Angélica Martins é sucesso atualmente como DJ em muitas baladas, festas e eventos pelo país. Mas você deve estar reconhecendo este rosto de algum lugar. Angélica Morango participou da décima edição do reality show Big Brother Brasil, da Rede Globo, em 2010, e ficou conhecida por, entre outras coisas, levantar a bandeira de homossexual na casa.

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Jornalista e atriz, hoje ela integra o time de apresentadores do Transalouca, humorístico da rádio Transamérica, e apresenta o programa UOL Vê Tv – Especial BBB. Como escritora, estreou com o livro “Quebrando o aquário“, com seus 50 melhores contos, e já vendeu mais de 5 mil exemplares. Angélica faz muito sucesso até hoje com suas apresentações como DJ em baladas e eventos do Brasil todo, inclusive para a Parada do Orgulho Gay de São Paulo, para mais de 2 milhões de pessoas.

Ao Testosterona Entrevista, Angélica falou sobre as mudanças que aconteceram na sua vida depois do reality, o casamento com a comissária de bordo Ana Angélica e ainda nos contou por que nunca aceitou posar nua para revistas.

Entrevista: Fran Vergari

Li que você costuma dizer que “sua vida mudou depois do BBB”. Consegue levantar os pontos positivos e os negativos que refletem até hoje? Imagino que tenha mais positivos!
Os pontos positivos foram muitos, principalmente em termos de oportunidades profissionais e o carinho gratuito que recebo das pessoas que gostam de mim porque conheceram e se divertiram com a minha personalidade no reality. Acho que o mais negativo é que algumas pessoas (e são poucas, felizmente), passam um pouco dos limites comigo, em palavras ou atitudes, tipo quando pedem para tirar foto e aproveitam para passar a mão na minha bunda.

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Levantando a bandeira de homossexual na época, o que mudou para você quanto a isso fora do BBB?
Levanto a bandeira sempre, já fazia isso antes do programa, faço hoje e vou fazer sempre. Sempre divulgo matérias relacionadas ao tema, opino, tenho um espaço no meu Facebook e no meu site dedicado às histórias reais dos internautas e 95% são de amor entre casais do mesmo sexo, enfim… Acho que o preconceito existe porque existe uma ideia muito conturbada do que é ser gay. E ser gay não é uma escolha, mas uma condição, e apenas um detalhe no conjunto de características que definem a personalidade de alguém.

O que sente que mudou nesses 5 anos com relação ao preconceito contra os homossexuais no Brasil?
Acho que o Brasil e o mundo está evoluindo nesse sentido. Devagarzinho, mas está. Nesses cinco anos, tanto aqui no Brasil quanto nos EUA, por exemplo, foi aprovado o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, o que é um grande avanço.

Você foi uma das poucas que não posou para revista Playboy ao final do BBB, na época li que foi pelo baixo cachê oferecido. Foi isso mesmo? Você se arrepende?
Na época, na reunião que tive com eles, expliquei que nunca tive o sonho de posar nua para revista, como muitas mulheres têm, mas que se o cachê fosse muito bom a ponto de mudar a minha vida eu faria, feliz. Não entramos num acordo quanto a isso e não me arrependo.

Recebeu convites de outras revistas na época também?
Sim, da [revista] Sexy.

 Aceitaria se rolasse um convite hoje?
Se o cachê mudasse a minha vida, sim! (Risos) Enquanto isso, deixa a minha pepequinha anônima que está ótimo. angelica-morango-2
Imagino que recebia muitas cantadas de homens na balada. Ainda acontece? Como lida com isso?
Hoje acontece muito menos, mas encaro mais como brincadeiras do que como cantadas.

Você está casada há mais de um ano. A vida de casada era como você imaginava? Ela entende bem sua rotina e trabalho?
Na verdade, nos casamos no civil em setembro de 2013, vamos fazer dois anos de casadas. Moramos alguns meses juntas antes, e já nos dávamos bem, mas acho que o casamento (o civil, a festa, a lua de mel, os planos, as contas…) tudo isso nos aproximou ainda mais. Ela entende e se envolve também com o meu trabalho e nos ajudamos bastante. Somos muito parceiras uma da outra.