Home Esporte Mesmo com investimentos milionários, China ainda não consegue montar uma seleção de futebol decente

Mesmo com investimentos milionários, China ainda não consegue montar uma seleção de futebol decente

127 visualizações

A Europa não é mais o destino predileto da boleirada. Desde 2014, a China entrou com os dois pés na porta desse mercado tão competitivo.

 Antes obscuro, o futebol chinês ganhou as páginas dos jornais mundo afora por suas compras vultosas, resultado do aquecimento econômico do país nos últimos anos. Pelo menos por enquanto, o dinheiro fala mandarim.

 Tudo começou efetivamente em 2011, quando o Guangzhou Evergrande tirou Conca do Fluminense e o fez o terceiro jogador mais bem pago do planeta àquela altura, com vencimentos mensais de quase R$ 2 milhões. O precedente estava aberto.

 Depois de um breve hiato, a China mostrou ao mundo que não estava para brincadeira. Em 2016, levou meio time do então campeão brasileiro Corinthians e ainda “cutucou” os gigantes europeus, tirando de lá nomes como Gervinho, Lavezzi e Jackson Martínez.

 É cedo pra dizer se a China continuará nadando no dinheiro e atraindo cada vez mais astros da bola, mas o fato consumado é que eles ainda não conseguiram montar uma seleção decente.

Uma seleção que não engrena

Apesar de todo o investimento no mercado interno, o selecionado chinês capenga e não é de hoje. Não ganha Copa da Ásia e amarga uma fila de mais de uma década sem classificação à Copa do Mundo. Para a Rússia-2018 o cenário segue inalterado.

 Ao final de mais uma rodada das Eliminatórias asiáticas, a China é apenas a quinta colocada no Grupo 1, com cinco pontos e três rodadas restantes. Lembrando que, nesse estágio do qualificatório, só os dois primeiros colocados avançam direto ao Mundial e o terceiro disputa uma repescagem regional. Os chineses estão a oito pontos da Coreia do Sul, vice-líder da chave, o que quer dizer que não, não teremos os vermelhos em solo russo.

 Para piorar, as categorias de base não dão frutos. A China tem apenas um título continental sub-19 (na Ásia é a categoria que precede o profissional), conquistado no longínquo ano de 1985. De lá pra cá, foi vice em duas oportunidades, a última delas em 2004.

 Com tudo isso, a posição da China no ranking da Fifa não podia ser mais pífia: 86ª, atrás de times como Curaçao (75º), São Cristóvão e Nevis (73º) e Haiti (69º).

Mais posts pra você

COMENTE JÁ