Lutadoras do UFC são destaque na série Mulheres na luta, que estréia no combate no dia 1º de outubro

Com oito episódios, o programa contará a história de lutadoras que desafiaram o preconceito e conquistaram seus lugares no mundo das lutas; GNT também exibe a série a partir de dezembro

Mulheres na Luta

Mulheres na Luta (créditos: UFC/Divulgação)

O MMA feminino vive hoje um grande momento no Brasil com dois cinturões no UFC e atletas em plena ascensão. Mas não foi sempre assim. Para chegar ao topo, as atletas que hoje representam o país na organização tiveram que enfrentar batalhas dentro e fora dos octógonos.

São essas histórias que serão contadas na série documental “Mulheres na Luta”, que estreia no dia 1º de outubro, às 21h no Combate. Coproduzida por UFC, Combate e Conspiração, a série será exibida também pelo GNT aos sábados, a partir do dia 1º de dezembro, às 23h30, e estará disponível no GNT Play.

A partir da história pessoal e profissional de nove atletas brasileiras, a série, de oito episódios, relata o processo de introdução das mulheres no MMA e, consequentemente, no UFC e como suas batalhas se iniciam muito antes da entrada em um octógono.

A campeã peso-pena feminino Cris Cyborg lidera um time de lutadoras do UFC que terão suas trajetórias contadas, que inclui ainda Ketlen Vieira, Jessica Andrade, Bethe Correia, Poliana Botelho e Priscila Pedrita. Além delas, as atletas Ana Maria Índia, Érica Paes e Viviane Sucuri também fazem parte do documentário.

Por fim, a série se encerra discutindo a igualdade de gênero dentro do MMA e quais os rumos da modalidade.

A produção é dirigida por Flavio Barone, que se cercou de uma equipe de mulheres para buscar um novo olhar para uma cena predominantemente masculina.

 

“Construímos uma conexão com o feminino e acho que isso só foi possível por ter ao meu lado parceiras talentosas e inspiradoras”, diz.

Estão entre elas Janice D’Avila (diretora de fotografia), Larissa Tietjen (roteirista), Cris Ghattas (assistente de direção), Mari Moraga (montadora) e Gabriela Amadori (diretora de produção). Outro ponto de referência foi a relação do diretor com as artes marciais.

 

“Eu treino kendo (esgrima japonesa) há 13 anos. E como toda arte marcial, ela é fundamentada em pilares filosóficos focados no aprimoramento pessoal. Tinha esse ponto em comum com as personagens e isso, de fato, me ajudou a entender suas jornadas.”

 

Confira a sinopse dos episódios:

EP 01 – LUTE COMO UMA MULHER

Em 2011, Dana White declarou que nunca veríamos mulheres no evento. No entanto, em menos de dois anos, a atleta olímpica Ronda Rousey conquistou seu espaço na organização e abriu as portas para as mulheres de uma vez por todas. No entanto, o desafio feminino segue sendo ainda maior.

EP 02 – DAMA DE FERRO

Viviane “Sucuri” Pereira transformou os obstáculos em motor para realizar seu sonho. Após ganhar quatro cinturões em organizações menores, ela realizou o sonho de lutar pelo UFC. Apesar das notáveis conquistas, sua trajetória foi bastante árdua: começou a lutar em um projeto social e conheceu a dura realidade de muitos atletas no Brasil.

EP 03 – NOITE DE FADAS

Antes do MMA feminino explodir no UFC, as mulheres já vinham desbravando caminhos no esporte. Érica Paes, Ana Maria Índia e Cris Cyborg são três veteranas da geração de lutadoras brasileiras. No entanto, entre elas, apenas Cyborg chegou ao topo – uma conquista sofrida, que levou mais de uma década para se concretizar. Cada qual com seus obstáculos, elas eram quase sempre as únicas entre um mar de homens. Mas, com suor, garra e coragem, carimbaram seus nomes no esporte e seguem fazendo história na luta.

EP 04 – GAROTAS DO RINGUE

Ketlen Vieira e Poliana Botelho, colegas na academia Nova União, deixaram suas famílias para viver no Rio de Janeiro e seguir o sonho de serem campeãs mundiais de MMA. Ketlen teve dificuldades para se adaptar à intensidade dos treinos e ao corte de peso, mas conseguiu entrar para o ranking das melhores lutadoras de sua categoria. Poliana, por sua vez, sofreu duas lesões durante os treinos que adiaram sua estreia no UFC por quase dois anos. Mas a espera valeu, e ela saiu vitoriosa de sua primeira luta pela organização.

EP 05 – MULHER FATAL

Quando Bethe “Pitbull” Correia descobriu sua paixão pela luta, deixou o casamento, a profissão e enfrentou a família para seguir carreira no esporte. Apesar das dificuldades, conseguiu a prova que precisava para confirmar o seu destino como lutadora: um contrato no UFC. Bethe logo conquistou três vitórias na organização, mas foram as polêmicas e a rivalidade que levaram seu nome para o cenário. Competitiva e afiada, Bethe provocou Ronda Rousey e a batalha entre elas, que começou antes do confronto, apresentou Bethe para o mundo.

EP 06 – BASE FORTE

Jéssica “Bate-Estaca” Andrade, a primeira brasileira a pisar no octógono do UFC, está entre as melhores da sua categoria. A simplicidade do sítio onde nasceu, no interior do Paraná, contrasta com o glamour do UFC e se estende ao longo de seu difícil percurso na luta. Ela precisou deixar a família para viver em Niterói, no Rio de Janeiro, um passo decisivo para ingressar na maior organização de MMA do mundo. A saudade de casa ainda aperta, mas os amigos que fez na sua academia se transformaram em uma segunda família.

EP 07 – O CAMINHO DA GUERREIRA

Dentro do octógono, Priscila “Pedrita” Cachoeira liberta os demônios do seu passado e se transforma. Priscila foi usuária de drogas durante oito anos, mas, com a apoio da sua mãe e de seu mestre, ela conseguiu trocar o vício pela luta em um longo e difícil processo de recuperação. No meio do caminho, ainda teve uma gravidez inesperada. Hoje, sua luta é diária como mãe, atleta e ex-usuária de drogas.

EP 08 – PROFISSÃO LUTADORA

Depois de Ronda Rousey, fenômeno do MMA feminino, as atletas do UFC conseguiram dar os próprios passos para manter a divisão em crescimento. Cada vez mais surgem nomes que prometem fazer história no esporte, como Maria Oliveira, integrante da maior equipe feminina de MMA do Brasil. O objetivo de todas é o mesmo: entrar para o UFC. Contudo, por mais que o MMA feminino seja uma das modalidades esportivas que mais dá espaço para as mulheres, o cenário ainda é desigual para elas. Afinal, qual será o futuro da divisão?