Pantera Negra estreou dia 15 de fevereiro de 2018 no Brasil e um dia depois nos EUA. Em pouco mais de uma semana, o longa bateu alguns recordes de bilheterias no mercado doméstico (EUA) como: melhor bilheteria em uma segunda-feira, ter superado a bilheteria total de Liga da Justiça em apenas quatro dias, maior bilheteria em um fim de semana em fevereiro, além de se tornar o filme da Marvel com maior arrecadação em uma semana de exibição superando Os Vingadores (2012).

Portanto, estamos diante de um filme que está sendo cada vez mais aclamado pela crítica e público. Pantera Negra ainda não estreou na Ásia e, quando isso acontecer, os números tendem a dar uma bela aumentada.

Dirigido por Ryan Coogler, Pantera Negra parte do momento em que T’Challa (Chadwick Boseman) tem que assumir o posto de rei de Wakanda, pois seu pai, T’Chaka, morreu nos eventos de Capitão América: Guerra Civil (2016). Logo de cara, ele mostra que não estamos diante de um filme comum de origem de um super-herói.

T’Challa é outro cara, ele sabe que tem que ser o melhor para o seu povo, não é mais uma questão de ter apenas super-poder ou dominar uma série de artes marciais, T’Challa tem que entender suas novas responsabilidades, entender o que foi feito em Wakanda antes e como será com ele agora, como ele vai fazer para deixar as nove tribos de seu reino unidas e de como não cometer os mesmos erros de outros líderes de Wakanda. E tudo piora quando ele descobre os problemas de família que norteiam Wakanda há anos. Portanto, o fato de ser herói aqui fica em segundo plano.

Carregar o título de Pantera Negra vai além e esse além é que faz desse filme diferente.

Efeitos Especiais

Um dos pontos altos de Pantera Negra são os efeitos especiais, principalmente do traje de T’Challa. Graças a Shuri (Laetitia Wright), o novo rei de Wakanda ganha um uniforme com absorção de energia cinética, totalmente silencioso e desta vez não precisa mais tirar o capacete toda hora pra falar com alguém. O que ele faz com esse novo traje é sensacional, e logo no primeiro ato do filme temos uma das melhores cenas de ação do cinema.

O visual é maravilhoso, as cores são surreais da forma mais literal possível e você vai se apaixonar até mesmo pelo “paraíso” onde T’Challa encontra seus antepassados. Diziam por aí que a Marvel sempre usou uma paleta de cores pasteurizada. Isso foi se perdendo desde Guardiões da Galáxia 2 (2017) e Thor: Ragnarock (2017). Pantera Negra entrega algo novo e ainda mais admirável.

Trilha Sonora

A trilha sonora de Pantera Negra foi comandada por ninguém menos que Kendrick Lamar. Sabendo disso, nós podemos ter uma pequena noção do que vamos encontrar em 135 minutos de filme. Ela é tão boa, que derrubou o último lançamento de Justin Timberlake, “Man of the Woods”, e tomou o topo do ranking da Billboard. Entre 200 discos na disputa, Black Panther está no topo.

O último a alcançar o TOP 200 da Billboard, foi a trilha sonora do musical Rei do Show (2018) no início do ano.

 

Vilão

Os vilões dos filmes da Marvel nunca foram tão impactantes quanto Killmonger (Michael B. Jordan). Eles sempre foram meio bobos, suas motivações eram superficiais ou esbarravam no clichê de querer destruir o mundo ou transformar tudo em uma verdadeira escuridão. Killmonger tem motivações reais e faz você ser pegar concordando com elas em algum momento do longa.

Em 18 filmes produzidos até agora, ele foi o único que meteu medo, um cara sanguinário que não perdoa ninguém. O embate entre herói x vilão é outro ponto alto do filme.

 

Política

Se você achou que Capitão América 2: O Soldado Invernal (2014) foi um dos filmes mais políticos do MCU, espera até por os olhos em Pantera Negra. Aqui a política é muito mais intrínseca e ela dialoga principalmente com o momento atual do planeta. Há críticas quanto ao isolacionismo (isso inclue Wakanda), aos governos que decidem criar muros e não pontes entre as nações, como os líderes devem guiar seu povo e, claro, sobre qual é o lado certo na disputa entre o bem e o mal.

Pantera Negra ainda tem ótimos momentos de alívio cômico, é um filme que fortalece a representatividade e mostra algo muito diferente do que vimos até agora no sub gênero de filmes de super-herói. Além disso, comprova com maestria aquilo que vimos em sua  participação em Capitão América: Guerra Civil (2016). Pantera Negra marcou o MCU e deixará um legado de que é possível fazer mais e melhor quando o assunto for filmes com super-heróis negros na linha de frente.

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