O senso comum que temos de psicopatia é uma falta absoluta de empatia ou consciência como marca registrada, mas é muito influenciado por Hollywood.

Vilões populares como Anton Chigurh de “Onde os fracos não têm vez”, Hannibal Lecter de “Silêncio dos Inocentes” e Catherine Tramell de “Instinto Selvagem” propagam uma imagem “descolada” de que psicopatas são calculistas e brilhantes. Na realidade, psicopatas são tipicamente mais imprudentes e muito menos educados do que no cinema.

Um novo artigo publicado no Journal of Forensic Sciences analisou 400 dos psicopatas mais icônicos dos filmes e concluíram quais são mais realistas e quais são meras caricaturas.

Aqui, alguns dos psicopatas mais e menos realistas que você viu no cinema:

Mais realistas:

Anton Chigurh (Javier Bardem) — Onde os fracos não têm vez (2007)

“Nos falta informação sobre sua infância, mas há argumentos suficientes e informações detalhadas sobre seu comportamento no filme para obter um diagnóstico de psicopatia ativa, primária, idiopática. Ele apresenta incapacidade para o amor, ausência de vergonha ou remorso, falta de insight psicológico, incapacidade para aprender com a experiência passada, atitude de sangue frio, crueldade, determinação total e falta de empatia”.

Henry (Michael Rooker) — Henry: Retrato de um assassino (1986)

“Neste filme, o tema principal e interessante é o caos e a instabilidade na vida do psicopata, a falta de insight de Henry, uma poderosa falta de empatia, pobreza emocional e um fracasso bem ilustrado para planejar com antecedência”.

George Harvey (Stanley Tucci) — Um Olhar do Paraíso (2009)

“Ele tem uma casa, é socialmente competente e parece ser o homem comum na rua. Através do filme, aprendemos que ele é de fato um parafílico organizado [predador sexualmente violento]. Aqui, o falso-eu está bem ilustrado”.

Gordon Gekko (Michael Douglas) — Wall Street (1987)

“Gordon Gekko de Wall Street é provavelmente um dos personagens fictícios mais interessantes, manipuladores e psicopatas. Esses personagens psicopáticos manipuladores aparecem cada vez mais em filmes e séries”.

Menos realistas:

Tommy Udo (Richard Widmark) — O beijo da morte (1947)

“As primeiras representações de psicopatas no cinema foram muitas vezes criadas com uma compreensão pobre ou incompleta de personalidades psicopatas ou, como geralmente são rotuladas hoje, síndrome psicopática. Muitas vezes, elas eram caricaturas  sádicas, imprevisíveis, sexualmente depravadas e emocionalmente instáveis com uma compulsão para envolver-se em violência aleatória, assassinatos e destruição, geralmente apresentando uma série de maneirismos bizarros, como risos, tiques faciais, muitas vezes criando personagens famosos e irreais”.

Jason Voorhees — Sexta-feira 13 (1980-2009)

“Nestes filmes, os personagens psicopatas geralmente não são realistas, acumulando muitos traços e características, como o sadismo, a inteligência e a capacidade de prever o plano que as futuras vítimas usarão para escapar. Hoje, essas são representações mais populares do mal de assassinos de ficção do que de psicopatas interessantes”.

Hannibal Lecter (Anthony Hopkins) — Silêncio dos Inocentes (1991)

“O tradicional ‘psicopata de Hollywood’, geralmente encontrado antes de 2000, provavelmente exibirá alguns ou todos os seguintes traços, que os tornam ‘vilões ideais/super-humanos’: alta inteligência e preferência pela estimulação intelectual (por exemplo, música, arte fina ), um comportamento elegante, quase ‘semelhante a um gato’, prestígio, uma carreira ou posição bem sucedida, atitude calma, calculada e sempre controlada. Além de habilidade excepcional e irreal em matar pessoas, especialmente com lâminas ou objetos familiares. Esses traços, especialmente em combinação, geralmente não estão presentes em psicopatas reais “.

Catherine Tramell (Sharon Stone) — Instinto Selvagem (1992)

“Como na realidade, as psicopatas do cinema feminino são raras (e não são bem conhecidas e estudadas), e quando usadas, elas servem frequentemente de manipuladores intrigantes cujas principais armas são sexuais“.

Fonte: Maxim

 

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