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Se você tem alguma dúvida se vai assistir Batman vs Superman: A Origem da Justiça já avisamos: vá! É isso, fim.

Brincadeira, mas vá mesmo. Nós (Fran Vergari e Marcelo Coleto) fomos à primeira cabine de imprensa do filme para o Brasil, hoje de manhã, e saímos de lá satisfeitos com o que vimos. Até porque partimos daquela premissa de que o filme tem que ser bom, no mínimo, para valer o preço milionário dos ingressos de cinema cobrados hoje em dia. O filme estreia nos cinemas na quinta-feira, dia 24.

A primeira impressão ao sair da sala foi de que Warner e DC acertaram a mão na cara da galera que encheu a boca para criticar várias escolhas do filme antes de verem o resultado final. E isso inclui principalmente o Ben Affleck como Batman e Gal Gadot como Mulher-Maravilha.

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NÃO É UM FILME SÓ PARA FÃS

O que impressiona é que, mesmo que você não seja lá um grande fã dos quadrinhos, vai entender o contexto da obra. E se você for desses que vai chegar no cinema sem saber por que Batman e Superman estão brigando (“mas eles não eram amigos?”, você pensou), tudo bem, vai ficar tudo bastante claro.

Se você conhece um pouco, já leu alguma coisa ou está familiarizado ao menos com um pouco das histórias dos envolvidos, também não vai ficar deslocado nem entediado durante o filme. O roteiro de Chris Terrio não adentra ao ponto de ser cansativo ou fazer com que os desavisados fiquem perdidos em meio ao caos de Batman vs Superman.

Foi interessante ver como todo o staff do filme conseguiu incluir alguns arcos das HQs sem soar forçado ou alterar algo a ponto dos fãs mais intensos ficarem bem bravos. É tudo sútil e bom de ver, aquela coisa de “ah, eu lembro disso” ou “ah, a referência é essa”. E, segundo os DCnautas, boa parte de todos os diálogos do filme foram muitíssimo fiéis aos dos quadrinhos.

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VAI ALÉM DA LUTA ENTRE OS DOIS

Sem papas na língua, o diretor Zack Snyder explora bem o questionamento da raça humana quanto a ter um deus como protetor e o conflito em “ele vai nos proteger, mas tem que ser do nosso jeito”. E pode ser que esse seja um dos pontos altos do longa. A questão das mortes humanas durante os confrontos anteriores e durante o próprio filme também são abordados. Outro fato que chama a atenção é a exploração dos traumas de Bruce Wayne e as dúvidas de Clark Kent, que continua com Henry Cavill no papel do Homem de Aço, pela segunda vez.

E como todo o caos ainda é pouco, enquanto eles estão em guerra um com o outro, surge uma nova ameaça, colocando a humanidade sob um risco maior do que jamais conheceu. E aí a coisa fica séria.

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A MULHER-MARAVILHA É A GRANDE ESTRELA

Não teve pra ninguém. Quando ela apareceu, a sala toda ficou doida. Muita gente criticou a escolha da atriz alegando que ela era “magra demais” para o papel que demandaria uma mulher “mais musculosa”, mas Gal Gadot não deixou por menos. Apesar de pouco aproveitada, se podemos dizer assim, ela se destacou em todas as cenas que apareceu em ação. E nisso o filme se empenhou: dar força aos papeis femininos. A jornalista Lois Lane, interpretada pela versátil Amy Adams, tem seu mérito como “heroína humana” também.

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LEX LUTHOR É O MARK ZUCKENBERG PSICOPATA

E o que falar de Jesse Eisenberg? Sua interpretação de Lex Luthor me surpreendeu bastante. Me corrijam, mas não lembrava de um Lex tão transtornado, insano e dissimulado assim. Ele participa ativamente da treta toda, claro, mas é mais do que isso. É ardiloso, frio e seus pensamentos e diálogos são muito bons. O mais louco dos personagens confunde e deixa todo mundo louco. Eisenberg que já foi muito bem como nosso ~querido~ Mark Zuckenberg, em “A Rede Social”, se sobressai novamente.

NÃO VÁ ESPERANDO UM FILME DA MARVEL

Bom, se tem uma coisa em que Marvel e DC são diferentes, é a forma como tratam seus super-heróis. E essa diferença é claríssima aqui. Sem muitas piadinhas e com um tom acima no quesito equilíbrio, grandiosidade e rebuscamento. Apesar da humanização dos personagens, fica bastante distante ainda da imagem a que acostumamos com os filmes à la Os Vingadores.

Não é filme de um super herói só, nem de dois, mas também não é bagunça. Rápida e pontual,  a introdução de outros super-heróis no filme deu uma amostra do que estão trabalhando para o futuro sem bagunçar e perder o rumo da trama. Foi um começo com o pé direito e majestosa apresentação para o começo de uma Liga da Justiça no cinema dominado pela Marvel e seus Vingadores engraçadões.