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Os Melhores Filmes de 2020

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O ano de 2020 foi bem incomum, não saímos tanto de nossas casas e nem encontramos nossos amigos e familiares da maneira que gostaríamos, entretanto, não faltou oportunidade para apreciarmos o cinema em nossas residências, por isso separamos uma lista com os melhores filmes de 2020.

Com isso em mente, cada redator do site separou um filme que o surpreendeu neste ano, são sugestões que valem a pena você dar uma chance, ainda mais neste fim de ano. Lembrando que todos os filmes escolhidos foram lançados este ano.

Melhores Filmes de 2020

Rafa – Redator

O Som do Silêncio

Diretor: Darius Marder
Melhores Filmes de 2020

Um espetáculo de sentimentos à flor da pele define com vigor essa surpresa cinematográfica que se tornou um dos melhores filmes de 2020 para minha mim, ainda mais no momento tão pessoal que presenciamos. Sensações que são praticamente viscerais e ainda compartilham uma maneira de encarar nossa vida de forma diferente e sob uma nova visão.

A importância do som está presente em tudo, parte do filme você nem ao menos o ouve, olha a beleza da coisa, pois somos colocado totalmente na figura do personagem principal.

Na história, Ruben (Riz Ahmed) é baterista de uma banda de metal ao lado de sua namorada Lou (Olivia Cooke), os dois vivem em um trailer e realizam shows por diversas cidades. Entretanto, um dia Ruben passa não ouvir mais, com receio passa em um médico e descobre que perdeu 80% da audição.

Sua namorada tenta ajudá-lo e o coloca em uma comunidade de surdos e mudos, onde Ruben precisa aceitar sua nova perspectiva e enxergar as coisas como nunca havia percebido de uma maneira profunda e introspectiva.

Suzy – Redatora

O Diabo de Cada Dia

Diretor: Antonio Campos

O Diabo de cada dia, de Antonio Campos, adaptado do romance de Donald Ray Pollock, é um plano de estudos tão implacável e ornamentado de crueldade e miséria que parece até parte de um jogo regado a sadismo. A história se passa nos anos 1960, em uma comunidade rural de Ohio, e acompanha vários personagens peculiares que foram afetados pela guerra de diferentes maneiras.

Tudo se passa com alguns de seus residentes, entre eles um pregador profano (Pattinson), um xerife desonesto (Stan) e um casal maluco (Jason Clarke e Riley Keough). Suas vidas giram em torno do jovem Arvin Russell, que luta contra as forças do mal que o ameaçam e sua família. Mas o personagem  principal deles, Willard Russell, é um veterano atormentado por não ter conseguido salvar a esposa da morte, por conta de um câncer.  O fanatismo domina o filme, tanto que, em um estado de torpor religioso, Williard, sacrifica o cachorro da família em um esforço para convencer Deus a poupá-la.

O filme é grande, tem duração de 2h 18min, vão acontecendo muitas coisas nao desenrolar do filme, mas esses que citei são alguns dos personagens principais. Recomendo que assistam, apesar de longo e violento, vale muito a pena.

Uma observação: O diretor do filme afirmou que, o final do filme pode ter duas interpretações, mas a mensagem do filme é sobre como os pais sempre está levando pessoas para guerra, que voltam com consequências terríveis.

Julian – Redator

Borat – Fita de Cinema Seguinte

Diretor: Jason Woliner

O filme nos traz mais uma louca aventura do Borat Sagdiyev, personagem criado e interpretado pelo Sacha Baron Cohen com o seu tradicional humor por constrangimento, a ideia é extrapolar uma determinada situação até o nível mais absurdo possível.

O filme é a continuação de Borat – O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América, e mostra que após a sua primeira incursão aos Estados Unidos, as atitudes de Borat causaram muita humilhação ao seu país fazendo com que ele fosse preso pelo resto da vida, mas após 14 anos ele é convocado para uma missão diplomática que consiste em levar um presente para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e assim estreitar as relações entre o seu país, o Cazaquistão, e os Estados Unidos.

Borat embarca nessa aventura juntamente com a sua filha Tutar Sagdiyev, vivida pela atriz Maria Bakalova, o filme foca na relação de pai e filha e mostra a reação das pessoas às situações mais absurdas proveniente dessas relações, pessoas essas que não sabem que tudo não passa de um filme. O filme foi gravado em segredo e durante a atual pandemia de COVID-19 e mostra também a reações absurdas de americanos apoiadores de Trump, que assim como o presidente, acreditavam em teorias da conspiração que diziam que a COVID-19 não era tão grave.

Dino – Redator

Entre a Foice e o Martelo

Diretor: Sam Liu
Melhores Filmes de 2020

“A mais triste verdade meu filho, é que certas pessoas precisam morrer para o sistema funcionar”. Esse é o ápice da adaptação em animação da saga “Supeman: Red Son”. É um clássico das HQs e ficou maravilhosa em animação!

Pra situar um pouco: em “Entre a Foice e o Martelo”, a nave do Superman, invés de uma fazenda no Kansas, ela cai em uma fazenda coletiva ucraniana, uma razão implícita sendo uma pequena diferença de tempo em relação à linha do tempo original, o que significa que a rotação da Terra colocou a Ucrânia no caminho da nave em vez do Kansas.

Em vez de lutar por “…verdade, justiça e American way”, Superman é descrito nas transmissões de rádio soviéticas “…como o herói do trabalhador comum que luta uma batalha sem fim por Stalin, socialismo e a expansão internacional do Pacto de Varsóvia”. Sua “identidade secreta” (ou seja, o nome que seus pais adotivos deram a ele) é um segredo de Estado.

Mas por que me marcou? Bom, além de eu ser um fã da DC, em um ano atípico em que muito se discutiu “direita x esquerda”, governos totalitários que ao invés de se preocupar com a vida das pessoas se preocupam mais com a manutenção de poder foi uma forma de refletir sobre a vida e o mundo.

Também me marcou enquanto pai. Nessa história alternativa, como ele acaba como um instrumento do Estado e não mais um individuo ele acaba agindo apenas como uma ferramenta, enquanto na história tradicional do Super-homem, se torna o herói que conhecemos devido aos valores que seus pais lhe deram desde muito cedo.

Carol – Redatora

Rede de Ódio

Diretor: Jan Komasa
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Ah, esse 2020, né?!! Quase tudo foi bosta, mas ainda sobrou uma ou outra janelinha aberta com cheiro de flores. Por exemplo, uma belíssima obra moderna desse ano quarentener, na minha humilde opinieixon, foi “Rede de Ódio” (The Hater).

Filme polonês com ótimo roteiro que fala de um estudante expulso da universidade de Varsóvia e que, através do Twitter e outras redes sociais, manipula a opinião pública.

Além de retratar o dia a dia malditinho do home office. Sono acumulado, olheiras, exaustão mental e uns aditivos drogueiros na cachola pra manter a lucidez. Maciej Musiałowski tá bem gatinho e compenetrado no protagonismo da trama.

Edu – Editor

Estou Pensando em Acabar com Tudo

Diretor: Charlie Kaufman
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“Estou pensando em acabar com tudo” pode ser resumido em uma palavra: desconfortável! Desde o começo do filme você sente que tem algo errado na relação do casal protagonista da história. Pequenas pistas são dadas aos poucos e confunde o telespectador ainda mais.

Temos uma história que não tem nada de convencional, e de forma geral me pareceu uma grande fábula sobre um término de relacionamento contado com uma visão bastante peculiar e existencialista. É uma verdadeira viagem ao subconsciente humano. Me senti lendo um livro do Kafka, onde tudo é fascinante e absurdo ao mesmo tempo, acho que por isso que se tornou um dos melhores filmes de 2020 para mim.

Um emaranhado de informações e sensações estranhas dão o tom do filme, e o fato da história não ser linear pode te deixar ainda mais intrigado. Digo ainda que “Estou Pensando em Acabar Com Tudo” não vai agradar aquele fã de cinema mais tradicional, que espera uma história com começo, meio e fim, e principalmente quem espera por uma conclusão ou desfecho. É um filme pra te fazer pensar, um suspense psicológico quase enlouquecedor.

O filme se aproxima de outras obras incríveis do diretor, se você gostou de “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças” e “Quero Ser John Malkovich”, embarque nessa viagem ao subconsciente humano. Deixo também uma menção honrosa ao ótimo “O Diabo de Cada dia”, outro filmão que saiu também em 2020.

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