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Apesar da fama, o Pornhub vai bem além da simples hospedagem de vídeos pornô. A empresa por trás do site também faz análise de dados, divulga relatórios de uso quase semanalmente e ainda tem algumas ideias de gadgets. Não muito tempo atrás, por exemplo, vimos uma pulseira que gera energia através da movimentação do braço (fazendo você sabe o quê) e que pode ser usada para recarregar o celular. Agora – na verdade mais para o começo desse mês de julho –, a marca colocou à venda uma bunda. Não, não uma bunda de verdade, calma lá. O TwerkingButt é feito de um material que lembra a pele humana – provavelmente um tipo de borracha – e vibra, simulando o movimento do twerking que a Nicki Minaj já fez.

O traseiro artificial vem acompanhado de um dispositivo de realidade virtual, daqueles que você coloca na cabeça para se sentir “dentro” de um jogo – ou, no caso, de um vídeo 3D ou um clipe cheio de gente rebolando. A ideia é que você segure a bunda física enquanto controla os movimentos dela usando um app (que tem versões para Android e iOS), colocando os óculos na cara para aumentar a imersão. Não entendeu? O vídeo de divulgação dos caras (que é uma bela fanfarronice) explica isso em imagens ali pelo um minuto e dez.

Essa surreal bunda do Pornhub não é a primeira iniciativa que visa “aumentar a imersão” e colocar você cada vez mais dentro de uma produção pornô ou erótica. Projetos do tipo têm se tornado bem comuns, para falar a verdade. Em fevereiro deste ano, por exemplo, um conjunto de câmeras usado pela Huccio para gravar filmes do gênero em 360 graus virou notícia. Parecida com aquela usada nos carros do Google Maps, a estrutura custa 250 mil dólares, e gera um vídeo que pode ser visto de diversos ângulos, igual ao Street View. A ideia é que você rode filmes desse tipo em um Oculus Rift ou em algum aparelho do tipo, como o Gear VR da Samsung, e assim assista a um POV em que seus olhos são realmente a câmera.

Parece inovador, mas o estúdio aí nem é o único que faz coisas assim.  Os espanhóis da VirtualRealPorn também trabalham no ramo dos pornôs mais imersivos, adaptando produções com atrizes de verdade para o maravilhoso mundo da realidade virtual. Os vídeos, porém, não são em 360 graus, limitando a visão aos 180°. Ainda assim, eles aproveitam os recursos de áudio de aparelhos do tipo para que o espectador ouça até a voz das personagens mais de perto, conforme elas se aproximam em um POV. Perturbador? Muito provavelmente sim.

Em outro ramo tecnológico, o do streaming (o mesmo da Netflix), temos a SugarDVD, que em maio desse ano anunciou que pretende lançar um app para o Oculus Rift. Mediante o pagamento de mensalidade, o aplicativo permitirá que o dono de um aparelho do tipo assista aos filmes que quiser no dispositivo, que será lançado ano que vem pelo Facebook.

Por fim, mas não menos importante, não posso me esquecer do cara das RealDolls, que trabalha no projeto das robôs sexuais inteligentes. A ideia dele não inclui apenas bonecas falantes, mas também simular sexo em realidade virtual, para que o espectador também “sinta” as atrizes dos filmes que ele está assistindo. Comparando com a bunda do Pornhub, é uma “evolução”, mas que só deve ficar pronta em alguns anos. O traseiro artificial TwerkingButt, por sua vez, já está em pré-venda, custando de 500 a 700 dólares em uma promoção temporária. O preço ainda vai pular para 700 e 1000 dólares pelas versões Classic e Deluxe, respectivamente (a diferença entre elas não ficou clara). O produto chega em agosto.