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A Máquina do Tempo – Uma reflexão sobre a sociedade escrita em 1894

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Antes de falar sobre “A Máquina do Tempo”, quero ressaltar que há alguns meses eu tenho investido meu tempo em ler livros de ficção científica e descoberto mundos alternativos e realidades que trazem reflexões interessantes. Tanto que os últimos posts sobre literatura aqui no blog são sobre obras do tema, como os ótimos O Fim da Infância, Flores Para Algernon e O Homem do Castelo Alto.

Fiquei um tempo sem trazer dicas de leitura e antes que acumule muita coisa e eu comece a esquecer os detalhes das histórias, resolvi retomar os posts de literatura, portanto, espere por novas dicas nas próximas semanas.

A Máquina do Tempo

A Máquina do Tempo

A Maquina do Tempo

Autor: H. G. Wells
Lançamento: 1894
Nota: 9

Escrito há mais de 125 anos, o mais incrível pra mim em A Máquina do Tempo foi a capacidade inventiva do autor, que colocou seu protagonista numa viagem que o levou ao longínquo ano de 802.701, obviamente que a “normalidade” daquele tempo é completamente diferente da nossa, e aqui ressalto a habilidade de H. G. Wells em traçar paralelos em questões morais desse futuro inimaginável com a sociedade da época em que escreveu sua obra, que permanecem atuais até os dias de hoje, e provavelmente continuarão fazendo sentido nos anos vindouros.

No quesito ciência, as explicações e teorias apresentadas me prenderam muito, e logo no começo o nosso viajante do tempo está contando a um grupo de amigos um conceito que tem trabalhando: a geometria em quatro dimensões (comprimento, largura, altura e tempo). De forma muito clara e objetiva o autor nos faz crer que aquela viagem no tempo é perfeitamente possível, e assim somos apresentados a um futuro um tanto perturbador em em A Máquina do Tempo.

Uma sociedade completamente diferente, mas ao mesmo tempo igual à nossa

Depois de chegar num lugar completamente estranho, o viajante do tempo perde a sua nave (meio de transporte ou como você quiser chamar) e é obrigado a viver por um tempo ali, se adaptar e tentar entender a realidade e costumes a sua volta.

Ele se depara com humanos que são um tanto quanto idiotizados e incapazes de pensar em questões importantes, que estão organizados em estruturas completamente diferentes das que conhecemos, e tudo isso com um pano de fundo que traz uma crítica social de classes. Pelo que li a respeito, tema recorrente nas obras do autor.

Pra você ter uma ideia, a nossa sociedade no futuro não tem mais animais, não há trabalhadores, os humanos são pra lá esquisitos, pequenos, sem responsabilidades, sem trabalho, e vivendo como crianças…

Paro por aqui pra evitar spoilers e deixar a leitura mais interessante pra quem decidir embarcar nessa viagem.

Por ser um primeiro contato com o autor, eu adorei a experiência de ler este livro. Se você gosta de Black Mirror, não deixe de ler A Máquina do Tempo.

H. G. Wells também escreveu outras obras aclamadas pelo público como “O Homem Invisível” que já adianto é um dos próximos posts, e “Guerra dos Mundos”.

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