Apresento a vocês mais um texto de um convidado semi polêmico, o cara que leva o twitter à sério e a vida na sacanagem. Vejam o que o mestre Vyktor Berriel tem a dizer sobre as safadinhas da twitcam

Não sou um forte praticante da pornografia na internet mas pelo pouco que sei do que acontece no submundo da punheta, toda madrugada rola a incessante busca por meninas se insinuando na twitcam. Geralmente com uma amiga, ou até mesmo sozinha, elas apostam na fórmula dançar funk → se insinuar com roupa de puta → decote à amostra → deixar subentendido que se atingir o número X de viewers (o número varia com a carência da vadia) ela/elas mostrará alguma parte escondida do seu corpo.

Me espanta esses caras desesperados por um final feliz na masturbação, em busca das maria-twitcam do subúrbio, que geralmente têm a cara oleosa, bigode e usam Neutrox sem enxágue no cabelo. Mas até aí tem público pra tudo na internet né, não julgo.

O curioso nisso tudo, é que esse monte de zé mané ficam se digladeando no chat da twitcam elogiando as meninas – que até então estão lá remexendo o corpo como se isso fosse algo sensual – pedindo pra que mostrem os peitos ou, quem sabe num golpe de sorte, a xerenga sendo penetrada por um cabo de escova.

É muito engraçado. Os caras criam fake com foto de malhadão e ficam cortejando as faveladas, enquanto elas fingem que não estão lendo os comentários maldosos e continuam se fazendo de sensual mostrando a língua (sério, quem inventou que isso é sexy?) trancadas num quarto. À noite. Sozinhas. Dançando pra um computador. Provando que são mesmo o resto escorrido da humanidade que se dispõe a conseguir parceiros em balada.

Parte importante de todo o espetáculo é conseguir alguma garrafa de bebida e ficar mostrando na webcam o máximo de tempo possível. Nem precisa beber, elas só insinuam que estão ingerindo o líquido pra dar a entender que são alcoólatras e rebeldes e que graças ao estado pseudo-embriagado, podem ter mais chance de mostrar aquele mamilo biscoitinho preto e judiado pela falta de banho.

O comportamento dessa turma inteira é curioso demais, merece estudo pra ser apresentado em monografia de faculdade de sociologia. Como se já não bastasse todo o processo e os participantes interagindo naquela forma patética, quando a twitcam atinge um número considerado pela(s) menina(s) relativamente alto (em torno de 1.000 viewers), elas fazem pose de santinha, fingem que estavam ali recitando Baudelaire, sacam o celular Android (na melhor das hipóteses financeiras) do bolso e tiram foto do monitor -COMO SE NÃO EXISTISSE A TECLA PRINT SCREEN NO MUNDO- pra mostrar pras amigas no recreio que conseguiram tal número de espectadores “no tt” (essa turma geralmente acha que “tt” é sigla pra “twitter” ao invés de “trending topics”, mas deixa quieto).

Este maravilhoso evento que a internet nos brinda, ao mesmo tempo que é engraçado, mostra toda a tristeza e ego murcho que essas meninas fãs de micareta e integrantes de família agraciada pelo bolsa-família fazem pra chamar atenção.

É quase tão triste quanto essas gordinhas do Twitter que falam de sexo o tempo inteiro.

Como eu adoro a internet