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Aberto há seis meses em Melbourne, na Austrália, o bar Shebeen destina todo o lucro a projetos sociais de países pobres. E é o cliente, ao escolher o que vai tomar, que determina para onde vai o dinheiro.

Quem pede a cerveja etíope St. George, por exemplo, ajuda a fornecer bombas de água na Etiópia. E cada garrafa de Windhoek financia a luta contra a aids na Namíbia. Tudo para ajudar a África. O nome Shebeen, inclusive, é um termo africano que significa algo como “bar clandestino”. “Esperamos destinar 200 mil dólares australianos (R$ 420 mil) a nossos parceiros no primeiro ano de operações”, diz Simon Griffiths, um dos três donos do bar.

O menu inclui vinhos sul-africanos, café vietnamita e cerveja queniana. Só coisas difíceis de encontrar. Mas Simon tinha um trunfo na mão: antes de abrir o estabelecimento, ele e seus amigos tinham rodado a África como voluntários em projetos sociais, e fizeram contatos com produtores locais.

Os petiscos também vêm de longe: almôndegas marroquinas, tofu vietnamita, sorvete tailandês. E o público é variado como o cardápio. “Grupos de senhoras vêm almoçar durante a semana. De noite, a galera fica mais jovem e menos responsável”, diz Simon. Diversão com consciência social – mesmo que nem sempre 100% consciente.

Fonte: Super Interessante