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A celebridade das panelas defende que cozinhar é um ato inerente ao universo feminino e, justamente por isso, deve ser valorizado sem sombra de machismo.

A cozinheira britânica Nigella Lawson fala na mesma velocidade com que manipula panelas e colheres de pau na TV. O raciocínio só desacelera quando ela faz um paralelo entre a cozinha e o papel da mulher na sociedade, e escolhe as palavras com o cuidado de uma ensaísta. Aos 53 anos, a mulher que se tornou celebridade pela forma espontânea e sexy como fala sobre comida, com 8 milhões de livros publicados em vinte idiomas e um programa de culinária transmitido em diversos países, acredita que ir para a cozinha representa hoje um grito de independência feminino. “As mulheres estão só agora se desvencilhando de olhar para si mesmas sob a perspectiva masculina, que sempre foi a dominante na sociedade. A pena é que nós tivemos que esperar os homens irem para o fogão e se tornarem chefs para sentirmos e assumirmos o prazer em cozinhar”, diz Nigella, que tem seus programas de receitas transmitidos no Brasil pelo canal GNT há oito anos.

Para ela, a relação conturbada entre a independência feminina e as panelas é decorrente da desvalorização do ato de cozinhar, visto historicamente como uma função menor. “As mulheres cozinham há muito tempo e isso nunca foi uma atividade remunerada.”

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