Todos temos objetivos. Uns alcançáveis, outros utópicos. Todos sonham com um Bugatti Veyron, a mansão de luxo e a ruiva gostosa. Mas não é disso que se trata a objetividade. A objetividade é o seu afinco em conseguir o que queira. É a jogada individual. É o toque por debaixo da perna do zagueiro. É o gol suado. Seus objetivos serão conseqüência.

No octógono da vida, a objetividade é a vontade de socar, mesmo estando por baixo. É fazer o que tem que ser feito. Como? Eliminando o que não é necessário, é nocauteando na hora possível, ou, um Frank Mir pode, simplesmente, quebrar seu braço.

Mulheres sofrem mais desilusões amorosas que os homens. As mulheres ponderam, refletem e admiram as características que diferenciam vários amores: “Daniel é bonito, Leonardo é charmoso, Lucas é inteligente e o Marcel…bem, ele tem aquilo”. Enquanto isso, a consciência masculina dança serelepe e sussurra, como uma brisa: “Cara, ela é muito gostosa!”. Homens têm menos opções para quebrar a cara, bem, nem todos, mas os outros não merecem ser chamados de homens. Brincadeiras a parte, homens sabem o que procuram nas mulheres. As mulheres não sabem o que procuram nem nos seus armários.

Você não vai à um restaurante italiano esperando comer sushi. Ou vai? Hoje em dia, pode-se esperar qualquer coisa das pessoas. Enfim, você alcança seu objetivo, procurando por ele, e só. Sonhar em ter uma namorada ruiva, gostosa e com sardas, enquanto fica sentado na frente do computador, assistindo redtu…vlogs, não é o melhor meio.

Jogadores não entram em campo pra ficar tocando bola. Lutadores não entram em ringue para serem nocauteados. Mulheres não vão à um centro de depilação para chorar. Os seus objetivos são maiores que esses problemas. É o gol, é o cinturão, é a pele deliciosa e estrategicamente lisinha.

E não aceite menos. Espere a cerveja gelar. Deixe a mulher terminar de assistir a novela. Não pegue a amiga feia, a não ser que você queira. Ou seja, não se apresse. E tem que ter coragem. Mas não-alcoolica. Uma coragem que faça as pessoas lhe admirarem e não sentirem pena e que proporciona ressaca moral.

E tem que ter, claro e óbvio, objetivos. É entrar numa loja de conveniência sabendo a cerveja que vai comprar, e não escolher a mais gelada, só porque já tá ali, fácil. No mais, nada será impossível. Minto, algumas coisas ainda serão. Mas deixa isso pra outra hora.

Texto do André Filho



Compartilhe
Share on Facebook
Facebook
Tweet about this on Twitter
Twitter