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Em 2015 o Foo Fighters comemora, oficialmente, seus 20 anos de estrada e com eles se tornou uma das maiores bandas do mundo.

Isso passada diretamente pelas mãos, voz e atitudes do seu líder: Dave Grohl. O outrora baterista do maior fenômeno do rock nos 90, o Nirvana, conseguiu se transformar em algo maior. Há quem goste mais do Nirvana, eu prefiro Foo Fighters, gosto é gosto.

Além de um cara trabalhador, Grohl é hoje, O CARA, do rock em muitos sentidos. Um frontman carismático, bom músico, cheio de amigos e por aí vai, e isso também faz dele o cara mais legal do rock. Pode chorar, espernear, dizer que não, mas é e lá no fundinho você sabe disso.

Bom, por isso, a gente mostra aqui 12 motivos que provam por A + B que sim, Dave Grohl é o cara mais legal do rock hoje!

1 – Ele gravou o primeiro álbum do Foo Fighters sozinho

Muita gente sabe que ter uma banda é bem complicado, Dave também sabe. Depois do fim do Nirvana, o que fazer? Montar outra banda? Não. O cara foi lá e gravou todos os instrumentos do que se tornaria o primeiro álbum do Foo Fighters. Sozinho, sem ninguém e enquanto o mundo ainda chorava a morte de Kurt Cobain, Dave Grohl trabalhava (ele chorou também).

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2 – Combate o preconceito com bom humor

Em agosto de 2015 o Foo Fighters faria um show em Kansas City (EUA) e um grupo de pessoas da Westboro Baptist, conhecida pela intolerância contra a comunidade LGBT, protestou para que o show não fosse realizado e incluiu na manifestação cartazes homofóbicos.

Ah meu amigo, mas você acha mesmo que Dave Grohl ia deixar isso passar? Jamais! Ele e seus amigos do Foo Fighters invadiram o protesto em uma caminhonete ao som da música “Never Gonna Give You Up”, de Rick Astley.

E essa não foi a primeira vez…

Em 2011 membros da mesma igreja fizeram uma manifestação pelo mesmo motivo e um de seus líderes chegou a dizer que as músicas do Foo Fighters falavam sobre “fornicação, adultério e homossexualidade”. Grohl e Cia. responderam fazendo uma apresentação em que tocaram “Keep It Clean (Hot Buns)”, considerada uma música que fala sobre homossexualidade.

3 – Divide o palco com fãs por vários motivos

Levar fãs ao palco é quase um cliché hoje em dia, porém nos shows do Foo Fighters isso pode rolar por vários motivos diferentes e tudo muito improvisado, sem ensaio. Dave Grohl comanda o espetáculo e faz o que der na telha por um bom motivo.

Meu herói

Em agosto, durante um show, Grohl percebeu que um fã estava chorando e o chamou para o palco. Ele disse: “Foda-s* o discurso que eu ia fazer. Essa aqui vai para você!”, e tocou “My Hero” para o cara (na boa, se fosse pra mim eu choraria copiosamente).

Vamos tomar uma?

Tomar uma cerveja com Dave Grohl em qualquer lugar já seria tipo, surreal e legal demais, agora tomar uma cerveja com Dave Grohl em pleno palco no meio de um show do Foo Fighters aí você mita.

Um fã levou o seguinte cartaz para o show: “É meu aniversário de 50 anos, vamos tomar uma cerveja”. Há! Nosso frontman querido chamou o cara pro palco e sim, eles tomaram uma cerveja. Que aniversário hein, amigo?!

Casa comigo?

Pedido de casamento em um show do Foo Fighters na sua cidade. Sim e foi aqui na terrinha, no Brasil, no show realizado em janeiro em São Paulo. Grohl chamou o casal Vinícius e Mônica ao palco do Morumbi após a execução de “Skin and Bones” e não é que rolou o “sim”. Desse jeito não tem como dizer não, né?

4 – Detesta brigas

Dave Grohl é da paz e quer a paz nos shows da sua banda. Certa vez ele chegou a expulsar um cara de uma apresentação do Foo Fighters no meio da coisa toda. Toma essa cara pálida e vai brigar em outro lugar!

5 – Ele toca na sua garagem

Tem uma garagem que cabe uma galera aí?! Então, vai que o Dave aparece pra mandar um som. É, não custa sonhar, mas alguns fãs felizardos conseguiram esse feito em 2011. Naquele ano o Foo Fighters lançou o excelente “Wasting Light”, gravado na garagem do cara. Então por que não tocar na garagem dos fãs para promove-lo?

Rolou até um documentário sobre isso, assiste aí!

6 – Ele quebra a perna e volta pra tocar, mesmo assim

Em junho o Foo Fighters se apresentava em Gotemburgo (Suécia) e em dado momento, Grohl caiu e quebrou a perna. Sabe o que ele disse? Isso: “Eu vou ao hospital. Vou engessar minha perna. E minha promessa agora é de que o Foo Fighters vai voltar e terminar esse show.”

Ele voltou do hospital, pegou uma cadeira e mandou ver! Mas depois…

7 – Ele chora com homenagens

Depois de quebrar a perna e terminar o show em Gotemburgo, Dave teve que cancelar algumas apresentações do Foo Fighters para se recuperar. Uma delas foi no mítico Festival de Glastonbury.

Para o lugar do Foo Fighters foi escalada Florence and the Machine. A banda agradeceu e homenageou Dave e o FF dedicando uma versão de “Times Like These” para eles.

Dave disse à revista Q Magazine: “No dia seguinte ao show me mandaram o link com a apresentação e eu chorei feito um bebê. Eles derreteram a porra do meu coração”.


8 – E faz a gente sorrir com suas atuações

Os clipes do Foo Fighters sempre foram marcantes pela atuação da banda, em especial de Dave Grohl.

Além de cantar e tocar, ele manda bem sendo ator, já até participou de um filme, “Tenacius D: The Pick of Destiny”, onde fez o diabo.

Bom, mas são nos clipes mesmo que a gente dá risada das atuações do cara.

9 – Ah e ele também é diretor

Não basta atuar, tem que dirigir e é isso que Dave vem fazendo há um tempo. Primeiro ele se embrenhou em um documentário chamado “Sound City”, sobre o Sound City Studios, um estúdio em que muitos músicos já passaram e gravaram grandes discos, incluindo o próprio Grohl e “Nevermind” do Nirvana. Vale demais assistir, sério!

A trilha sonora é primorosa e conta com nomes como Corey Taylor (Slipknot/Stone Sour), Josh Homme (Queens of the Stone Age/Eagles of Death Metal), Paul McCartney, Trent Reznor (Nine Inch Nails) e muitos outros. Escuta que é demais!

10- Ele é o amigão da galera

Sabe aquela pessoa que parece que todo mundo quer ficar perto, fazer alguma coisa, ter um projeto junto e tal? Pois é, Dave Grohl parece ser uma pessoa assim. O cara tem umas amizades que oh: são demais. Ele é brother do Josh Homme, do Trent Reznor, já subiu ao palco com Paul McCartney e Ringo Starr, do Jack Black, do Lemmy (Motörhead), e de mais um monte de gente.

Ele participa de inúmeros trabalhos por aí, emprestando seu talento pra galera pra fazer algo entre um show e outro, uma gravação e outra.

Como se não bastasse isso, ele sempre arranja um jeito de reunir todo mundo ou participar de algo com a brodagem. Vale você conhecer o Probot e o Teenage Time Killers.

Ah e ele é amigo da Joan Jett também e mandaram ver no primeiro Lollapalooza aqui no Brasil.

Não sei vocês, mas hoje eu tenho a sensação de que alguns músicos, principalmente do rock (e olha que eu amo rock) saem falando mal da galera mais para aparecer do que pra qualquer coisa. Tipo, vamos parar de forçar a barra, né?

Dave Grohl, até onde me consta, não faz isso, pelo contrário, ele fala bem independente do estilo, caso goste verdadeiramente de algum(a) artista, como neste caso, da Adele:

É um disco incrível [21] e todo mundo ficou espantado com este fenômeno. Eu não fiquei. Sabe por que vendeu tanto? Porque é bom para caralho e é de verdade. Agora imagine se todos os álbuns fossem bons como ele.

Isso sem falar que em um show este ano ele dedicou a música “Congregation” para a Taylor Swift, dizendo que era obcecado por ela, no bom sentido, claro.

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11 – Respeita e é respeitado pelos mais velhos

Você quer respeito? Faça por merecer. Assim é com Dave Grohl, ele respeita e também é respeitado pelos ícones mais velhos do rock. Sempre fala de seus ídolos em entrevistas, faz covers, presta homenagens e por aí vai.

Além dos já citados Lemmy, Paul e Ringo, gente do calibre de Jimmy Page e John Paul Jones – ambos Led Zeppelin -, e Slash e Tony Iommi já dividiram o palco com Grohl, ou melhor, ele o dividiu com eles.

12 – Os fãs pedem um show. Ele vai lá e faz

Recentemente a cidade de Cesena e o Foo Fighters se encontraram pela vida. O que aconteceu foi que um cara de lá resolveu fazer algo para que Dave e sua turma tocassem na cidade.

Bom, mil pessoas (sim, MIL) se reuniram e, com seus instrumentos, tocaram e cantaram ao mesmo tempo o megahit “Learn To Fly”, numa iniciativa que ficou conhecida como “Rockin 1000”.

“Ver tanta gente usando todo seu tempo, esforço e amor em fazer música me levou às lágrimas. E o fato de que era uma música do Foo Fighters… bem… é difícil colocar em palavras o quão honrado aquilo me deixou”, disse ele pouco antes de prometer que sua banda faria um show lá.

E fez...