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É meus amigos leitores do Testosterona e amantas do bom e velho rock and roll, principalmente o mais pesado, 2015 já foi e nada mais justo do que nesta coluna fazermos uma retrospectiva do que de melhor rolou no estilo neste ano!

Muitas bandas retornaram depois de alguns anos sem gravar, depois da morte de membros ou continuaram suas carreiras normalmente. Fato é que os destaques ficam por conta dos velhos grandes nomes do gênero como Iron Maiden e Slayer, por exemplo, e alguns não tão velhos assim. A gente conta um pouco da história dos grupos no ano e mostra os clipes que se destacaram de cada um deles!

Slayer

O grupo voltou ao estúdio no fim de 2014 para lançar “Repentless”, seu primeiro disco depois da morte do guitarrista Jeff Hanneman e da saída do baterista Dave Lombardo, além de ser o primeiro trabalho depois de 6 anos.

O disco é uma pedrada digna dos melhores discos de thrash metal da história e prova que, mesmo depois das perdas, o Slayer segue mais vivo do que nunca.

O clipe da faixa-título do álbum é de tirar o fôlego, violentíssimo e gravado em uma prisão. Só dê o play se você tiver estômago.

Disturbed

Outra banda, bem mais nova que o Slayer, mas que também ficou um longo tempo sem gravar e retomou suas atividades em 2015 foi o Distubed. Depois do bom “Asylum” de 2010, o quarteto liderado por David Draiman lançou neste ano o excelente “Immortalized”.

Draiman segue cantando muito bem um dos grandes destaques do disco é The Light, uma balada com todas as características do grupo. A faixa, inclusive, se tornou um dos singles do álbum.

Motörhead

Depois do excelente “Aftershock” seria difícil o Motörhead manter a pegada, mas “Bad Magic” está longe de ser ruim, pelo contrário, é um bom álbum, com a cara do grupo.

Ainda que nosso querido tio Lemmy esteja mais pra lá do que pra cá, é bom a gente aproveitar a fase em que o trio lança discos legais.

Thunder and Lightning, pra mim, é uma das melhores músicas de “Bad Magic”, assim como a cover de Simpathy for the Devil dos Stones.

Lamb of God

Em 2015 o Lamb of God lançou seu sétimo álbum de estúdio: “VII: Sturm und Drang” e viu sua popularidade retornar, participando de mais festivais e fazendo inúmeros shows solo por aí.

Com Randy Blythe cantando mais pesado, gutural e forte do que nunca em 512, o Lamb of God retoma seu lugar como um dos expoentes do metal alternativo em que se lançou no final dos anos 90.

Atreyu

Quem resolveu dar as caras em 2015 também foi o Atreyu. O grupo lançou em setembro seu sexto disco, “Long Live”, depois de um  hiato que já durava desde 2009.

Para vocês terem uma ideia, o disco foi apenas o segundo do grupo a entrar no Top 20 de vários países pelo mundo. A banda tinha conseguido esse feito apenas com o ótimo “The Curse”, lançado há 11 anos atrás.

Tremonti

Mark Tremonti sempre foi um guitarrista muito competente e capaz, muito mais do que mostrava quando despontou no Creed, que, convenhamos, graças ao bom deus metal, acabou, ainda que vira e mexe ensaie um retorno “triunfante”.

Hoje, além do ótimo Alter Bridge, em que divide os holofotes com Myles Kennedy, Mark tem uma banda que leva seu sobrenome e que lançou seu segundo trabalho em 2015, “Cauterize”.

As férias do Alter Bridge estão rendendo para o Tremonti. O grupo já se programa para lançar “Dust” em 2016. Enquanto isso não acontece, a gente confere Another Heart.

Faith No More

Talvez algumas das pessoas que estiverem lendo esta matéria nem eram nascidos quando o Faith No More lançou “Album of the Year” há 18 anos atrás. Esse é, talvez, um dos maiores hiatos da história do rock.

Quando o Faith No More anunciou sua volta, com direito a novo disco e tudo mais, muita gente duvidou. Mas amigos, estamos falando da banda de Mike Patton e vos digo: jamais duvidem de Mike Patton.

O resultado é um álbum visceral, digno de Faith No More. “Sol Invictus” é o resultado das épocas áureas do FNM e dos tempos de hoje.

Iron Maiden

Claro, mas muito claro que a Donzela estaria nesta lista. Quando o Iron Maiden lançou o clipe de Speed o Light e em seguida “The Book of Souls” ouvi muita gente, mas muita mesmo, dizer que a fórmula era a mesma, que eles nunca mudavam e coisas do tipo.

Agora deixa eu dizer em ALTO e bom tom uma coisa para vocês (que disseram essas paradas ai): o Iron, assim como Black Sabbath, Led Zeppelin, AC/DC e algumas das bandas citadas nesta matéria, NÃO precisa mudar.

Todos eles já ditaram tendências, criaram algo ou mudaram o que tinham que mudar, em seu tempo. Hoje colhem os frutos e sorte a nossa que continuam na ativa (alguns) e gravando bons discos.

E vale lembrar que em 2016 o Maiden volta ao Brasil com a sua nova turnê, em março, e óbvio que nós estaremos lá!