Algumas pessoas dizem que o rock está morrendo, e que não se fazem mais bandas como antigamente. É bem verdade, que alguns dinossauros da cena estão dando seus últimos suspiros, mas ainda assim seu público se mantém fiel. E convenhamos, não dá pra querer que bandas que começaram lá nos anos 60 e 70 ainda tenham tanto fôlego depois de quase 50, 60 anos de carreira. Beirando seus 30 anos de estrada (ambos começaram em 1996), Foo Fighters e Queens of The Stone Age são dois representantes dos anos 90 que se mantêm firme e forte, e com gás pra se tornarem bandas lendárias, que ultrapassam gerações.

Eu já tinha visto alguns shows do Foo Fighters, então já sabia o que esperar de Dave Grohl e companhia, mas foi a primeira vez que eu tive o prazer de ver Josh Homme e seu Queens of The Stone Age ao vivo. Conhecendo bem os álbuns, já sabia que a sonoridade da banda sempre foi muito variada ao longo dos anos, mas pra mim ainda era uma incógnita como o “stoner rock” da banda soaria ao vivo.

Queens of the Stone Age

Logo nas primeiras músicas eu já estava convencido de que a noite seria épica. Em pouco mais de uma hora de apresentação, o Queens of Stone Age mostrou que sabe fazer algo que poucas bandas conseguem, um show contagiante, dançante e pesado ao mesmo tempo.  Misturando o groove de músicas como Go With The Flow e Little Sister, faixas mais melosas como I Sat By The OceanMake it Wit Chu, e suas novas canções, que tem uma pegada mais agitada e dançante, como a ótima  The Way You Used to Do. Era impossível ficar parado.

 

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Ninguém sabe

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Foi uma ótima abertura pro grande show que o Foo Fighters faria a seguir. Infelizmente eu perdi a apresentação dos brasileiros do Ego Kill Talent, graças ao trânsito caótico de São Paulo, já que o show foi em plena terça feira.

Foo Fighters

O Foo Fighters chegou em terras brasileiras pra divulgar o nono álbum da sua carreira (Concrete and Gold), e com tanto material assim, é claro que algumas músicas ficariam de fora da apresentação, mesmo com a banda tocando 22 músicas em uma apresentação de 2 horas e meia. Quase sem dar tempo pra platéia respirar, a banda emendou um clássico atrás de outro, e levou os mais de 40 mil presentes à loucura com músicas como All My Life, My Hero, These Days, Best of You e Everlong, que foram cantadas em uníssono pelos presentes. Eu senti falta de pelo menos uma música pra representar o penúltimo álbum, que foi o único que não teve nenhuma música tocada.

As músicas de Concrete and Gold soam bem legais ao vivo, e a banda trouxe até três vocalistas de apoio pra fazer os backing vocals em The Sky Is a Neighborhood e Dirty Water. Pra quem acompanha a banda desde 96, o show não decepcionou, canções da primeira fase da banda, como Generator, Big Me e This Is a Call estiveram presentes no setlist dos caras.

A tradição dos covers não foi esquecida, inclusive com Dave Grohl tocando bateria e Taylor Hawkins assumindo os vocais quando eles tocaram Under Pressure do Queen. Ainda teve tempo pra Blitzkrieg Bop (Ramones) e Under My Wheels (Alice Cooper).

O show foi uma verdadeira celebração ao rock, pra mostrar que ele não está nem perto de morrer. Não se depender desses caras!

 



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