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Foo Fighters e rock amadurecido em Medicine At Midnight

Antes de falar sobre Medicine At Midnight, vamos refletir como a relação entre fã(s) e músicos(s) pode ser um tanto conturbada, ainda mais quando uma banda – como o Foo Fighters – tem mais de 25 anos de carreira, e diversos trabalhos lançados.

Essa relação músico/fã é como um casasmento, você não é o mesmo de anos atrás e a banda também não. Como em todo relacionamento é preciso fazer concessões, tanto da sua parte como fã e consumidor – e perceber que o artista não quer ficar fazendo o mesmo álbum a vida inteira – quanto da banda que quer incorporar novas sonoridades e influências, mas que precisa manter uma certa unidade musical, que é justamente o que mantém o elo com os fãs de longa data.

Medicine At Midnight

Em Medicine At Midnight temos o Foo Fighters de sempre, fazendo um rock que agrada todo mundo, com muita melodia e toda simpatia dos vocais de Dave Grohl. Ao mesmo tempo temos uma banda diferente, que não tem medo de flertar com uma sonoridade mais dançante, e arrisco até dizer, bem mais pop. Não muito diferente do que o sexteto apresentou no morno Concrete and Gold (2017).

Se em Wasting Light (2011) o Foo Fighters atingiu o ápice da sua carreira com um trabalho irrepreensível, de lá pra cá temos 3 álbuns, incluindo este novo, que não são incríveis, mas também não são ruins.

Medicine At Midnight é um álbum dançante, e isso não é exatamente uma coisa ruim. O Foo Fighters alterna ótimos momentos onde essa mistura entre peso e “swing” funciona bem, como em Medicine At Midnight (que tem uma vibe anos 70), Holding Poison (minha favorita), e Love Dies Young.

Making a Fire, Non Son of Mine e Cloudspotter alternam bons momentos com elementos que me incomodaram um pouco, mas a chance dessas 3 músicas caírem no gosto do público é gigante. Entendo que elas dialogam mais com fãs da nova geração do que com quem cresceu ouvindo o rock mais cru de The Colour And The Shape (1997).

Gostei das duas baladas, Waiting On A War (mesmo esta sendo um pouco repetitiva) e Chasing Birds, geralmente curto as músicas lentas do Foo Fighters e dessa vez não foi diferente. Chatona mesmo é a Shame Shame, que é uma música que não funcionou comigo em nenhum aspecto.

No geral, Medicine At Midnight é um bom álbum, algumas faixas já foram devidamente adicionadas às minhas playlists. Eu prefiro que uma banda que eu gosto continue lançando trabalhos que oscilem, do que deixem de existir como o Oasis por exemplo.

Vida longa ao Foo Fighters

Medicine At Midnight

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