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Ordinary Man: O Testamento de Ozzy Osbourne

Falar da importância de Ozzy Osbourne pro desenvolvimento da música pesada é chover no molhado. O príncipe das trevas acaba de lançar Ordinary Man, aquele que talvez seja o seu último registro musical.

Ordinary Man

A origem do heavy metal

Ao lado de Toni Iommi, Bill Ward e Geezer Butler, Ozzy e o Black Sabbath deram o pontapé inicial pro que posteriormente passou a ser chamado de heavy metal, estilo que influenciou e ainda influencia milhares de bandas até hoje, e de onde surgiram dezenas de subgêneros.

Depois de sair do Black Sabbath e partir pra carreira solo por volta de 1980, Ozzy Osbourne cansou de acumular hits e lançar bons álbuns como Blizzard of Ozz, Diary of a Madman e No More Tears por exemplo.

Em algum ponto da sua carreira, apesar de ainda chamarem muita atenção, seus álbuns não eram tão inspirados assim, e podemos dizer que Ozzmosis de 1995 foi seu última grande inspiração.

De lá pra cá, foram 3 álbuns de estúdio com algumas faixas boas aqui e outras ali. Longe de ser ruim, mas já sem a pegada dos seus anos mais jovens. Além disso, o madman retornou ao Black Sabbath por volta de 1998.

Ordinary Man

Enfrentando diversos problemas de saúde, incluindo a recente descoberta de um mal de parkinson, Ozzy Osbourne tenta seguir firme. E apesar de lutar contra sua debilidade, parece que tudo se encaminha pra uma aposentadoria forçada. Mas antes disso ele reuniu forças pra gravar mais um álbum solo, Ordinary Man.

Neste meio tempo Ozzy, de 71 anos, precisou cancelar sua turnê duas vezes, deixando seus fãs ainda mais preocupados.

Ordinary Man é o primeiro álbum do vocalista nos últimos 10 anos, e me parece ser o álbum mais inspirado desde Ozzmosis. E de certa forma, traz um ar de despedida, com faixas como “Goodbye” e baladas recheadas de emoção.

O álbum foi gravado com o produtor Andrew Watt, que também ocupou o posto de guitarrista no lugar de Zakk Wylde. Duff McKagan (Guns N’ Roses) e Chad Smith (Red Hot Chili Peppers) gravaram baixo e bateria, respectivamente. Há, ainda participações de Slash (Guns N’ Roses), Tom Morello (Rage Against the Machine) e Elton John, e Post Malone.

O álbum

A primeira faixa, Straight To Hell é pesada, remete aos bons tempos do Black Sabbath, mas com um toque de modernidade, e conta com um ótimo solo, cortesia do Slash.

All My Life começa lenta e vai encorpando aos poucos, tem um refrão melodioso e fácil de cantar, mas não chega a ter o clima sombrio da faixa anterior e nem da que vem a seguir.

Goodbye retoma aquele clima pesado alá Black Sabbath, e conta com uma letra muito legal!

Dark memories, dark memories
They keep me up all night
You left me half-empty
Why are you always right?

Trecho de Goodbye

Ordinary Man, a faixa em parceria com Elton John é um dos momentos mais belos de todo álbum, uma balada emotiva e cheia de sentimentos, Elton John também toca piano nesta música, o que a deixa ainda mais bonita, sem se esquecer de outro solo belíssimo de Slash.

Under The Graveyard é outro grande momento de Ordinary Man, tem uma letra depressiva, e lembra bastante aquele som que banda fazia em meados dos anos 90.

Many times I’ve lost control
They tried to kill my rock and roll
Just remember I’m still here for you
I don’t wanna say goodbye
When I do, you’ll be alright
After all, I did it all for you

Trecho de Ordinary Man

Outras faixas como a agitada Scary Little Green Man e a balada Holy For Tonight merecem ser ouvidas com atenção. O que não se pode dizer das duas últimas canções, a moderníssima It’s Raid e a estranha Take What You Want, ambas com a participação de Post Malone, que pra mim são totalmente descartáveis.

No geral este é um bom álbum, honesto e com o melhor que Ozzy pode nos oferecer dada a sua idade avançada. Espero sinceramente que ele continue na ativa pelo maior tempo possível. Mas de qualquer forma, este é o seu Testamento para os fãs.

Ouça Ordinary Man

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