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Pornhub é processado por lucrar com vídeos não consensuais

Não é de hoje que o Pornhub volta a receber processos, a plataforma mostrou que possui falhas, pois não reconhece e analisa todos os vídeos que disponibiliza. Desta vez uma nova notícia toma conta, dezenas de mulheres estão processando a Mindgeek, criadora do site, por lucrar em cima de vídeos que retratam estupro, abuso infantil, pornografia de vingança e outros atos sexuais não consensuais.

Pornhub

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Uma queixa foi apresentada ao Tribunal Distrital nos EUA para Distrito Central da Califórnia em nome de 34 mulheres, vítimas de pornografia infantil, estupro e tráficos de pessoas. Segundo elas, o Pornhub publicou os vídeos sem o seu consentimento.

“Este é um caso de estupro, não de pornografia”, diz a denúncia.

As vítimas buscam ser indenizadas pelos efeitos prejudicais que a exposição causou em suas vidas e prevenir que futuras pessoas passam pelas mesmas explorações.

Aliás, o processo também solicita que o MindGeek adote medidas políticas mais rígidas para verificar todos os vídeos que são inseridos e garantir que apenas os consensuais sejam permitidos futuramente. Isso vale não apenas para o Pornhub, como para o Redtube e Youporn, que fazem parte da rede MindGeek e contabilizam mais de 3,5 milhões de visualizações.

O advogado Michael Bowe, responsável por representar as mulheres no processo espera que esse seja o indício para indústria de pornografia ser muito mais policiada online, um diverso de águas para os conteúdos que fornecem ao seu público.

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Entretanto, o MindGeek negou quaisquer acusações relacionadas a esse processo. O Pornhub, por outro lado, está analisando e investigando as reclamações como parte de seu procedimento padrão, pois possuem “tolerância zero para conteúdo ilegal e investiga qualquer reclamação ou alegação feita sobre o conteúdo nas plataformas”.

Ainda ressaltaram que o site tem medidas rigorosas para detectar e remover conteúdo prejudicial, fora sua proibição de não subir conteúdos de usuários não verificados. Essa política foi instituída em dezembro do ano passado, quando milhões de vídeos foram removidos.

 “As alegações de que o Pornhub é uma empresa criminosa que trafica mulheres e é administrada como ‘Os Sopranos’ são totalmente absurdas, totalmente imprudentes e categoricamente falsas”, escreveu a empresa.

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