O “não” de uma mulher é a coisa mais complexa e cheia de significados que existe. Carrega uma gama de informações, desde o momento que é dito, até o momento que chega aos ouvidos. Um “não” pode significar qualquer coisa: “Sim”, “Talvez”, “Já era pra ter feito”, “Já era pra ter dito”, “Quer que eu desenhe?”. E, até mesmo, “não”. Sim, há casos em que esta raridade ocorre.

Essa singela expressão, tal qual a própria mulher, é um convite para o aprofundamento em seu significado. Um “não”, por incrível que pareça, é um começo. Não um bom começo. Porém, não é um fim. É a seleção natural aplicada. Lima os fracos, desistentes ao primeiro “não”. Estes que se contentem com coisas fáceis, comida crua e cerveja quente. A falta de interpretação já elimina uma boa parcela, que nada de bom acrescentaria. Engana-se quem acha que a vitória ficou para os fortes. “Forçar a barra”, insistir apenas por insistir, tentando atravessar o muro, ao invés de escalá-lo, elimina tanto quanto a desistência. Não são os fortes que sobrevivem, são os que melhor se adaptam. Agradeçam a Darwin.

Entender um “não” feminino é uma tarefa muito árdua. Como podemos entender algo que, quem diz, não tem a mínima noção do que quer dizer, não tem certeza do que está pensando e não sabe o que vestir? Por isso, é bom ter foco e não ir tentando a torto e a direito. Não se entendem dois “nãos” de duas mulheres diferentes, ao mesmo tempo. Com muita sabedoria, cantou Vinícius de Moraes, em Regra Três: “…Abusou da regra três: Onde menos, vale mais.” Se tratando desses seres que não obedecem nem o conceito de uma palavra, que falam sem querer falar, pensando em algo completamente diferente. É melhor se contentar e tentar desvendar um “não” por vez.

E, talvez, seja esse o significado de tudo isso. Há boatos de que Deus, quando criou a mulher, ficou em uma dúvida divina e resolveu criar todo o resto, e toda essa dinâmica que estamos inseridos, pra ver se alguém entende, levanta a mão e grita “bingo!”.