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10 livros lançados em 2014 que merecem ser lidos em 2015

Em 2014, estive em lançamentos de livros e filmes, conversei com autores, escritores, jornalistas. Tudo para trazer para vocês o que de melhor estava acontecendo por aí e a opinião de quem entende sobre o assunto. Em 2015 não vai ser diferente. Pretendo continuar trazendo esse tipo de conteúdo, coisas que vão além da imagem, da capa e do som, além do superficial.

Como mulher, posso dizer que faz toda a diferença ser um homem interessante, que saiba conversar sobre vários assuntos e que tenha domínio sobre algum; que tenha informações a acrescentar, que surpreenda e que seja curioso; que “busque conhecimento”.

Então, para começarmos o ano com o pé direito, montei uma lista de livros lançados em 2014 mas que ainda merecem sua leitura em 2015. Alguns deles têm resenha no blog, entrevistas com os autores e informações exclusivas. Os critérios de escolha foram desde tema, sucesso de vendas, autor, relevância e crítica. Aqui vai:

metallica

1 – James Hetfield –  o Lobo à Frente do Metallica, Mark Eglinton (Editora Gutenberg)

A biografia conta a trajetória desde o início da banda até os dias de hoje e “humaniza” o mito que se tornou o músico. Lançado no ano em que James completou 51 anos, o livro trata assuntos delicados, como as brigas internas no Metallica, e do combo sexo, drogas e rock’n’roll. Para os fãs, é ótimo saber mais sobre os bastidores e histórias do músico que carrega multidões aos shows. O livro, inclusive, foi a última aquisição de 2014 do nosso editor Edu – então, cobraremos a opinião dele em breve.

2 – O Livro das Mulheres Extraordinárias, Xico Sá (Editora Três Estrelas)

Se você é do tipo que usa cantadas de pedreiro no nível “Gata, não é seu aniversário, mas você tá de parabéns”, tem muito o que aprender com esse livro. O escritor Xico Sá reuniu declarações de amor e elogios escancarados a mais de 100 mulheres brasileiras, do teatro, da TV, da literatura, da música, da moda e do cinema. Estivemos no lançamento, em agosto, e conversamos com ele. Leia também a resenha e entrevista com Xico.

3 – ‘Graça infinita’, de David Foster Wallace (Companhia das Letras)

Traduzido para o português apenas 20 anos depois de ser lançado nos EUA, “Graça Infinita” é uma obra complexa que propõe a reflexão bem-humorada sobre vício, individualismo e obsessão pelo entretenimento. Por conta da depressão e dos excessos com álcool, o atormentado Wallace passou por muitas clínicas psiquiátricas e refletiu tudo isso em seu romance. O responsável pela tradução das (arrepiantes) 1.139 páginas foi Caetano W. Galindo.

4 – E aí, comeu?, Marcelo Rubens Paiva (Editora Foz)

Você já deve ter perguntado ou respondido isso em alguma roda de amigos. Foi o que o escritor Marcelo Rubens Paiva disse a um colega de faculdade e o inspirou a escrever a peça, sucesso de bilheteria em 1997 e que virou filme em 2012. Estrelado por Bruno Mazzeo e Marcos Palmeira, foi o longa brasileiro mais visto naquele ano. Participamos de um bate-papo com o autor no lançamento, em julho, que você pode conferir aqui.

5 – Tática Mente, Paulo Vinícius Coelho (Editora Panda)

O jornalista e comentarista, que começa o ano na Fox Sports depois de quase 15 anos na ESPN, lançou em abril seu livro com análise de 34 seleções que marcaram a história das Copas. Conhecido por ter em mente (e na ponta da língua) muita propriedade quando o assunto é tática, PVC fala sobre detalhes e histórias que viveu e apurou durante Copas do Mundo. Pode-se dizer até que o ano de Copa deu chance ao pouco movimentado mercado da literatura de futebol no Brasil.

6 – As Famosas receitas do Ana Maria Brogui, Caio Novaes (Editora Sextante)

Esse é para quem gosta de cozinhar. Criado em 2006, o Ana Maria Brogui é o primeiro programa de culinária do YouTube no Brasil e chegou recentemente à marca de 900 mil inscritos. Este ano, Caio lançou seu livro com as 100 primeiras receitas do canal, conhecido por ensinar a fazer em casa grandes receitas de marcas conhecidas, como Nutella, Kinder Ovo… Conversamos com Caio em outubro e ele contou que no começo do canal não sabia muito bem o que estava fazendo: “Eu simplesmente tentava fazer e, quando conseguia, publicava para as pessoas terem o incentivo de que ‘se até eu conseguia, elas também conseguiriam…”. Leia mais sobre blogueiros e homens que gostam de cozinhar.

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7 – O Prazer é Todo Nosso, Lola Benvenutti (Editora MosArte)

Lola Benvenutti (Lola, do romance do russo Vladimir Nabokov; Benvenutti, em italiano, “bem-vindo”) foi o pseudônimo que Gabriela Natália Silva, 22 anos, escolheu para viver suas aventuras no universo onde as pessoas pagam por prazer. Mesmo sendo de família conservadora, escolheu seguir a mais antiga das profissões: ser prostituta. No livro, relata suas vivências de trabalho e sempre problematiza alguma questão sexual. No lançamento, em agosto, Lola mandou um recado para os leitores do Testosterona que você confere junto com a resenha do livro.

8 – Jimi Hendrix Por Ele Mesmo, Peter Neal e Alan Douglas (Editora Zahar)

Uma “autobiografia” do maior guitarrista de todos os tempos que reúne declarações e entrevistas dadas pelo próprio Jimi Hendrix. Foi lançada em 2013 na Inglaterra, depois de quase 20 anos de problemas jurídicos entre os organizadores e o patrimônio de Hendrix, além de muita pesquisa, é claro. No Brasil, foi traduzida por Ivan Weisz Kuck e lançada em novembro.

9 – O Irmão Alemão, Chico Buarque (Companhia das Letras)

O romance, lançado em novembro, foi direto para a lista dos mais vendidos do país. É inspirado na vida do próprio Chico, que descobriu um meio-irmão estrangeiro (que nunca conheceu) quando já era adulto. Alguns críticos chegaram a apontar armadilhas na construção da história, cheia de coincidências e acasos.

10 – Neymar: o Último Poeta do Futebol, Luca Caioli (Editora L&Pm)

Uma das biografias do jogador de apenas 22 anos que está dando um show pelo mundo chegou às livrarias em março. O jornalista italiano Luca Caioli é autor de 13 livros sobre esportistas, como Zidane, Cristiano Ronaldo, Ronaldinho e Lionel Messi. Ele esteve no Brasil para escrever o livro, mas contou que Neymar e seu pai se recusaram a dar entrevistas – as biografias de Caioli não são autorizadas, o que, segundo ele, lhe dá mais liberdade.

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