Se você precisa de um bom motivo para ir ao cinema ver Lucy, filme do cineasta francês Luc Besson que entra em cartaz no Brasil nesta quinta-feira (28), aí vai: 89 minutos de Scarlett Johansson. Desta vez, a musa vive uma super-mulher que usa a força do pensamento para desarmar bandidos e dirigir carros em altíssima velocidade.

Nossa repórter esteve na pré-estreia do filme, dia 20, à convite da revista Glamour.

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No filme, Scarlett interpreta uma mulher que se envolve com traficantes chineses (sem querer) e é obrigada a transportar uma nova droga sintética dentro do estômago (a CPH4, que são pequenas pedras azuis, muito semelhantes à metanfetamina de Breaking Bad). Mas, no caminho, é agredida e o pacote da droga estoura, se espalhando pela corrente sanguínea. Em vez de morrer, Lucy passa a usar cada vez mais a capacidade do seu cérebro, o que a permite sentir a eletricidade e o calor do corpo, quebrar as leis da física e da matemática.

A musa já foi de tudo: heroína (Capitão América 2), alienígena (Sob a Pele, aquele em que ela fez nu frontal), inteligência artificial (Ela), e agora é uma super-humana. Desarma bandidos com o poder do pensamento, arremessa-os para longe com um gesto das mãos, dirige carros em altíssima velocidade.

Rápida também é a narrativa – o percentual da capacidade cerebral de Lucy vai aparecendo na tela, cada vez maior, deixando aquela ansiedade por saber o que pode acontecer se ela chegar a 100%. Tudo muito bem embalado à trilha sonora que acompanha os movimentos das cenas: pop rock para as perseguições; música clássica para as pausas da protagonista. Inclusive, uma das cenas segue ao som de Requiem em Ré menor, de Wolfgang Mozart, a mesma encontrada em diversos momentos do filme Ninfomaníaca, de Lars Von Trier. Também faz parte da trilha a música Sister Rust, de Damon Albarn (líder do Blur e do Gorillaz).

Morgan Freeman interpreta o professor Samuel Norman, estudioso que vai ajudar Lucy. Seus discursos para explicar as teorias em que o filme é baseado (polêmicas e, eu diria, absurdas) têm caráter cômico por aparecerem cenas sobre o reino animal enquanto ele argumenta, lembrando um daqueles seriados do Discovery Channel.

O diretor Luc Besson, conhecido por sucessos como “Nikita” e “O Quinto Elemento”, misturou o que é típico de filmes de ação com um quê de história em quadrinhos. Cenas de artes marciais, tiroteios, perseguições, aliados à ficção científica e sequenciais cenas de adrenalina, intercaladas com os inserts dos animais, o que dá tempo ao cérebro para organizar tudo, palpitar o final e se apaixonar por Lucy. “É teste pra cardíaco, amigos”, diria o poeta.