Se você é daqueles que desconfia da limpeza dos quartos ou tem uma mulher que implica que não lavam a banheira direito, saiba que não é essa bagunça, não – contamos como é o processo de higiene dos motéis.

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Muita gente conta que tem receio de usar piscinas, hidros, enxovais e cozinhas de motéis porque têm dúvidas sobre a higiene do lugar. Bom, não posso falar pelos lugares que você frequenta, mas existe uma entidade para cuidar da qualidade e profissionalização do setor moteleiro, a ABMOTÉIS (Associação Brasileira de Motéis), que surgiu justamente da necessidade de modernizar o conceito e a qualidade. Na prática, a ideia é capacitar as pessoas que trabalham com isso, organizando treinamentos e palestras aos funcionários dos motéis de todo o Brasil, para que tudo funcione direitinho.

Até a imagem que se tinha de motel antes, de um lugar com aquele clássico letreiro de neón, paredes em vermelho e cores chamativas, carpetes, cama redonda e espelho no teto, está mudando. Se você reparar, algumas coisas já são mais discretas e, principalmente na decoração, está tudo ficando mais “clean”.

Mas se você acha que ainda não consegue convencer sua mulher a entrar na banheira nem com esses argumentos, contamos como é feita a higienização (segundo o padrão de qualidade da ABMOTÉIS) do que mais gera dúvida e receio entre casais.

– Piscinas: recebem o mesmo tratamento de piscinas de clubes, hotéis, SPAs, academias e condomínios. A água é tratada com cloro, conforme determinação da legislação específica, e os filtros ficam ligados 24 horas, todos os dias. Vale pensar que a rotatividade na piscina de motel é menor, se comparada com outros locais, que têm as suas piscinas utilizadas por um grande número de banhistas.

– Hidro: não precisa despejar água quente antes de usar. As hidros são sempre higienizadas e esterilizadas em dois processos. A primeira etapa é a higienização da tubulação com um produto a base de cloro e a outra é a esterilização de toda a superfície da banheira, com os mesmos padrões das hidros de hotéis, pousadas e SPAs.

– Enxoval: “Ah, eles só dão uma ajeitada na cama entre um casal e outro” – você já deve ter ouvido alguém dizer. Nada disso. Os enxovais são geralmentelavados nas mesmas lavanderias terceirizadas que fazem a higienização para grandes hotéis, por exemplo.

– Móveis: precisam de boa higiene, claro, para não apresentarem riscos de contaminação. A mesma higiene, inclusive, que é precisa em outros lugares frequentados por várias pessoas, como equipamentos de academias, cadeiras de praia, clubes e condomínios, etc.

– Cozinha: muitos motéis têm estruturas profissionais até melhores que restaurantes, além de contarem com chefs que assinam os cardápios. Normalmente as cozinhas dos motéis funcionam 24 horas e apresentam opções variadas de lanches e refeições completas, algumas atécom sobremesas e opções de drinks e vinhos.

Algumas pessoas são tão desconfiadas que chegam a ter atitudes extremas para conseguirem frequentar motéis seguindo seu próprio padrão de qualidade. Certa vez conheci um seguidor do Twitter, o KristianoSegovia, que hoje é advogado, e ele me contou histórias engraçadíssimas que presenciou enquanto trabalhava em motel. Pedi a ele que compartilhasse algumas que servem de dicas para vocês não serem essas pessoas também, ok?

Não precisam fazer faxina
“Das histórias que consegui lembrar sobre higiene e afins, uma boa foi a vez que um casal usou no quarto dois litros de desinfetante. A camareira me contou que o quarto inteiro cheirava a desinfetante. Provavelmente os dois limparam o que eles achavam que não tinha sido limpo. Resultado: o motel teve que interditar o quarto até que o cheiro de desinfetante passasse porque estava realmente muito forte.”

Não destruam o quarto
“Teve uma outra ocasião em que tive que pedir para desocuparem um quarto porque estavam fazendo uma festa que já durava 4 dias. Quando conseguimos entrar, tivemos que usar máscaras porque o cheiro era muito ruim. E mais: todas as torneiras estavam quebradas e, por isso, o quarto ficou sem agua. Claro que consegui cobrar todos os prejuízos antes dos festeiros saíssem do motel, mas foi uma situação complicada.”

Bônus: não abandonemos parceiros
“A história mais clássica de todas, que tenho certeza que já aconteceu em todos motéis, é uma pessoa ser deixada para trás para pagar a conta. Ou quando terminam o relacionamento e rola o quebra-quebra. A mais grave que vi foi o sujeito que deixou a noiva para trás sem roupa nenhuma e sem pagar a conta. Esse casamento não deve ter acontecido.”