Nós consideramos justa toda forma de expressão artística, mas pintar livros com florzinhas já é demais. Mesmo assim, se você se sentiu atraído pela febre dos livros de colorir como forma de desestressar, temos uma opção, digamos, mais a sua cara.

Thaís-Danjos

Você já deve ter visto alguma amiga postar foto no Instagram com uma caixa de lápis de cor de 200 cores, florzinhas pintadas e um monte de gente comentando “também quero!”, “que livro é?”, “é aquarelado?” e certamente ficou se perguntando “quantos anos ela tem?”.

Pois é, isso não é só com ela. Os livros de colorir para adultos são uma das maiores novidades editoriais de 2014 na Europa. Aqui no Brasil, o que pegou foi o Jardim Secreto – Livro de Colorir e Caça ao Tesouro Antiestresse, de Johanna Basford. Os “jardineiros”, como se intitulam os adeptos da febre, fizeram a obra chegar ao primeiro lugar no último ranking dos mais vendidos pela editora e também no portal PublishNews, sobre o mercado editorial.

Desde o lançamento no Brasil, em novembro, Jardim Secreto já vendeu 100 mil exemplares e é considerado um “antídoto” ao ritmo frenético e digital em que as pessoas vivem hoje em dia. Para quem “brinca”, funciona como uma terapia, apesar de os médicos alertarem que isso é só uma etapa do processo de uma terapia, ou seja, não resolvem o problema, mas ajudam.

Uma versão para adultos (mesmo) foi lançada por aqui em março com uma temática para passar longe das crianças: Suruba para colorir. A versão apimentada conta com desenhos de grandes nomes da ilustração e caricatura, como Laerte, Adão Iturrusgarai, o caçula João Montanaro, Indio San e mais 30 artistas que retrataram a suruba de formas inusitadas, bem-humoradas e até poéticas.

Adão-Iturrusgarai

A idealizadora do livro e editora da Bebel Books, Bebel Abreu, contou em entrevista à Folha de S. Paulo que “a ideia surgiu numa ‘suruba criativa’, numa noite quente da Lapa carioca” e que serviria como “sal de fruta para a ressaca eleitoral da disputa entre Dilma Rouseff e Aécio Neves”.

João-Montanaro

A edição é limitada e dividida em 2 volumes. A primeira tiragem de Suruba para colorir saiu com 1.800 exemplares e quem assina o prefácio é Xico Sá, exaltando o poder da suruba para “derrubar barreiras de classe e, dependendo dos bons dotes, até promover a justa ascensão social”.

Laerte