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Dicas para se prevenir das DST nesse Carnaval

Durante o Carnaval é sempre aquela velha história das doenças sexualmente transmissíveis, as famosas DST. Não é nenhuma brincadeira, isso pode trazer graves riscos a saúde, ainda mais porque nesse período as pessoas não se cuidam por falta de interesse.

Este ano, a Secretaria de Estado de Saúde (Susam), por meio Coordenação Estadual de IST/Aids e Hepatites Virais, vai trabalhar pesado para conscientizar o público, especialmente os jovens sobre o perigo das DST. Separamos algumas dicas para você curtir a festa sem se prejudicar futuramente. 

Use Camisinha

Se previna contra DSTs com a camisinha

O preservativo é umas das melhores formas de prevenir qualquer das doenças transmissíveis, sífilis ou herpes. O governo sempre distribui em pontos chaves de movimentação de pessoas como estações de ônibus e metrô. Fique atento.

A ginecologista e sexóloga Dr. Erica Mantelli ainda afirma “Independentemente do parceiro (a) afirmar que não está infectado, a utilização de camisinha é indispensável principalmente nesta época do ano. É importante também realizar exames periódicos com o objetivo de assegurar que não foi contaminado, afinal, não é de imediato que os sintomas das doenças aparecem. ” 

Vacinação em dia

A agulha pode poder mas vai lhe ajudar a prevenir eventuais doenças

Essa dica valiosa preveni contra o HPV e a Hepatite C ainda mais para prevenir futuras DSTs. Os postos saúde oferecem vacinas contra o baixo HPV, a de menor risco e alto risco. Essa doença pode causar verrugas genitais feias como também ocasiona o câncer no útero.

Cuidado ao usar vasos sanitários e banheiros públicos

Os banheiros podem salvar você na hora do aperto mas lembre-se da sua higiene

No carnaval temos banheiros públicos espalhados pela cidade em pontos estratégico. A quantidade do fluxo de pessoas que os utiliza é enorme. Tome cuida sempre ao utilizar, certifique-se de limpar o assento para evitar transmissões de doenças, como também sempre lavar as mãos evita e previna que você se contagia com doenças.

Evite compartilhar objetos íntimos e pessoais 

Escova de dente é algo pessoal evite compartilhar

Essa época temos muitos encontros familiares e entre amigos, por isso sempre tome cuidado ao compartilhar copos,escovas de dente, roupas de banho, talheres e até mesmo toalhas. O que pode parecer inofensivo pode trazer contaminações que você nem imagina.

Higiene em primeiro lugar

Beijar é bom mas não esqueça de cuidar da sua higiene bocal

A boca humana contém saliva que ajuda a transmitir doenças como herpes labial, gengivite, candidíase, HPV, mononucleose, entre outros. Se a boca estiver ferida, ainda há risco da transmissão do HIV. Não que você tem que parar de beijar, mas tome um cuidado e pratique a higiene bucal cuidadosamente para se cuidar.

Ainda de  com Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), entre janeiro e setembro de 2019, foram notificados 1.137 casos de HIV no Estado, em jovens e adultos. O maior número de casos notificados é de pessoas na faixa de idade entre 20 e 24 anos, totalizando 295 casos. Em segundo lugar vem a faixa etária de 25 a 29 anos, com 244 notificações, seguida da faixa de 30 a 34 anos, com 166 casos notificados.

A sífilis é o caso mais gritante: foram 158 mil notificações da doença em 2018, levando a uma taxa de 75,8 casos para cada 100 mil habitantes — em 2017, eram 59,1 casos/100 mil habitantes.

De 2008 até 2018 o Brasil registrou quase 633 mil casos dessas infecções, só no ano passado foram cerca de 43 mil, somadas as hepatites A, B C e D. Dados do Unaids, programa das Nações Unidas especializado na epidemia, indicam que o Brasil apresentou aumento de 21% no número de novos casos de infecções por HIV de 2010 a 2018.

De acordo com a ginecologista e sexóloga Dra. Erica Mantelli, muitas pessoas ficam mais vulneráveis nesse período e acabam não pensando nas consequências de uma relação sexual sem proteção. “Muitas vezes, o próprio portador desconhece que tem a doença e acaba contaminando as outras. Temos que colocar na cabeça que não podemos enxergar quem tem alguma disfunção somente pelo rosto”, alerta.

Cada DST conta com um quadro clínico diferente. Algumas têm tratamentos, enquanto outras ainda não encontraram a cura. Dentre as mais conhecidas estão: AIDS, gonorreia, sífilis e herpes. “Destas quatro, a AIDS é a única que não tem cura. No entanto, apesar das outras DSTs serem tratadas, se estiverem num quadro avançado, isso pode provocar problemas mais sérios. “, ressaltou a ginecologista.

Então meu amigo e minha amiga, melhor você se cuidar para aproveitar a festa da melhor maneira. Se cuide na hora do sexo e fique longe das DST.

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