O Diretor Nu é uma das grandes surpresas que descobri no conteúdo original da Netflix, uma pena que essa série japonesa esteja tão escondida e não para pior não recebeu muito divulgação quando foi lançada em 2019.

A série é baseada no livro biográfico “Zenra Kantoku Muranishi Toru Den” que conta a história de Toru Muranishi, um dos mais diretores de filmes pornográficos no Japão, responsável por reformular toda a indústria nos anos 80 com suas ideias revolucionarias.

Diretor Nu

Em O Diretor Nu, Toru (Takayuki Yamada) é um pai de família que possui um emprego que odeia, por isso todos os dias foge de seus compromissos e volta para casa no final de seu expediente. Nessa época, final dos anos 80, o país, enfrentava um pesada crise econômica e taxa de desemprego não parava de aumentar.

Um dia, sua vida vira de cabeça para baixo quando encontra sua esposa na cama com outro homem, tudo desmorona e fica perdido para encontrar um novo sentido.

Diretor Nu

Até que seu caminho se cruza com o Toshi (Shinnosuke Mitsushima), um vendedor de revistas pornográficas. Nesse momento, Toru descobre que esse mercado pornográfico precisava de uma nova revolução.

Muito desconhecem, mas política japonesa para a indústria foi e ainda é bem restrita em relação a pornografia. As cenas dos filmes eram restritas ao sexo não praticada e sim encenado, logo não deveria haver nenhum tipo de penetração.

Os bastidores dessa nossa visão de Toru em O Diretor Nu é criar uma visão realista, demonstrar o que sexo como ele realmente é, não é a toa que ele criava roteiros para cada filme, com histórias que despertasse os desejos da cada pessoa.

Indo contra as normas políticas, Toru chegou a brigar com diversas pessoas para afirmas suas novas visões, ele queria realidade, nua e crua. Isso não deixou muitos felizes como outras produtoras e até mesmo Yakuza, máfia japonesa, pois todos queria pegar o sucesso do diretor.

A narrativa tem uma força, pois sobre sobrevive em uma maneira de contar histórias comerciais e empresarias como A Rede Social (2010) e O Lobo de Wallstreet (2014)

Fora a estética visual com aquelas cores vibrantes e estonteantes que apenas os anos 80 poderia oferecer ainda mais pelos ambientes da vida noturna extremamente em alta.

Um achado, Diretor Nu é espetacularmente bom por abordar de forma profunda e questionadora assuntos tão tabus, suas curiosidades sobre bastidores de uma das maiores indústrias pornográficas do mundo.