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Tati Weg – A liberdade pela natural sensualidade

Tati Weg

Tati Weg

Nossa poderosa Tati Weg passou por muitas áreas profissionais, a catarinense descobriu como produtora de conteúdo sensual é um brilhantismo reluzente. Essa nova vida de sexworker nunca foi tão agitada e aberta para novas oportunidades em descobrir ainda mais sexualidade.

Batemos um papo super descontraído sobre essa nova vida, como ela lida com todos desafios e as conquistas que beiram em seu encanto.

Tati Weg

Tati Weg, para começar, conte um pouco pra gente da sua trajetória, há quanto tempo você trabalha com produção de conteúdo adulto e como você entrou neste ramo?

Eu comecei a trabalhar com conteúdo adulto no dia 01 de abril deste ano de 2021. E sim, minha mãe achou que era mentira, mas se tornou a maior verdade da minha vida, pois eu finalmente me encontrei. Minha vida profissional começou no serviço público, ainda muito jovem passei no concurso da Polícia Militar do Estado Santa Catarina, a qual permaneci como Sargento por aproximadamente dez anos.

Nesse tempo, cursei Direito, e, no terceiro ano abdiquei do sonho da magistratura porque me apaixonei pela advocacia, razão pela qual pedi o licenciamento do meu cargo, para advogar. Fiz pós-graduação e logo consegui realizar um sonho de infância, por três anos fui professora universitária. Sempre desenvolvi minhas atividades com muita paixão, e quando não me sinto mais motivada no trabalho, eu busco a mudança. Foi assim com a produção de conteúdo sensual.

O estresse das atividades como advogada e professora em meio a uma pandemia, me fizeram desejar trabalhar com algo leve, gostoso, prazeroso, mas que também tivesse um bom retorno financeiro. O último ano foi de descobertas no âmbito da minha sexualidade, considero que eu passei a me permitir muito mais. Nesse jogo, uma coisa levou à outra, conheci pessoas que estavam felizes trabalhando com conteúdo sensual e fiquei muito entusiasmada. Passei alguns meses imaginando como seria e descobri que podia sentir prazer nessa atividade. Ainda pensando a respeito, experimentei o vazamento acidental de uma foto minha seminua, foi quando eu tive certeza, sim, eu posso lidar com essa exposição, e, sim, eu quero vivenciar essa experiência.

O que você mais gosta no seu trabalho como WebModel? E o que você não gosta? Hoje já é sua atividade principal?

Eu sinto prazer produzindo conteúdo, aliás, literalmente. Esse é o principal aspecto positivo. Quantas pessoas passam a vida desejando trabalhar em algo que realmente gostem, mas não conseguem ou não se permitem. Porém, nunca nada é grátis, e, a atividade também cobra seu preço. Embora eu tenha me sentido muito mais acolhida do que julgada, o preconceito existe, e é forte em um país conservador como o nosso, tanto que a associação direta que muitas pessoas fazem é de que faço programa. Ficar explicando que não faço, e que essa relação é injustificável me aborrece um pouco. Eu simplesmente escolhi explorar economicamente a minha imagem, a minha aparência de uma forma sensual. Atrizes fazem isso no cinema e hoje são aplaudidas, mas nem sempre foi assim. Tudo é um processo. Outra coisa que me deixa chateada é a pirataria.

Certo que algum nível de compartilhamento indevido pode trazer popularidade, e isso é bom para os negócios, mas expõe demais, envolve familiares, cria embaraços desnecessários, ou seja, numa situação ideal não deveria acontecer. Quanto ao aspecto financeiro, a produção de conteúdo ainda não é minha atividade principal, embora já seja se considerado apenas o fator tempo que dedico, que já é praticamente integral. Creio que em poucos meses será também a principal fonte de renda.

Tati Weg, como é para você, a sensação de ser desejada por tantas pessoas? Você se considera exibicionista?

Meu conteúdo é exclusivamente virtual, uma fantasia. É o que quero ser, uma fantasia ou uma inspiração. O desejo é uma consequência que está no outro, fora do meu controle. O meu objetivo não é ser desejada, não faço isso para provar nada para ninguém, então, acredito que não é necessariamente desejada que me sinto quando percebo algum assédio.

Na verdade, uso isso como termômetro para a produção do conteúdo e abstraio. Agora, quanto a ser exibicionista, sim, me considero, e, para mim, o prazer que sinto ao me expor não depende da reação que causo no outro, mas da simples existência do outro, por isso ser desejada é algo dispensável para mim nessa atividade. Claro que adoro ser desejada, na vida pessoal.

Conte para nós como é sua rotina de trabalho?

Alucinante nesse primeiro mês. Quando eu acordei naquele dia, não imaginava que à noite estaria lançando meu perfil para conteúdo sensual. E, desde o momento que publiquei a primeira publicidade convidando para a assinatura, minha vida se transformou. Na primeira noite eu não dormi, passei a noite e o dia seguinte interagindo, recebendo assinantes.

Na segunda eu fui dormir já estava amanhecendo, e assim vários dias, muitos deles com uma única refeição. Meu foco estava totalmente dedicado ao meu lançamento. Fiz e faço tudo sozinha, desde o marketing, o conteúdo, a edição, a gestão, a administração desse negócio que em poucos dias já era uma empresa. Agora preciso profissionalizar isso e crescer. Enfim, preciso organizar minha rotina para conseguir em algumas horas do dia estar plena para produzir o conteúdo, e, no restante, disposta para fazer isso acontecer nos bastidores.

Tati Weg, você segue um cronograma de postagens e de onde tira as ideias para suas fotos?

Não sigo. Ainda não tenho rotina e cronograma definidos. O conteúdo acontece. Eu me considero uma pessoa muito sexual, sinto que minha energia é relacionada à sexualidade. É muito natural sensualizar qualquer coisa, e como isso me faz bem, a criatividade sempre aflora.

O que tenho, na verdade, é um propósito bem definido. Quero com o meu conteúdo, libertar a mentalidade de homens e mulheres, para que todos possam ter uma vida sexual mais satisfatória, seja pela motivação ou inspiração que posso proporcionar.

Quais as sensações que influenciam em sua produção de conteúdo?

Percebi que o estresse de questões burocráticas reduz meu entusiasmo para a produção do conteúdo. Isso é algo que logo preciso resolver, para estar inteira para o que realmente importa.

Tati Weg

Tati Weg, o que mudou na sua vida depois que você passou a trabalhar como sex worker? As pessoas te apoiaram?

Eu posso dizer que sou uma pessoa mais feliz e autêntica agora. A liberdade tem um enorme poder de transformação. De uma maneira geral as pessoas me apoiaram e estão apoiando. Percebo que muitas mulheres se realizam por mim, outras depositam na minha iniciativa a esperança de que num futuro próximo as mulheres sejam mais livres e mais respeitadas pelas suas escolhas, sejam quais forem.

Isso tudo é muito bom, tenho a sensação de que, além de estar fazendo algo prazeroso e rentável para mim, posso estar de alguma forma colaborando para a emancipação de outras pessoas. Gostaria de falar sobre empoderamento a partir da minha experiência, mas este é um tema polêmico no âmbito do feminismo, por isso vou reservá-lo para uma próxima oportunidade.

Importante falar sobre a reação da minha família. Minha mãe se preocupou se eu estava segura e se a decisão não me geraria arrependimentos no futuro, como demonstrei que estou preparada, ela se tranquilizou. Meu irmão ficou muito chateado quando pessoas compartilharam indevidamente meu conteúdo, mas afirmou que a decisão é minha e que terei o seu apoio seja qual for minha vontade. A situação mais delicada é a do meu pai. Certo que nenhum pai está preparado para esse nível de exposição de uma filha, ou filho, mas ele fez o que apenas os melhores fazem, uma dedicatória dizendo que, embora não concordasse, estava aceitando porque me ama. Eu sou uma pessoa abençoada.

Você sofreu algum preconceito pelo seu trabalho? Como vê lida com isso?

Eu ainda não senti. Sofrer preconceito é ser excluído, diferenciado em função de algo. Na minha situação, ou ainda não deu tempo para que preconceituosos me discriminem, ou não me expus às situações com esse potencial. Acredito que quando acontecer estarei preparada para enfrentar, o que não significa que não vai gerar algum sofrimento.

Tati Weg, existe em sua mente a necessidade de expandir seu conteúdo para outras mídias, como o Onlyfans.

Quanto mais visibilidade, maior a lucratividade. Pretendo expandir para todas as mídias possíveis, inclusive Onlyfans, mas, por enquanto, estou apenas no Instagram, disponibilizando o conteúdo no meu Close Friends, bem como no meu canal no Telegram.

Qual é o sonho que deseja realizar?

Hoje meu sonho é ter sucesso como modelo sensual. Todo o meu foco e energia está nisso. 

Quem são as sexworkers que te inspiram?

As meninas que mais me inspiram são a Sarah Caus, a minha conterrânea Jeniffer Leite, a Ana Otani, a Letsgab e a Maikelly, todas têm muito a ensinar, são as que conheço e acompanho mais.

 O espaço é todo seu, deixe um recado final para nossos leitores.

 Eu tenho me deparado com pessoas que, ao receberem a oferta do meu conteúdo, muito embora me acompanhem e curtam meu trabalho, respondem que não precisam disso, que não precisam pagar para isso. Bem, não se trata de precisar, eu sei que todo mundo tem suas oportunidades reais, se trata de querer e poder sair um pouco da rotina, se motivar com uma fantasia, encontrar uma inspiração. Se trata de entretenimento. Acredito que essa mentalidade, preconceituosa, é inevitavelmente presente na vida de pessoas assim, que deixam de aproveitar o que a vida pode lhe oferecer de melhor.

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