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Fetiches: Porque existe preconceito?

Apesar de muitos explorarem seus fetiches no sexo, o assunto ainda é encarado como tabu por muitas pessoas e visto até mesmo como uma doença psicológica. Para fugir desse preconceito muitos se aproveitam de sites e redes sociais para explorar seus horizontes de maneira liberal.

Fetiches

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O Sexlog, rede social adulta focada em sexo cita que a metade de seus 13 milhões de usuários são adeptos aos fetiches de alguma forma. Aliás, as buscas no Google deixam claro que é algo popular mesmo sendo visto como tabu, curioso, não é?

Olhe por exemplo a palavra Voyeurismo, que é definida como: “psicopatologia. Desordem sexual que consiste na observação de uma pessoa no ato de se despir, nua ou realizando atos sexuais e que não se sabe observada.”.

Não apenas o voyeurismo, mas outros fetiches carregam consigo o termo “psicopatologia” em suas definições de sadismo, masoquismo e sadomasoquismo. Entretanto, o psiquiatra Fernando Calderan, ressalta que se o fetiche entregar excitação e não proporcionar a sofrimento, não está relacionado a uma patologia.

fetiches

O fetiche é a excitação sexual por meio de um objeto inanimado ou partes do corpo, faz parte da fantasia das pessoas. Elas fantasiam com roupas, acessórios, pés, etc“, explica.

Segundo a psicóloga e terapeuta sexual, Ana Canosa, a medida que se estuda o comportamento sexual do ser humano, percebemos que o conceito de “normal” muda e faz cada menos sentido.

Os parâmetros passam, então, para uma avaliação de sofrimento, grau de inadequação e desvio de conduta social“.

Fetiches e seus preconceitos

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Os preconceitos com os fetiches são recorrentes, segundo algumas pessoas do Sexlog, a prática é vista por alguns como algo excêntrico ou problemático. Embora, a rede social faça de tudo para conectar as pessoas e sua sexualidade da melhor maneira possível.

Calderan explica que, socialmente, existe uma mistura de reprovação e excitação em torno das práticas sexuais que fujam da rotina. “O fato de Freud ter descrito essas situações há 100 anos, num contexto médico, ainda tem um reflexo sobre a imagem do fetiche, que era chamado de desvio, de perversão. Hoje, isso já foi ressignificado e o fetiche faz parte da fantasia de muitas pessoas“, diz.

Para Ana Canosa, o preconceito e os tabus que rondam os fetiches são fruto do desconhecimento, repressão sexual perpetuada por séculos e do enquadramento heterocisnormativo da sexualidade, enquadrado em papéis rígidos de conduta. “Aos poucos, vamos desconstruindo e ampliando o olhar, conhecendo melhor as preferências e desmistificando o desejo“.

Fetiche x Transtorno Fetichista

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O preconceito acerca das práticas sexuais teoricamente incomuns pode ter origem na confusão que muitos fazem sobre o que é fetiche e o que é transtorno fetichista.

Calderan explica que, o transtorno envolve um sofrimento associados. “Por exemplo, se essa for a única forma de obter prazer, seja por abuso da parceria ou pela não aceitação de outras formas de ter prazer”. Ele ressalta que o fetiche é uma forma de obter prazer, porém não é exclusiva. “A pessoa consegue se excitar de outras maneiras e não desenvolve relacionamentos abusivos pautados na prática“, diz.

A prática segura

O que não se pode esquecer é que o fetiche deve ser praticado com segurança, de maneira consensual, mesmo em momentos de submissão, degradação e servidão. Segundo os psicólogos e psiquiatras é necessário uma palavra de segurança para saber os limites dos seus parceiros ou parceiras.

A diretora de marketingo do Sexlog, Mayumi Sato se dedicar a administrar com sabedora a rede social de sexo, ainda mais quando o assunto é o universo dos fetiches.

Tudo o que oferecemos à nossa comunidade, antes, é avaliado sob os critérios de segurança e respeito às diferenças. Praticamos o não julgamento, desde que as práticas sejam consensuais e realizadas por adultos sob condições saudáveis, capazes de tomar decisões. É um exercício diário“, relata.

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