trocando nudes

Segunda nossa pesquisa realizada em nosso Instagram com 1297 pessoas no dia 24 março, apenas 18% dos brasileiros está trocando nudes na quarentena. Ainda que o uso de aplicativos e mensagens tenha aumentado, o povo tem tido um receio em compartilhar imagens.

Trocar Nudes parece diferente

A resposta dessa pesquisa não tão fácil, porém, é fácil entender a consequência dessa medida adotado por muitos. O comportamento em desejos e aventuras sexuais estão sendo trocado pelo afeto verdadeiro e duradouro.

Apesar da maioria dos aplicativos de encontro tiverem seus downloads aumentado, as pessoas mantêm um diferente tipo de abordagem. Sempre estiveram lá, agora com a ausência de contato o humano procuramos tanto nutrir alguma esperança por conhecer gente nova mais do que nunca.

O Tinder, um dos mais populares aplicativos de relacionamento, divulgou uma nota oficial: 

À medida que uma área se torna mais afetada pelos acontecimentos atuais, especialmente por isolamento físico, notamos que mais conversas acontecem nessas regiões e os papos são mais longos do que o normal”.

Segundo ela própria, a apresentação das pessoas também mudou em seus perfis. Existe uma preocupação maior pessoal, o egoísmo abriu a porta para simpatia e clareza. Afinal, não estamos mais sendo tão guiados pelo ego inflamado, ao que parece esse ciclo veio para extinguir o mundo líquido e renovar o sólido.

Claro que a maioria busca os aplicativos em uma forma fácil e instantânea de conhecer alguém e compartilhar nudes sem amarras. Entretanto, percebemos que a maioria busca algo diferente, não mais a diversão nessa fase, mas algo duradouro, pelo menos, é o que tudo indica na pesquisa.

A necessidade mudou

As pessoas esperam trocar experiências e vivências, algo que saia fora do habitual e datado. Afinal, para que adianta sentir desejos e se não poderemos ter o contato humano para agraciar nossos tesões. Essa linha atual se justifica em controlar impulsos e não se perder frustrações.

Segundo o psicólogo e pesquisador da comunicação humana Cláudio Paixão, professor da Universidade Federal de Minas Gerais, o isolamento é desafiador para todos, especialmente para nós brasileiros, um povo tão receptivo que não esconde na demonstração de afeto físico.

Perceba sempre como recebemo amigos ou conhecidos, com o toque corporal de um beijo ou abraço. Ao mesmo tempo gostamos de ver gente, estamos nas ruas sempre que puder, passear e se divertir. Agora tudo isso mudou e tirou um pouco de nosso sentido.

Acreditamos que esse contato digital prevaleça uma vontade maior de descoberta do real, para quando a quarentena acabar estamos dispostos a se aventurar pessoalmente, sem amarras. O real agora fará mais sentido do que nunca.