PROSTITUICAO
O mercado que movimenta mais de 1.4 bilhões de reais em todo Brasil e é considerada a profissão mais antiga do mundo é cercado de mitos, desinformação e censura em nosso país. Eu, sob a alcunha de Senhorita Rebecca, e em conjunto com o blog Testosterona, revelaremos os bastidores deste business que atrai a atenção, curiosidade e desejo de todos.

Antes de iniciar os assuntos que irão caracterizar esta coluna, preciso levar vocês aos eventos que me fizeram contemplar e exercer a profissão de prostituta e contar detalhes sobre quem sou eu para que entendam meus pontos de vista ao longo dos próximos meses.

Permita-me dizer quem sou de forma breve. Nasci em São Paulo, em uma família de classe média. Tive uma infância normal e uma adolescência mais normal ainda. Me formei em administração de empresas em uma faculdade pública da cidade e iniciei minha carreira como treinee de uma multinacional no segmento de Beleza, ou Healthcare se preferirem. Após dois anos, fui efetivada como coordenadora comercial para as regiões de Sudeste e Centro-oeste e liderava uma equipe de 8 colaboradores. Meu salário na época era de R$4.500 além dos benefícios padrões em uma empresa deste porte. Eu era feliz, mas não sabia que poderia ser mais feliz ainda. Os próximos parágrafos explicarão como cheguei até aqui e por que decidi mudar de vida.

Há um ano atrás, meu noivo terminou nosso relacionamento pelo motivo mais dolorido do mundo: ele disse de forma bem clara que eu não sabia trepar. Este homem, que até um ano atrás tinha sido meu único homem, se transformou em uma pessoa completamente desconhecida por 3 horas e pronto, estava feito, o noivado tinha acabado. Como eu sempre fiz o que ele me pedia na cama, nunca imaginei que eu fosse tão ruim assim. Muito chocolate e facebook depois, a ficha foi caindo até que surgiu dentro de mim uma verdade absoluta que me levou até onde cheguei hoje: se eu sou ruim, a culpa é dele por não ter me ensinado direito.

Não quero transformar meu texto em livro e perdoem-me se eu pular detalhes que na minha opinião não são importantes agora. Ao longo de minhas próximas contribuições, vou conta-los quando forem pertinentes.

O caminho que segui após a descoberta da verdade absoluta sobre o fim do relacionamento é o ponto inicial da minha nova vida. Eu queria aprender, estava ansiosa para conhecer novos professores, sedenta por conhecer detalhes de novas salas de aula e inquieta para me aplicar de forma exemplar a cada lição que me fosse passada. Ou seja, dei muito mesmo! Meeeesmo! Muuuuito! Foram exatos 51 homens, de idades entre 19 e 53 anos, casados e solteiros, em motéis, hotéis e apartamentos. Dei de frente, de lado e de costas, chupei e fui chupada, experimentei (e adorei) sexo anal, mênage e swing.

A cada novo parceiro, novas experiências e novos gozos, minha personalidade aflorou a ponto de me sentir cada vez mais confiante, mais ardente e mais expressiva. Agora eu já sabia do que gostava (e como eu gostava!), já sabia mandar e ser mandada e entendi de fato e de experiência que o mundo masculino gira em torno do sexo, literalmente. Por que os homens trabalham? Por que homens querem ter o carro do ano? Por que homens fazem barba, cabelo e bigode? Porque assim conseguem, teoricamente, conquistar o sexo da mulher desejada e ponto final. É quase inconsciente, mas não é. Desde o passado, passando pelo presente e com toda certeza no futuro, isto não mudará. Esta é minha segunda verdade absoluta.

Neste ponto, principalmente com as seguidas experiências em mênages e swings, tive contato com as famosas garotas de programa de luxo e percebi que muito do que eu achava sobre elas eram apenas mitos. Iniciei uma pesquisa em longas conversas com estas meninas para entender melhor o que se passava neste mundo e pouco mais de 2 meses depois fiz minha estréia como uma acompanhante de luxo profissional.

Você sabe como funciona os bastidores de uma boate adulta? Sabe como funcionam os sites de acompanhantes? Já se perguntou quais estabelecimentos são legalizados e quais estão a margem da lei? Conhece os diferentes modelos de negócios da industria da prostituição? Quer saber o que se passa na real neste business? Me acompanhe nesta saga e farei seu tempo valer a pena, esta é minha especialidade! Até o próximo post, garanhões! Vejo vocês em breve.

PS: Este não é o “nome de guerra” que utilizo em sites e boates. Caso encontre alguém com o mesmo pseudônimo, é mera coincidência.

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