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Shibari – Da prática de tortura à arte do prazer

Certamente você já viu cenas de amarração numa relação sexual, seja na pornografia, no filme erótico até mesmo na novela, mas sabia que existe uma técnica específica para essas amarrações? É chamada de Shibari, uma palavra japonesa que significa literalmente “amarrar”. Na minha página, @tammyy_duarte, abordo sobre essa e diversas formas de fetiches e prazeres.

A origem do Shibari vem do Japão feudal, quando se utilizava para imobilizar os prisioneiros para interrogatórios e podia levar à morte. Havia diferentes técnicas de amarração usadas pelos samurais a depender do objetivo: torturar, extrair confissões, punir. Os próprios samurais utilizavam diferentes técnicas de amarração para simbolizar a honra e o status de seus prisioneiros ou colocá-los em uma posição de submissão e humilhação, servindo de advertência simbólica para a sociedade.

Por volta 1900, esta tortura era representada em tradicionais teatros, onde enfermeiras japonesas eram humilhadas e torturadas por soldados chineses. Essa peça tocou profundamente um rapaz chamado Seiu Ito, com o passar do tempo ele foi desenvolvendo trabalhos artísticos como fotos, pinturas, com o tema central de torturas que envolviam cordas, esse olhar artístico provocou a possibilidade do Shibari ser usado como forma de prazer.

Por muito tempo o Shibari foi difundido como sendo uma técnica do BDSM, devido o tema ser considerado “obscuro” assim como BDSM, onde pessoas que possuíam desejos fora do “padrão” social eram, e ainda são, consideradas doentes. E foi nesse meio que as pessoas que apreciavam o Shibari se sentiram mais confortáveis para realizar suas práticas. Hoje já é possível ter uma divisão, não são todas as pessoas que gostam de Shibari são adeptas às práticas de BDSM, e vice-versa.

Esta técnica vai além do apelo sexual sadomasoquista, apesar de todos os fatores não sexuais da tradicional prática oriental, o Shibari é capaz de mexer com nossas emoções e estimular a energia sexual. A sensação de cerceamento e privação de liberdade ativa mecanismos de defesa e segurança, liberando neurotransmissores essenciais para o prazer, como endorfina, adrenalina e dopamina.

Para realizar a prática é fundamental estudar as técnicas de segurança, ser orientado por um profissional qualificado, sim, hoje existem muitas pessoas que trabalham ministrando aulas de Shibari! Na foto ao lado fui suspensa pelo Shibarista Luis Ferraz ou Lord Bondage – Rigger, que realiza um belíssimo trabalho na Arte Shibari Brasil, também responsável pelas cenas de Shibari na novela “Verdades Secretas”.

shibari

A confiança entre a pessoa que está realizando as amarrações e quem está sendo amarrado é essencial, a prática deve respeitar os princípios de: São, Seguro e Consensual, ter uma palavra de segurança para que a pessoa amarrada alerte quando não está se sentindo bem.

Além cuidado físico com o outro durante a prática, o Shibari pode desencadear sensações profundas e despertar gatilhos emocionais. A possibilidade de entrar em contato com sentimentos e desejos “escondidos” ou “adormecidos” em seu ser ajuda a ganhar maior controle e segurança sobre as emoções, propiciando maior equilíbrio emocional, por isso, muitos defendem o Shibari como uma terapia.

Já deu pra perceber que o Shibari é muito mais que uma brincadeira de nós e amarrações, não é? Mas isso não significa que você não possa praticá-lo e descobrir todas as delícias desse universo.

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