• O DeepDream do Google Virou Oficialmente uma Categoria Pornô

    Por: Edu | Em: Notícias | 24 de julho de 2015

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    Se você passou qualquer tempinho na internet nos últimos anos, não deve ter se surpreendido quando usuários pegaram a nova ferramenta de reconhecimento de imagens do Google, a DeepDream, e a usaram para criar pornô psicodélico para robôs.

    As comunidades /r/deepdream_porn e /r/deepdreamporn do Reddit já contam com mais de 40 contribuições cada, com uma ou outra repetição. Novos membros postam imagens processadas pelo algoritmo do Google todos os dias. Ambas as comunidades têm mais de 400 assinantes cada. Existe até mesmo um Tumblr com dezenas de fotos e vídeos.

    O DeepDream usa o aprendizado por máquina para identificar com o que partes de uma imagem se assemelham. Em essência, duplica tal imagem até que sobram cães e minhocas por toda a foto – saiba como funciona aqui.

    Como tudo mais na internet, o pornô DeepDream agora tem alguns gêneros próprios.

    Há posts de si mesmo (“Passei minha vagina no DeepDream!“, “Meu pênis demoníaco bizarro!“) e outros em que só uma parte da foto é alterada, deixando um peito ou pau intocados enquanto o resto parece uma viagem de Hunter S. Thompson. (Falando no célebre escritor americano, usuários também fizeram o experimento do Deep Dream em uma cena de Medo e Delírio em Las VegasMedo e Delírio em Las Vegas, a adaptação do lisérgico livro de Thompson pelos EUA.)

    Não rola muita conversa nestas comunidades, então é difícil confirmar se tem alguém se masturbando com essas coisas, mas quem queremos enganar? A resposta provavelmente é “sim”.

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  • Testosterona Entrevista – Syanne Neno

    Por: Fran Vergari | Em: Entrevista | 23 de julho de 2015

    Syanne Neno foi a primeira repórter esportiva a vestir saias no estado do Pará, apresentou por 10 anos o Globo Esporte regional e foi, durante esse tempo, a repórter de Rede, contando as histórias do Paysandu na Libertadores da América, em 2003, para todo o Brasil. Hoje, com 42 anos, Syanne mantém o blog Neno de Salto e é colunista no Testosterona Sports.

    Para o Testosterona Entrevista, Syanne contou sobre sua paixão pelo Paysandu, sobre o subestimado futebol da segunda divisão e mais: que já viu jogador sem toalha em entrevista no vestiário!

    Entrevista: Fran Vergari

    Conta como é o seu caso de amor com o jornalismo esportivo?

    Sempre fui apaixonada por futebol! Comecei a ir ao estádio com uns 7 anos, acompanhando meu pai e meu irmão. Ficava fascinada com a torcida, os cantos e as vezes esquecia até do jogo para prestar atenção naquelas figuras típicas dos estádios: o velhinho com o radinho de pilha, o desdentado sem vergonha na hora de gritar o gol…Tudo me despertava tanta curiosidade quanto os discos de história que eu escutava. Comprava a “Placar’ e colecionava figurinhas, uma loucura! (risos) Assistia às reportagens de TV sobre os jogos de futebol e prestava atenção nos textos, desde antes de decidir fazer jornalismo. Minha irmã era repórter de TV na afiliada da Globo em Belém e eu pedia a ela para me trazer os roteiros do Globo Esporte. Ficava lendo na frente do espelho, fingindo ser apresentadora. A decisão já estava dentro de mim e eu nem sabia. Escrever sobre futebol e sentimentos era meu sonho, que virou realidade.

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    Foi difícil em algum momento por você ser mulher? Sabemos que o clube do bolinha geralmente resiste à presença de mulheres.

    Fui a primeira repórter esportiva a vestir saias no Pará. E quando comecei, tinha 21 anos e cara de menininha. Foi difícil no início ser assertiva e convencer aqueles marmanjos que aquela baixinha não estava ali pra tietar jogador e que eu entendia, sim, sobre futebol. Mas a aceitação foi menos demorada do que eu pensava. Graças a Deus, o meu talento conseguiu despontar de forma inquestionável.

    Já aconteceu de passar por situações embaraçosas por ser mulher? Tipo, receber cantada de fonte, essas coisas? 

    Não. Acho que o fato de ser reservada e tímida (sim, eu era!) ajudou. Agora, com jogadores já é mais complicado. Uma noite, depois de um Paysandu x Flamengo, em 1995, tive que entrar no vestiário, que é uma coisa que evitava de todos os jeitos. Naquela época, não tínhamos assessor de imprensa. O Flamengo perdeu o jogo por 2 a 0 e o então técnico Edinho caiu. A nossa afiliada pediu uma entrevista com ele para o Jornal da Globo. Não tinha jeito dessa vez.  Respirei fundo e entrei no vestiário do Flamengo. Fiz a entrevista com o Edinho, mandei pelo motoqueiro e, aproveitando o embalo, gravei com o Edmundo também. No meio da entrevista, ele deixou cair a toalha com a qual ele estava enrolado. Me fiz de lesa, continuei com o nariz empinado, terminei a entrevista, agradeci e fui embora.

    A paixão pelo Paysandu você consegue explicar?

    Meu tio era jogador e foi o herói bicolor do título de 72, com um gol no último minuto. Meu pai já foi diretor de futebol do Paysandu e eu amava ouvir as histórias dele. Futebol era o principal cordão umbilical da caçula temporã com o pai. A paixão pelo Paysandu aumentou ainda mais depois que virei jornalista. A época gloriosa do Papão, Campeão dos Campeões, que foi à Bombonera calar o Boca Juniors, foi a minha melhor fase profissional. Eu ajudei a contar a história desse time para o Brasil. Como não amar?

    O público não implica por você declarar para qual time torce? 

    Em Belém, a rivalidade é algo que extrapola qualquer limite do bom senso. A implicância de alguns torcedores do Remo era enorme, mas na época em que era repórter da Globo em Belém. Meu sorriso era o símbolo do “insucesso” do rival. E sabe como é cabeça de torcedor fanático, eles viam uns 64 dentes em mim quando eu falava do Paysandu… Mas isso foi serenando com o tempo e principalmente com os meus textos nas crônicas para o jornal e blog. Independente do time, eles sabem que eu escrevo com paixão e verdade. Meu maior orgulho hoje é ver textos sobre o Remo até mais elogiados do que alguns sobre o Paysandu.

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    E com os blogs agora, como está sendo o digital para você, com o retorno imediato dos leitores? 

    Estou em um relacionamento muito sério com o jornalismo digital. O blog e a repercussão dele através das redes sociais é muito estimulante.

    Sua coluna no Testosterona Sports é sobre a série B do Brasileiro. Acha que é um jeito de levar mais espectadores para a segunda divisão?

    Espero que sim! Decidi escrever sobre a série B porque, além de ser a minha realidade, esse ano traz o Brasil de fato em campo, com times de todas as regiões. É um universo muito rico de personagens e culturas diferentes.

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    Aliás, acha que as pessoas subestimam o futebol da segunda divisão?

    Acho que subestimam porque acabam sabendo menos sobre ele também. Falta um pouco de carinho da mídia nacional. É preciso assimilar de vez que existe talento além da série A. A divulgação é menor e o torcedor não tem estímulos para se interessar pela série B.

    Tem algum projeto em mente, além do blog? 

    Quero fazer especialização e virar professora. Continuar aprendendo sempre, estudar e também ensinar. Me fascina a ideia de repassar experiência, dicas e ajudar a formar profissionais éticos, criativos, que amam de verdade o futebol e não usam o jornalismo esportivo apenas como um trampolim para “aparecer na TV”.

  • Instagram proíbe hashtag que valoriza mulheres com curvas

    Por: Fran Vergari | Em: Notícias | 22 de julho de 2015

    Mais uma do Instagram. Dessa vez, acusados até de promover a gordofobia, a rede social baniu a hashtag “#curvy” (curvilínea), que era usada por mulheres com curvas, em sua maioria consideradas acima do peso, para demonstrarem orgulho de seus corpos.

    O Instagram alegou que a hashtag era usada para exibir conteúdo sexualmente explícito (o que é proibido por lá), justificando que milhares de fotos pornográficas eram associadas a ela. Um ponto apontado na repercussão do caso na internet foi que hashtags como #skinny e #thin ainda funcionam e que elas, além de também reunirem nudez, exibem perfis que as utilizam para encorajar a anorexia e bulimia. Tanto que, quando você buscar por essas hashtags, aparece uma mensagem alertando que “as imagens podem apresentar conteúdo explícito” e direcionam a um link caso você queira informações ou apoio sobre distúrbios alimentares.

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    O mais estranho é que existem outras várias hashtags com fotos muito “piores” e foram banir logo a que era usada justamente para a valorização e empoderamento da mulherada. Algumas como #toplesstuesdays  e #titsfordays

    Política de restrição
    Não é a primeira vez que o Instagram causa polêmica com sua rígida política de restrição (que muitas vezes não entendemos). Teve o caso da escritora que aparecia deitada na na cama com o pijama sujo de sangue pela menstruação, em março desse ano; a gordinha que postou foto de lingerie e teve a conta deletada em julho de 2014 (devolveram a conta, mas a foto não); a cantora Rihanna postou a foto da capa de uma revista em que ela estava com os mamilos de fora e teve a conta deletada em maio de 2014 (ela só voltou à rede social seis meses depois); váááários casos de topless básicos e até meros pelos pubianos já foram motivo de caos no Instagram (relembre 10 aqui).

    As mulheres reagiram
    Com essa proibição, blogueiras e modelos plus size começaram a se mobilizar e postar fotos de suas curvas usando hashtags alternativas, como #curvee (#curva), #bringcurvyback (#tragacomcurvasdevolta), #everybodyisbeautiful (#todomundoébonito), e outras, para promover a beleza das gordinhas ou de qualquer mulher que se ame com as curvas que tem.

    Aproveitando o episódio, lembramos que o Testosterona valoriza a beleza de todas as mulheres e tanto somos a favor das curvas que criamos uma hashtag para as leitoras participarem e apoiarem a causa. As fotos enviadas pelo Twitter com #QuartaDasCurvas estarão no próximo post de leitoras do Blog!