As famosas na Playboy brasileira couberam em 487 edições e quatro décadas de circulação. Foi a maior das revistas masculinas que o país teve, e a era de ouro dela produziu números que nenhuma publicação repetiu. A capa funcionava como carimbo de chegada: quem estampava tinha ganhado alguma disputa naquele ano, e o país inteiro ficava sabendo.
As famosas que posaram na Playboy chegaram por portas diferentes, e o carimbo trocou de mão a cada geração. Nos anos 80 ele pertenceu à atriz de novela, que levava o prestígio da Globo para dentro da revista. Na virada dos anos 90 passou para a dançarina de programa de auditório. Depois de 2003, coube à musa que saía de um reality com o nome na boca de todo mundo.
Quando a revista acabou, em dezembro de 2015, as fotos viraram material de colecionador. É de lá que sai quase tudo o que hoje se procura sobre famosas peladas no Brasil, edição por edição, com data e nome.
Neste post sobre as famosas na Playboy no Testosterona Blog
- O que foi a revista Playboy no Brasil
- Playboy antigas: as capas e os ensaios dos anos 70 e 80
- As atrizes da Globo que posaram na Playboy
- Cantoras, dançarinas e musas de TV na Playboy
- As ex-BBBs que foram capa da Playboy
- Os ensaios da Playboy que marcaram época
- Brasileiras que foram capa da Playboy fora do Brasil
- Onde ver as fotos da revista Playboy hoje
O que foi a revista Playboy no Brasil
A primeira edição chegou em agosto de 1975, com Rosicleide na capa e 135 mil exemplares. Só que ela não se chamava Playboy. O ministro da Justiça Armando Falcão vetou o nome. Roberto Civita ouviu que não poderia publicar nada com aquele título no país, não importava o conteúdo.
Restou reenviar o projeto como A Revista do Homem, e assim ela circulou por três anos. As fotos saíam cortadas ou retocadas para passar pela Divisão de Censura de Diversões Públicas. A redação chegava a submeter imagens escandalosas de propósito, só para conseguir aprovar as outras.
O nome verdadeiro só apareceu em julho de 1978, na edição 36, com Debra Jo Fondren na capa. Dali em diante o logotipo ficou até o fim, e a história completa da edição brasileira passou a ser contada por esse nome.
E o fim veio em dezembro de 2015. A Editora Abril encerrou a revista na edição 487, com Lu Ferreira na capa. Foram 80 mil exemplares a 14 reais, no mesmo ano em que a edição brasileira completava 40 anos.
A conta que a Folha noticiou em novembro daquele ano era simples. A circulação caía, e os royalties pagos à Playboy Enterprises não cabiam mais no orçamento.
Houve uma sobrevida. Em abril de 2016 a paranaense PBB Entertainment relançou o título com Luana Piovani, que vinha recusando convites da Abril havia anos. A revista virou bimestral, depois trimestral. A última edição saiu em 29 de dezembro de 2017, com 15 mil exemplares. Somando as duas fases, foram 487 edições pela Abril e cerca de 497 no total.
Playboy ou Sexy: a diferença estava no cachê
Enquanto durou, a Playboy dividiu o mesmo público com a Sexy, e a distância entre as duas se media em dinheiro. A Playboy pagava sete dígitos por uma capa. Foram 2 milhões de reais a Adriane Galisteu em 2011, 1,5 milhão a Kelly Key em 2002 e 1,2 milhão a Cleo Pires em 2010.
O teto da Sexy, dito pelo próprio diretor dela em 2012, era 500 mil reais. A VIP, a terceira do grupo, trabalhava com orçamento menor ainda. Na lista dos vinte cachês mais altos que a Playboy brasileira pagou, esse valor entraria só na décima terceira posição.
Uma comprava atriz da Globo. A outra formava o casting em casa, e as mulheres nuas na revista Sexy saíam de concursos de beleza e da própria televisão. A ironia fechou a história pelo lado inesperado: a que pagava mais morreu primeiro.
Playboy antigas: as capas e os ensaios dos anos 70 e 80
As Playboy antigas são as mais procuradas hoje, e por um motivo simples: foi ali que a revista definiu o que ela seria. Nas capas antigas está a fase histórica em que uma modelo brasileira desconhecida dividia espaço com a atriz mais famosa do país.
As duas primeiras décadas trouxeram a mulher desconhecida da estreia e a atriz de novela que abriu a porta para as colegas. Trouxeram também o ensaio que a revista publicou uma vez e nunca repetiu.

Rosicleide, a primeira capa da história, em agosto de 1975
A edição número 1 saiu em agosto de 1975 com Rosicleide na capa, fotografada por Roger Bester, e vendeu 135 mil exemplares na estreia. Só que ela não se chamava Playboy, e sim A Revista do Homem, por causa do veto do ministro da Justiça.
Rosicleide não era famosa. Não vinha de novela, de programa de auditório nem de concurso de beleza. Era uma modelo, e a revista ainda não tinha o poder de fazer de uma capa um acontecimento nacional.
É essa a razão de ela abrir este catálogo. A primeira capa mostra o ponto de partida: uma revista que precisava construir o próprio prestígio antes de conseguir emprestá-lo a alguém. Quarenta anos depois, o carimbo que ela não tinha em 1975 valeria dois milhões de reais.

Betty Faria, a primeira atriz de TV brasileira a posar nua
Betty Faria estampou a revista em agosto de 1978 e voltou em outubro de 1984. A primeira das duas é o marco: ela foi a primeira atriz da televisão brasileira a posar nua. A Globo era o centro do país naquele momento, e a exposição tinha preço de carreira.
Antes dela, a revista trabalhava com modelos e desconhecidas. Depois dela, virou destino de atriz consagrada. A porta que Betty Faria abriu é a mesma que Sônia Braga, Vera Fischer e Maitê Proença atravessaram depois. Foi ela que sustentou o catálogo da revista por três décadas.
Quem procura as famosas nuas na Playboy costuma procurar as atrizes, e a linhagem inteira começa aqui. Sem esse primeiro sim, a revista provavelmente teria continuado sendo o que era na estreia: uma publicação de modelos, e não o carimbo que consagrava quem já era famosa.
A linhagem que ela abriu chegaria longe. Duas décadas depois, uma atriz de novela das nove ainda era a aposta mais segura da revista. O ensaio de Deborah Secco pelada, em agosto de 1999, mostrou que a fórmula seguia de pé.

Xuxa na Playboy de dezembro de 1982, antes de ser Xuxa
Em dezembro de 1982 a capa foi de Xuxa Meneghel, e o ensaio vendeu 298 mil exemplares. Ela apareceu ao lado da irmã, Maruska, numa edição que hoje é uma das mais caçadas por colecionador.
O detalhe que muda tudo é a data. Em 1982 ela era modelo, namorava Pelé e ainda não tinha o programa infantil que a transformaria na apresentadora mais conhecida do país. A capa não foi de uma estrela consagrada, foi de uma modelo de 19 anos que estourou depois.
Isso inverte a lógica das outras capas desta lista. Todas as demais coroaram quem já tinha chegado; esta pegou alguém no caminho. É um registro histórico de um Brasil anterior ao personagem que veio depois, e vale ser lido como tal.

Roberta Close, o ensaio de 1984 que a Playboy publicou em edição especial
Roberta Close posou para a Playboy em maio de 1984, aos 19 anos, e foi a primeira mulher trans a fazer um ensaio nu na revista no Brasil. A capa daquele mês era de Lídia Bizzocchi, com entrevista de Calvin Klein. As fotos dela ganharam uma edição especial, com a chamada “Incrível. As fotos revelam por que Roberta Close confunde tanta gente”.
O verbete da revista registra que foi a primeira e a única edição a apresentar uma mulher trans. Em quarenta anos e cerca de 497 edições, aconteceu uma vez. O jornal DOL descreve filas e tumulto nos pontos de venda, e fala em cerca de 300 mil exemplares.
A frase dela sobre aquilo veio três décadas depois, num programa de 2015: “Falaram que eu estava deformada, que eu era um monstro. Eu não me sinto um monstro”. O que ficou não foi a foto, foi o fato de a revista ter feito uma vez e nunca mais ter voltado ao assunto.

Sônia Braga, a Gabriela na capa de setembro de 1984
Sônia Braga fez duas capas solo. A de setembro de 1984 tinha 160 páginas e trazia, na mesma edição, uma entrevista de Fernando Henrique Cardoso. A segunda saiu em julho de 1986, com 184 páginas e fotos de Bob Wolfenson. Antes das duas, ela já havia aparecido na capa coletiva “As Mascaradas”, em fevereiro de 1978.
O fotógrafo de 1984 diz muito sobre o tamanho dela. Era Richard Fegley, da equipe americana da revista. A edição brasileira importou o fotógrafo da matriz para a maior estrela de cinema que o país tinha, e isso não era rotina.
O caminho também correu ao contrário do habitual: segundo o verbete da revista, os ensaios feitos aqui renderam a ela uma aparição na Playboy americana. Quase nenhuma outra capa nacional fez essa travessia. Sônia Braga nunca falou publicamente sobre os ensaios, e a ausência de declaração é parte do registro.

Christiane Torloni, que diz ter posado como afronta à ditadura
Christiane Torloni apareceu em março de 1983 e voltou em novembro de 1984. O ensaio dela ficou em décimo lugar na votação em que cinquenta colecionadores elegeram os melhores da história da revista, divulgada em maio de 2025.
A justificativa que ela dá é o que separa esse ensaio dos outros da mesma época. Torloni afirma ter posado nua como afronta à ditadura militar que ainda governava o país. Nenhuma outra mulher deste catálogo colocou o corpo na revista dizendo que aquilo era um gesto político.
Vale medir o contexto: em 1983 a censura ainda cortava e retocava as fotos da própria Playboy antes de ela chegar ao público. Posar era caro em reputação e a leitura política não era óbvia na época. É a fala mais forte que sobrou dos anos de chumbo dentro deste material.
O padrão se repetiria por décadas, sempre com a personagem do momento puxando a capa. O ensaio de Mel Lisboa nua, em 2004, saiu quando ela vivia a protagonista que o país discutia, e obedece à mesma lógica de 1978.

Cláudia Ohana na Playboy de janeiro de 1985, o ensaio feito nos EUA
O ensaio mais comentado dos anos 80 nem foi encomendado no Brasil. Em 1984 Cláudia Ohana lançava um filme nos Estados Unidos, recebeu a proposta da Playboy americana e fez as fotos lá. O material saiu aqui em janeiro de 1985, com foto de Richard Fegley. Ela voltaria à capa em novembro de 2008, com 182 mil exemplares.
O contrato ela assinou sem conseguir ler. “Cheguei lá no apartamento e já me deram um contrato. Era tudo em inglês e eu não sabia nada. E eu assinei”, contou em 2024. O valor foi de cinco mil dólares: “Fui a que menos ganhou no Brasil com Playboy”.
A polêmica que a perseguiu por quarenta anos foi a dos pelos, e ela desmente há décadas. “Pegaram minha foto, fizeram Photoshop, e botaram uma coisa muito cabeluda lá”, disse em 2025. Há uma ironia no meio disso: os colecionadores que votaram em 2025 escolheram o ensaio de 2008, não o de 1985 que o país inteiro lembra.

Cláudia Raia, três capas da Playboy nos anos 80
Cláudia Raia apareceu quatro vezes na revista entre 1984 e 1988, três delas na capa. A de setembro de 1985 vendeu 550 mil exemplares, número que só as maiores estrelas alcançavam naquela década.
A sequência serve como termômetro de carreira. Na primeira vez, em março de 1984, a revista a creditou como “a dançarina Maria Cláudia”. Um ano e meio depois ela já estava em Roque Santeiro, e a chamada mudou junto com o nome.
Poucas mulheres deste catálogo permitem ver a ascensão acontecendo edição a edição. As quatro aparições dela marcam a passagem da dançarina anônima para a atriz que o país reconhecia pelo primeiro nome, e a revista registrou cada degrau.
A revista também aprendeu a ir atrás de atriz de perfil autoral, não só de protagonista de novela. O ensaio de Alessandra Negrini pelada, feito pelas ruas do Rio em 2000, é o exemplo mais bem acabado dessa outra escolha.

Maitê Proença, a Sicília de 1996 e os 691 mil exemplares de 1987
Maitê Proença fez duas capas, e a primeira foi a mais vendida da revista até então, em 1987. A de fevereiro de 1987, com foto de J.R. Duran, vendeu 691 mil exemplares e trazia Kim Basinger num ensaio interno. Nove anos depois ela voltou, em agosto de 1996, e vendeu 500 mil.
A segunda é a que virou lenda. Bob Wolfenson levou a produção para a Sicília e rompeu com o padrão da revista, colocando moradores locais nas imagens e construindo um clima de neorrealismo italiano. Ele diz não haver precedente para aquele tipo de trabalho na história da Playboy mundial.
O bastidor é melhor que a lenda. “Durou dez minutos e a gente teve que sair correndo. O prefeito vinha nos expulsar, a gente conheceu os municípios da Sicília porque fomos expulsos de todos eles”, contou ela. O resultado foi eleito o melhor ensaio da história da revista pelos cinquenta colecionadores, em maio de 2025, e ela resume o motivo: era melhor por ter conceito.
As atrizes da Globo que posaram na Playboy
Depois que Betty Faria abriu a porta, as atrizes na Playboy viraram a espinha do calendário. Um ensaio fotográfico com nome de novela das nove valia mais que qualquer outra aposta da redação. A revista aprendeu que uma novela das nove no ar valia mais que qualquer campanha de lançamento, e passou a marcar as capas pelo horário nobre da televisão.

Vera Fischer na Playboy de 2000, a Musa do Milênio em Paris
Vera Fischer estreou na revista em agosto de 1982, aos 30 anos, e voltou dezoito anos depois. A segunda capa saiu em janeiro de 2000, vendeu 700 mil exemplares e foi anunciada como a da Musa do Milênio. Ela só chegou lá porque Luma de Oliveira desistiu da vaga.
Bob Wolfenson levou o ensaio para Paris. Houve banho de champanhe e uma sequência numa ponte da cidade, em pleno frio de novembro, onde ela tirou o casaco de pele e posou diante de curiosos. Aprovou todas as fotos e as descreveu como ousadas, mas elegantes e com humor.
Aos 48 anos, ela testou o que o público aceitava de uma mulher madura. A resposta veio dividida. Em janeiro de 2000, o Diário do Grande ABC publicou uma matéria intitulada “Ensaio de Vera Fischer choca leitores da Playboy”. Enquanto isso, a edição vendia 700 mil e terminava em terceiro na votação dos colecionadores.
Ela resume sem meio-termo: “Tenho muito orgulho de ter feito essa Playboy com tanta abertura, sabe? Com tanta sem-vergonhice, no bom sentido da palavra”.

Marisa Orth na Playboy de 1997: 835 mil exemplares vendidos
Marisa Orth posou em agosto de 1997 e vendeu 835.806 exemplares, a sétima colocação na tabela de vendas que a revista publicou em 40 anos. Foi uma das atrizes na Playboy que mais surpreendeu a própria redação. O verbete a chama de a atriz brasileira que mais vendeu revistas, e o número explica por quê.
Ela vinha da Magda de Sai de Baixo, personagem cômica de uma comédia de sábado à noite. Não era musa de novela das nove nem dançarina de programa de auditório. Era humor, e mesmo assim vendeu mais que quase todas as capas construídas para vender.
Há um detalhe técnico que a distingue no ranking: entre as dez maiores vendas, é a única que não foi fotografada por J.R. Duran. Os colecionadores a colocaram em nono lugar na votação de 2025, o que confirma que o resultado não foi só efeito de audiência.
Nem toda capa daquele período veio da dramaturgia. A revista alternava a atriz de novela com a modelo de carreira própria. O ensaio de Pietra Príncipe nua pertence a essa outra fila, a das musas que não dependiam de personagem.

Danielle Winits, duas capas com J.R. Duran e 600 mil em Las Vegas
A primeira capa de Danielle Winits saiu em agosto de 1998, na edição de aniversário de 23 anos, com ensaio feito em Las Vegas por J.R. Duran. Vendeu 600 mil exemplares. Ela vinha de Corpo Dourado e voltaria em outubro de 2003, de novo com Duran, quando protagonizava Kubanacan.
A segunda rendeu 300 mil reais, o décimo sétimo maior cachê que a revista já pagou. As 600 mil cópias de 1998 ficam fora do top 10 de vendas, cujo corte está em 778 mil. Ainda assim é número alto para uma atriz de novela, num ano sem fenômeno de máscara. O ensaio de Las Vegas ficou em vigésimo oitavo na votação dos colecionadores.
Ela é a única deste catálogo que nomeia o dinheiro sem rodeio. Ao ser cobrada por ter posado duas vezes, respondeu em 2020: “Sim! Queria ter fotos lindas para guardar, fiz porque eu me senti bem, bonita, confiante, porque a grana era excelente e artista é operário, sim!”. Guarde essa frase, porque mais adiante ela vai encontrar o oposto exato.
O mesmo vale para as musas que vieram da dança e da televisão regional. As fotos de Ivi nua saíram por esse caminho, sem novela das nove atrás, e ainda assim renderam uma das capas mais lembradas da fase final.

Nanda Costa, a Morena de Salve Jorge que posou em Havana
Nanda Costa fechou a edição de 38 anos, em agosto de 2013, com 173 mil exemplares. Bob Wolfenson levou o ensaio para Havana e ela apareceu na capa estilizada de guerrilheira, com um charuto entre os dedos. Tinha 26 anos e vinha de interpretar Morena, a personagem traficada de Salve Jorge.
O ensaio na rua acabou interrompido pela polícia cubana. “Eu estava completamente nua. Daí um homem começou a gritar para mim: ‘Te quiero, mi amor’. Eu séria, concentrada e pelada, e o cara falando putaria lá de cima”, contou. O policial mandou fechar o casaco, e ela negociou uma foto com ele mais tarde, sem farda.
Circula pela internet que ela teria recebido 3 milhões de reais, o maior cachê da história da revista. É falso. O valor foi uma condição que ela declarou a um colunista em maio de 2013. No mesmo dia, o diretor de redação desmentiu, lembrando que o contrato tinha cláusula de sigilo. O cachê real nunca foi divulgado, e o teto conhecido da revista é de 2 milhões.
Cantoras, dançarinas e musas de TV na Playboy
Fora do horário nobre da dramaturgia havia outra fábrica de capa, e dela saíram as duas primeiras colocadas da tabela de vendas dos 40 anos. As musas da Playboy vindas do palco, do auditório e da música venderam mais que a maioria das atrizes, e as duas maiores vendas da história saíram justamente daí.

Kelly Key na Playboy de 2002, a quarta maior venda da revista
Kelly Key estampou a capa em dezembro de 2002 e vendeu 850 mil exemplares, a quarta maior venda que a revista registrou. Recebeu 1,5 milhão de reais, o segundo maior cachê da história da publicação.
Ela posou no ponto mais alto da carreira, logo depois de estourar com Baba e virar a cantora pop mais tocada do país. A revista pagou pelo momento exato, e o momento exato pagou de volta em vendas.
É a prova de que a fórmula da revista não dependia de novela. Uma cantora de dezoito anos no auge das rádios entregou número de estrela consagrada. Ela aparece nos dois rankings ao mesmo tempo: o das maiores vendas e o dos maiores cachês.
O grupo de axé que dominou o fim dos anos 90 rendeu à revista três capas seguidas e vendas que nenhuma atriz alcançava. O ensaio de Carla Perez nua foi o primeiro dos três, e abriu a temporada mais lucrativa da publicação.

Luma de Oliveira, cinco capas da Playboy em duas décadas
Luma de Oliveira estampou cinco capas entre setembro de 1987 e janeiro de 2005, e divide com Scheila Carvalho o recorde de aparições. Estreou aos 22 e fez a última aos 40, em Joanesburgo, com fotos de Bob Wolfenson.
Ela é a única desta lista que chegou lá sem novela, música ou reality atrás. As duas primeiras capas saíram com seis meses de intervalo, durante a exibição de O Outro, e a revista quase nunca repetia a mesma mulher tão rápido. A de março de 1990 foi anunciada como a da mulher da década.
O episódio mais curioso é o que ela não fez. Luma desistiu da capa de janeiro de 2000, a da virada do milênio, e o lugar foi para Vera Fischer. A recordista abriu mão justamente da edição que virou marco, e em 2008 Carol Castro reproduziria num ensaio uma das capas dela.
A segunda do trio dividiu com Luma o recorde de frequência: cinco capas ao longo de nove anos. As fotos de Scheila Carvalho pelada atravessaram a virada do milênio e voltaram à revista quando quase ninguém mais voltava.

Suzana Alves, a Tiazinha da Playboy que vendeu 1,2 milhão
Suzana Alves vendeu 1.223.000 exemplares em março de 1999, a segunda maior venda que a revista já teve. Foram 1,068 milhão vendidos no varejo mais os assinantes, e o resultado superou tudo o que a revista havia vendido nos 24 anos anteriores. J.R. Duran fez as fotos em Nova Orleans. No ano seguinte ela voltou, em Nova York, e vendeu 828 mil.
Ela vinha de assistente de palco no SBT e virou fenômeno nacional como Tiazinha, a personagem mascarada de chicote do programa H, na Band. O sucesso rendeu série própria. A revista vendeu a máscara tanto quanto vendeu a mulher.
E aqui está o contraponto exato da fala de Danielle Winits. Em 2026, Suzana Alves disse: “Não é um arrependimento que eu sofro. Eu me arrependo da exposição do nu, de algo tão íntimo”. Contou que só aceitou o personagem por necessidade financeira. Ficou horrorizada ao saber que apareceria de lingerie na TV, e só topou gravar o piloto com a condição de usar máscara. Duas mulheres, o mesmo negócio, leituras opostas.
A dupla mascarada do mesmo programa fechou o milênio no topo. A Playboy da Joana Prado, de dezembro de 1999, é a maior venda da história da revista. Saiu nove meses depois da capa que havia batido todos os recordes anteriores.

Lu Ferreira, a última capa da Playboy da Editora Abril
A edição 487 saiu em dezembro de 2015 com Lu Ferreira na capa, custava 14 reais e teve 80 mil exemplares. Foi a última publicada pela Editora Abril, e fechou quarenta anos de história.
A comparação com o resto desta seção é o número. Dezesseis anos antes, a mesma revista havia vendido 1,2 milhão com a Tiazinha. A tiragem final foi de 80 mil, e vendeu tudo, o que diz menos sobre a capa e mais sobre o tamanho que a publicação tinha alcançado no fim.
Quem procura as edições finais costuma procurar exatamente essa. Ela é o ponto de corte entre o que existe em quantidade no mercado de usados e o que virou item raro. É também o nome com que a fase Abril termina, com data e número.
As ex-BBBs que foram capa da Playboy
A partir de 2003 apareceu uma porta que não existia antes. O reality colocava uma mulher desconhecida na casa de todo mundo por três meses, e quando ela saía já tinha o reconhecimento que uma atriz levava anos para construir. A revista percebeu isso antes de qualquer anunciante.
O cachê chegou a rivalizar com o prêmio do programa, e a fila de saída da casa virou pré-casting. Sabrina Sato abriu a temporada em 2003, e a leva seguinte trouxe nomes que venderam mais de meio milhão de exemplares cada. Foi o último grupo grande que a revista formou antes do fim.
Esse arco tem começo, meio e fim próprios, e por isso ganhou espaço à parte. A história completa do BBB na Playboy está reunida nome por nome, com a data de cada capa e o que aconteceu depois que a revista acabou.
Vale a distinção para quem procura: uma coisa são as capas da Playboy, outra são os ensaios que essas mulheres fizeram fora dela, em outras publicações e depois na internet. Quem procura o conjunto encontra as famosas peladas do BBB reunidas por participante, e não por revista.
Os ensaios da Playboy que marcaram época
Alguns dos ensaios da Playboy sobreviveram à mulher que estava neles. Um ensaio sensual bem produzido virava clássico e continuava sendo procurado décadas depois.
As famosas nuas na Playboy viraram assunto de época, e o ensaio ficou maior que a capa. Viraram referência por um número, por um fotógrafo ou por uma decisão editorial que a revista tomou uma vez e nunca repetiu. São eles que explicam por que o catálogo tem a forma que tem.

As três maiores vendas: Feiticeira, Tiazinha e Galisteu
Na tabela de vendas que a revista fechou em 40 anos, a primeira colocada é a Feiticeira, com 1.247.000 exemplares em dezembro de 1999. A Tiazinha vem logo atrás, com 1.223.000 em março do mesmo ano: 24 mil de diferença entre as duas maiores da história, separadas por nove meses. Adriane Galisteu fecha o pódio com 961.527, em agosto de 1995.
A janela de ouro durou cinco anos. Sete das dez edições mais vendidas saíram entre 1995 e 2000, e nenhuma capa posterior chegou perto. A curva completa conta a história inteira. Foram pouco mais de cem mil na estreia de 1975 e 691 mil com Maitê Proença em 1987. O pico veio no fim de 1999, com 1,25 milhão. Depois foram 685 mil com Juliana Paes em 2004 e 182 mil em 2008.
Vale separar duas coisas que costumam ser confundidas. Vender mais é uma coisa; aparecer mais é outra. As recordistas de frequência são Luma de Oliveira e Scheila Carvalho, com cinco capas cada, e nenhuma das duas está entre as três maiores vendas.
Uma delas ainda voltaria à capa dezesseis anos depois, no topo da tabela de cachês que a revista pagou em 40 anos. As fotos de Adriane Galisteu pelada aparecem nas duas pontas dessa curva, em 1995 e em 2011, com resultados opostos de venda.

J.R. Duran, o fotógrafo por trás das maiores vendas da revista
Entre as famosas que posaram na Playboy, nove das dez edições mais vendidas da história são de um fotógrafo só. J.R. Duran assina o Top 10 inteiro com uma única exceção, a Marisa Orth de 1997, fotografada por Willy Biondani. Ele aparece em mais de cem capas da revista, contra 42 do segundo colocado, e soma cerca de 8 milhões de exemplares vendidos.
A galeria dele atravessa quatro décadas. Fez Xuxa em 1982, Cláudia Raia em 1984 e 1985, Maitê Proença em 1987 e Galisteu na Grécia em 1995. Depois vieram Tiazinha em 1999 e 2000, a Feiticeira em 1999, Kelly Key em 2002 e a edição de 40 anos, em 2015.
E ele discorda da explicação mais repetida sobre o fim da revista. Para Duran, o que a matou não foi a internet: “uma celebridade queria comprar um apartamento e saía na Playboy. Quando começaram a entrar em anúncios e em revistas como a Caras, em que lucravam sem se despir, a revista perdeu espaço”. Quem fez as capas culpa a concorrência pelo dinheiro da fama, não o download.

Bob Wolfenson, de Paris a Havana em três décadas de capas
Bob Wolfenson assina 42 capas e trabalhou para a revista por mais de vinte anos. Paulistano de 1954, começou aos 16 como assistente de fotografia no estúdio da Abril e abriu o próprio em 1978. Fotografou também para Folha, Vogue, Elle e Rolling Stone.
O contraste com o colega é a parte interessante. Duran assina nove das dez mais vendidas. Wolfenson assina pelo menos quatro dos dez primeiros colocados na votação dos colecionadores: Maitê Proença em primeiro, Vera Fischer em terceiro, Alessandra Negrini em quarto e Paula Burlamaqui em sexto. Um vendeu, o outro ficou.
O trabalho dele explica a diferença. Foi ele quem fez Sônia Braga em 1986 e Luma em 1990 e 2005. Levou Maitê para a Sicília em 1996, Vera Fischer para Paris em 2000 e Nanda Costa para Havana em 2013. Ao Terra, disse que as mulheres que fotografou inverteram a lógica: escolhiam locação e estilo e ganhavam mais do que qualquer um no set.
A revista também recorria a quem já tinha público fora dela. As cantoras brasileiras nuas foram uma fonte constante de capa, e a lógica era a mesma da televisão: comprar um nome que o país já sabia pronunciar.
Playmate: o que o título significava na edição brasileira
A revista americana inventou a garota da vizinhança: a moça comum, sem fama, que virava a playmate do mês. A brasileira fez o contrário desde o começo. O verbete da publicação registra que a edição daqui procurava mulheres famosas ou em visibilidade notável como atrativo fundamental, ao contrário da linha original.
A palavra playmate, então, quase não se aplica aqui. O que a revista brasileira tinha era a Garota do Mês, o encarte central, que nem sempre coincidia com a capa. E tinha a seção Gatas e Coelhinhas, com mulheres desconhecidas fotografadas por profissionais de fora da equipe. Era ali que morava a garota da vizinhança nacional, sem nunca chegar à capa.
Um número novo comprova a tese. O livro As Garotas da Playboy, do colecionador Lucas Hit, saiu em dezembro de 2025. Ele catalogou 8.149 mulheres e 26.581 aparições ao longo das 497 edições, contando encartes, coelhinhas e ensaios internos. Contra cerca de 497 capas. Para cada mulher que virou capa, dezesseis passaram pela revista sem virar.
Do lado das musas que vieram da dança, a passagem pela revista funcionava como diploma. O ensaio de Rosiane Pinheiro na Playboy seguiu esse trajeto, e o de Gaby Fontenelle nua repetiu a rota já na última década da publicação.

Ticiane e Helô Pinheiro, mãe e filha na mesma capa de 2003
Em abril de 2003 a revista publicou a capa conjunta de Helô Pinheiro, aos 58 anos, e da filha Ticiane, aos 26. O ensaio se chamava “Deusas do Verão”, tinha fotos de J.R. Duran e vendeu 302 mil exemplares. A maior parte das imagens é das duas separadas. Helô já tinha capa solo desde maio de 1987, aos 42, vinte e cinco anos depois de inspirar Garota de Ipanema.
A explicação veio quase vinte anos depois, e é a mais crua que uma capa da revista já recebeu. Helô contou ter aceitado posar com a filha por problemas financeiros. Perguntada se havia arrependimento, respondeu: “Não me arrependo porque fiz tudo isso para dar uma vida melhor para meus filhos”.
O ensaio continua listado entre os mais polêmicos da história da publicação. Voltou a circular quase duas décadas depois, reacendendo a discussão sobre imagem feminina e mudança de valores. É o exemplo mais direto do que a revista era capaz de comprar quando tinha dinheiro.
Brasileiras que foram capa da Playboy fora do Brasil
A marca tinha edição própria em dezenas de países, e algumas brasileiras chegaram à capa por fora, sem nunca terem estampado a versão nacional. É uma distinção que costuma se perder na internet, onde o nome da revista viaja solto, sem o país junto.
As duas mulheres abaixo entram aqui com essa ressalva: a capa delas é real e verificável, mas não é brasileira. Quem procura o ensaio delas está procurando outra edição, de outro país, e essa informação muda o que se encontra.

Heloine Moreno, Playmate do México em 2019
O ensaio de Heloine Moreno nua saiu como playmate do mês de julho de 2019, na Playboy do México. Ela voltou a aparecer em destaque na edição da Finlândia, em maio de 2023. São duas passagens pela marca em países diferentes, em quatro anos.
Ela nunca estampou a edição brasileira, que já havia encerrado a operação quando essas capas saíram. A trajetória inteira dela pela revista aconteceu fora do país, o que a torna um caso raro dentro deste catálogo.
A distância entre as duas edições ajuda a entender o alcance da marca. Entre o México, em 2019, e a Finlândia, em 2023, são quatro anos e dois mercados sem nenhuma relação editorial entre si. Cada país mantinha equipe, casting e calendário próprios, e uma capa em um deles não implicava as outras.
Para quem procura o material dela, a consequência é prática: a busca precisa levar o país junto. Sem isso, o resultado mistura edições de lugares diferentes e datas que não conversam.

Sheyla Mell, capa da Playboy de Portugal em 2020
As fotos de Sheyla Mell nua estamparam a capa da Playboy de Portugal em 2020. No Brasil, a passagem dela por revista masculina foi por outra publicação: um especial da Sexy, em maio de 2015.
O caso dela mostra por que a distinção importa. Quem busca o nome dela junto com o da revista encontra material de dois países e de duas publicações diferentes. A data é o que separa uma coisa da outra.
A edição portuguesa seguia calendário próprio e casting próprio, sem relação com a operação brasileira, que já havia encerrado em 2017. Por isso o nome dela não aparece na lista de capas nacionais, e nenhuma busca por edição brasileira vai encontrá-lo.
Onde ver as fotos da revista Playboy hoje
Quem procura a revista Playboy hoje encontra quatro coisas, e nenhuma delas é uma edição brasileira nova. As famosas brasileiras que passaram por ela só aparecem em material de coleção. Vale saber o que existe antes de sair caçando, porque a marca continua viva em inglês e isso confunde bastante gente.
A primeira: não há edição nacional. A revista acabou duas vezes, em dezembro de 2015 pela Abril e em dezembro de 2017 pela PBB. Não existe site brasileiro da marca no ar, e os perfis de rede social da operação daqui foram desativados em 2018.
A segunda, e é a principal: o material brasileiro só existe no mercado de colecionador. As edições antigas circulam exemplar a exemplar em sebos, marketplaces e casas de leilão, com preço definido pela raridade. Os anúncios costumam identificar a revista por número e mês, o que facilita achar exatamente a que se procura.
A terceira é recente. Em dezembro de 2025 o colecionador Lucas Hit, de Piúma, no Espírito Santo, lançou As Garotas da Playboy. É uma enciclopédia de 360 páginas que cataloga as 497 edições, mulher por mulher, com mês, ano e seção. Saiu sem fotografias, por causa de direitos autorais, em tiragem de 200 exemplares numerados. É o mesmo colecionador que organizou a votação dos cinquenta melhores ensaios citada aqui várias vezes.
A quarta é a que engana. O site oficial da marca mantém um arquivo digital de edições, com assinatura e até impressa de volta. Só que é tudo americano, em inglês, e cobre de 2018 em diante. Nenhuma edição brasileira está lá.
Uma ressalva honesta, porque a busca leva para lá: não existe arquivo digital gratuito e legal das edições brasileiras. O que circula em sites de download é material pirateado, e não é o que este catálogo indica. Para quem quer ver as capas em ordem, o caminho é a coleção física ou os índices publicados.
Se a busca for por uma década específica, a década mais procurada tem página própria. As capas da Playboy do período em que a revista ainda era assunto nacional estão reunidas ano a ano.
E se o interesse for o conjunto daquela época, e não uma publicação só, vale lembrar que a Playboy dividia espaço com concorrentes diretas. O panorama das revistas nuas brasileiras mostra quais existiam, quanto tempo cada uma durou e o que as separava.
Perguntas frequentes sobre as famosas na Playboy
Quais famosas posaram na Playboy brasileira?
Passaram pela revista atrizes, cantoras, dançarinas, modelos e musas de reality ao longo de quarenta anos. Entre as capas mais lembradas estão Maitê Proença, Vera Fischer, Sônia Braga, Luma de Oliveira, a Feiticeira, a Tiazinha, Kelly Key e Marisa Orth. A lista completa passa de 490 capas, contando as duas fases da publicação.
Qual foi a Playboy mais vendida da história no Brasil?
A edição de dezembro de 1999, com Joana Prado, a Feiticeira, que vendeu 1.247.000 exemplares. A segunda é a da Tiazinha, de março do mesmo ano, com 1.223.000. São 24 mil de diferença entre as duas maiores da história, separadas por nove meses. Em terceiro vem Adriane Galisteu, com 961.527 em agosto de 1995.
Quando a revista Playboy acabou no Brasil?
A Editora Abril encerrou a publicação em dezembro de 2015, na edição 487, depois de quarenta anos. A marca ainda teve uma sobrevida: a PBB Entertainment relançou o título em abril de 2016 e publicou até 29 de dezembro de 2017. Desde então não existe edição brasileira nova.
Quantas edições a Playboy brasileira teve?
Foram 487 edições publicadas pela Editora Abril, de agosto de 1975 a dezembro de 2015, e cerca de dez pela PBB Entertainment entre 2016 e 2017. O total fica em torno de 497, número confirmado pelo colecionador que reuniu a coleção inteira e a catalogou em livro.
Onde ver as fotos da revista Playboy antiga hoje?
O material brasileiro só existe no mercado de colecionador: sebos, marketplaces e casas de leilão vendem exemplar a exemplar, identificados por número e mês. Não há arquivo digital gratuito e legal das edições nacionais. O site oficial da marca mantém um arquivo, mas é americano, em inglês, e cobre de 2018 em diante.
Quanto a Playboy pagava por uma capa?
Os maiores cachês conhecidos são de 2 milhões de reais a Adriane Galisteu, em agosto de 2011. Depois vêm 1,5 milhão a Kelly Key, em dezembro de 2002, e 1,2 milhão a Cleo Pires, em agosto de 2010. Para comparação, o teto da principal concorrente era de 500 mil reais em 2012. Vários contratos tinham cláusula de sigilo, e os valores que circulam sem confirmação costumam ser falsos.
Por que as famosas na Playboy ainda movem tanta gente?
Porque a revista foi, durante quarenta anos, o lugar onde o país concordava sobre quem tinha chegado. Não havia rede social para medir fama, e a capa fazia esse trabalho sozinha: uma escolha por mês, feita por uma redação, que virava assunto de mesa de bar. Essas mulheres não ficaram famosas por causa da Playboy; elas apareceram nela porque já eram, e a capa carimbava o que todo mundo suspeitava.
O que sobrou é um retrato datado de cada geração brasileira, e é isso que continua sendo procurado. A curva de vendas conta a história melhor que qualquer análise: cem e poucos mil na estreia, 1,25 milhão no auge e 15 mil na última. Entre um número e outro cabem a censura dos anos 70, a atriz de novela dos 80, a mascarada dos 90 e a musa de reality dos 2000.
De Rosicleide, em 1975, a Lu Ferreira, em 2015, são quarenta anos de capas e quase 500 edições. Reunir essas mulheres uma a uma, com mês, ano e o que cada ensaio significou, é o trabalho do Testosterona Blog. Próxima parada: as capas da Playboy da década em que a revista ainda parava o país.
