As famosas na Playboy deram à revista os ensaios que o Brasil não esqueceu. A Editora Abril publicou a Playboy de 1975 a dezembro de 2015, na edição 487, e a marca ainda circulou até por volta de 2017. Foram 451 capas no total.
Dessa fila saíram alguns dos maiores fenômenos de venda do país. Por exemplo, Tiazinha esgotou cerca de 1,2 milhão de exemplares em março de 1999. A Feiticeira, no mesmo ano, virou uma das edições mais vendidas de toda a história. Adriane Galisteu levou um cachê de R$ 2 milhões já em 1995.
Só que nem tudo foi recorde de venda. Maitê Proença posou na Sicília com clima de cinema italiano. Roberta Close abriu, em 1984, uma porta que ninguém tinha aberto antes. Cada ensaio aqui entra com o detalhe que o tornou marcante: o local, o fotógrafo, o ano e o número.
A curadoria reúne as famosas nuas na playboy organizadas por quem posou, das atrizes às modelos. Passam por aqui também as cantoras brasileiras em ensaios sensuais, dançarinas e as ex-BBBs que posaram nuas. Só o ensaio oficial que a revista publicou de fato. O panorama das revistas masculinas brasileiras ajuda a situar cada capa na sua época.
Atrizes que posaram na Playboy
As atrizes deram à Playboy os ensaios de maior prestígio. Maitê Proença posou na Sicília, Vera Fischer e Alessandra Negrini trabalharam com Bob Wolfenson, e Deborah Secco fez duas capas. No fim, cada uma usou a revista como um capítulo de carreira, não como fim de linha.
Maitê Proença, o ensaio na Sicília de 1996

Maitê Proença assina o ensaio que os fãs elegeram o mais icônico da história da Playboy Brasil. Inclusive, as fotos saíram na Sicília, na Itália, em 1996, com um clima neorrealista de cinema europeu. Foi, sem dúvida, um trabalho inédito para a revista, feito longe do estúdio e do padrão de capa da época.
A atriz já era um nome forte da televisão quando topou o convite. Com efeito, o resultado fugiu do óbvio: em vez de cenário montado e luz dura, veio paisagem real e uma sensualidade de filme. No fundo, esse cuidado de direção é o que faz o ensaio envelhecer bem até hoje.
Quando o público votou nos trabalhos mais marcantes da revista, Maitê apareceu no topo da lista. Ainda hoje, a Sicília dela segue como prova de que a Playboy também sabia fazer arte, não só vender capa. É o tipo de ensaio que abre esta curadoria com o pé direito.
Vera Fischer, o clássico de Paris com Wolfenson

Vera Fischer é uma das musas eternas da revista, e o ensaio dela em Paris, sob a lente de Bob Wolfenson, virou referência de elegância. Nesse sentido, a escolha do fotógrafo diz tudo: Wolfenson trouxe para a Playboy um olhar de editorial de moda, transformando o ensaio sensual em algo sofisticado e sem pressa.
Por outro lado, a atriz posou em fases diferentes da carreira e nunca deixou de ser desejo nacional. Mas cada retorno dela às páginas da revista virava evento, porque juntava beleza madura e o peso de um nome consagrado na televisão brasileira.
No fundo, o trabalho com Wolfenson mostra a Playboy no seu melhor momento de produção. Sobretudo, era a revista investindo em ensaio internacional, com fotógrafo autoral e locação de cinema. Sem dúvida, Vera Fischer é o rosto dessa ambição de qualidade que marcou a era de ouro.
Alessandra Negrini, o ensaio a céu aberto no Rio

Alessandra Negrini fez um dos ensaios mais ousados de conceito, fotografada pelas ruas do Rio de Janeiro, também por Bob Wolfenson. Em vez de estúdio fechado, a cidade virou cenário, com a musa se misturando à paisagem urbana em plena luz do dia. As fotos de alessandra negrini nua na playboy que ficaram famosas vêm desse ensaio fotográfico.
Afinal, a atriz sempre teve fama de intelectual e de escolhas artísticas fora do óbvio. Certamente, o ensaio combinou com essa imagem: nada de pose padrão, e sim uma proposta de fotografia autoral que discutia o corpo no espaço público.
No fim, é mais um exemplo do que Wolfenson e a Playboy construíram juntos naquele período. Assim, o ensaio de Negrini prova que a revista tinha espaço para o experimento, não só para a fórmula de vendas. A cidade como set foi a assinatura desse trabalho.
Mel Lisboa, da Anita ao ensaio de 2004

Mel Lisboa estourou em 2001 como a Anita de “Presença de Anita”, papel que virou marco de erotismo na TV, com médias de 30 pontos de audiência. Três anos depois, ela levou essa fama para a Playboy, no ensaio de 2004 que a playboy da mel lisboa mantém entre as buscas.
Na época, a gaúcha era o rosto de uma geração que transitou entre o erotismo televisivo dos anos 2000 e o respeito artístico. Depois da Anita, ela construiu carreira sólida em produções de prestígio, do teatro às minisséries, sem virar musa de uma nota só.
Enquanto isso, o ensaio da revista funcionou como selo daquele momento: a atriz jovem, no auge do assunto, entrando para o acervo da Playboy. Hoje o trabalho é lembrado como registro de uma fase em que a TV brasileira flertava com o erótico sem medo.
Deborah Secco, as duas capas que mudaram a vida dela

A Deborah Secco nua apareceu duas vezes na revista: a capa de 1999 e a edição de aniversário de 27 anos, em agosto de 2002. A própria atriz, no entanto, conta que o cachê “mudou a vida dela” e diz ter recebido uma fortuna pelos ensaios, feitos ainda muito jovem.
Hoje ela ressignifica aquele momento como o primeiro grande ponto de virada da carreira, o início da própria autonomia. Mas posou cedo, com pouca noção do tamanho da coisa, e só depois entendeu o que aquele dinheiro e aquela exposição representaram.
No fim, das duas capas saiu uma das trajetórias mais longevas da TV brasileira. Com efeito, Deborah virou protagonista de novela e cinema, e as Playboys ficaram como capítulo de origem. É o caso clássico da atriz que usou a revista como trampolim, não como teto.
Outros nomes históricos também marcaram presença nesta categoria. Por exemplo, Claudia Ohana, Claudia Raia, Bruna Lombardi, Carla Camurati, Maria Padilha e Paloma Duarte também passaram pela revista. Cada uma está no acervo das revistas masculinas brasileiras.
Cantoras e dançarinas na Playboy
O axé e a dança dos anos 90 encheram as capas da Playboy. Carla Perez e Scheila Carvalho, do É o Tchan, posaram cinco vezes cada. Joana Prado, a Feiticeira, entregou a edição mais vendida da história. No fim, foi a era em que a musa saía do palco direto para a revista.
Carla Perez, a loira do Tchan com cinco Playboys

Carla Perez foi a loira do É o Tchan entre 1995 e 1998, no auge da dança da boquinha da garrafa. A carla perez pelada posou cinco vezes para a revista. O primeiro ensaio saiu em outubro de 1995, com capas em abril de 1998 e dezembro de 2000, mais pôsteres em 1997 e 2001.
Na prática, foi um dos maiores fenômenos de venda daquele período. No auge, a dançarina que dominava a TV levou o mesmo apelo para as páginas da revista. Cada nova capa dela era garantia de tiragem esgotada.
Inclusive, o detalhe que surpreende veio depois. Ao mesmo tempo, a símbolo de sensualidade dos anos 90 passou anos apresentando um programa infantil em Salvador e se dedicando à família. No fim, a loira do Tchan das capas e a mãe apresentadora convivem na mesma biografia.
Scheila Carvalho, a Morena do Tchan recordista

Scheila Carvalho venceu em 1997 um concurso com 2 mil candidatas e virou a Morena do Tchan. A playboy da scheila carvalho rendeu cinco ensaios e números de venda que a colocaram entre as recordistas do axé na revista.
A imagem da morena de fio-dental de 1998, com efeito, é a que o público guarda. Só que a mulher real construiu quase duas décadas de televisão na Bahia, com programa próprio de auditório desde 2001, longe da imagem de dançarina de uma fase só.
Hoje, aos 50 e poucos, ela segue provando longevidade física e cultural. O hit dos anos 2000, então, volta a viralizar nas redes, e a Scheila responde com a mesma energia de palco. A capa foi só o começo de uma carreira longa.
Joana Prado, a Feiticeira da edição mais vendida

Joana Prado virou fenômeno nacional como a Feiticeira, a personagem misteriosa que provocava o Brasil na TV. Em 1999, no auge, ela levou o mistério para a revista, e a Joana Prado Playboy entrou para a história como uma das edições mais vendidas de sempre.
Aliás, o timing foi perfeito. O país inteiro queria ver o rosto e o corpo por trás da máscara da Feiticeira, e a Playboy entregou exatamente isso no momento de maior curiosidade. Poucas capas souberam explorar tão bem um personagem de TV.
Depois do estouro, Joana escolheu o caminho oposto ao da fama. Aliás, casou com o lutador Vítor Belfort, teve filhos e passou a viver de forma discreta e religiosa. A mulher que foi o maior desejo do país trocou os holofotes pela vida reservada.
Modelos e musas da Playboy
Aqui moram as musas de capa por vocação, e alguns dos ensaios da Playboy mais desejados. Adriane Galisteu levou o maior cachê da lista. Luma de Oliveira é a recordista de aparições. Enquanto isso, a nova geração, de Pietra a Heloine, mostra a revista se renovando até o fim, com bailarinas, misses e modelos de fora.
Adriane Galisteu, o cachê de R$ 2 milhões em 1995

Adriane Galisteu fez o primeiro ensaio em 1995 e entrou direto para a história comercial da revista. A Adriane Galisteu nua vendeu cerca de 961 mil exemplares, e o cachê ligado ao nome dela chegou a R$ 2 milhões, o maior já registrado na Playboy Brasil.
Inclusive, a imagem dela se depilando virou uma das mais icônicas da revista, repetida e citada por anos. Era a modelo e apresentadora no ponto exato de fama, transformando cada capa em evento nacional de vendas.
Galisteu representa a era em que posar para a Playboy era o maior troféu comercial de uma musa. Além disso, ela negociou como poucas, cobrou o preço mais alto do mercado e provou que a capa certa valia mais que qualquer contrato de publicidade da época.
Luma de Oliveira, a recordista de cinco capas

Luma de Oliveira é a recordista absoluta de presença: cinco capas ao longo de quatro décadas de revista. De fato, nenhuma outra musa atravessou tantas fases da Playboy Brasil como capa, do auge dos anos 80 e 90 até depois dos 2000.
Por outro lado, a longevidade dela diz muito sobre o tipo de beleza que a revista consagrava. Da mesma forma, Luma não foi capa de um verão só: virou presença recorrente, chamada de volta a cada geração de leitores, sempre com o mesmo status de musa clássica.
No fim, ser a mulher com mais capas é um título que resume uma carreira inteira ligada à imagem. Luma de Oliveira é a prova viva de que a Playboy tinha suas rainhas fixas, e ela reinou por mais tempo que qualquer outra.
Pietra Príncipe, a Bond Girl de outubro de 2013

Pietra Príncipe foi capa da Playboy em outubro de 2013, com o conceito de Bond Girl: elegância, lingerie e clima de filme de espião. A playboy da pietra principe chegou à revista já conhecida da TV por assinatura, onde apresentava um programa por mais de cinco anos.
Na época, ela representava a era das apresentadoras sensuais do Multishow, no começo dos anos 2010. Como resultado, era uma geração que fazia da provocação um ofício de TV paga, e a capa da Playboy funcionava como a coroação natural desse trabalho.
Depois da capa, Pietra reposicionou a imagem em direção à comunicação e à escrita. Nesse sentido, o caminho dela mostra como a última geração de musas de revista transitou para criadora de conteúdo, sem depender mais da revista para existir.
Rosiane Pinheiro, a Musa da Copa de 1998

Rosiane Pinheiro posou para a Playboy em junho de 1998, como a Musa da Copa, e foi a terceira mulher negra a estampar a capa da revista no Brasil. A rosiane pinheiro nua é um marco de representatividade num acervo que demorou a abrir espaço.
Quase 30 anos depois, ela recriou a própria capa e aproveitou para contar a verdade dos bastidores. Nela, revelou que recebeu R$ 60 mil pelo ensaio, quando esperava R$ 650 mil, e expôs comentários racistas que ouviu na época.
No fim, a história dela é homenagem com profundidade, não só nostalgia. Hoje, a dançarina da Gang do Samba que virou símbolo da Copa de 98 fala sem filtro sobre o preconceito que enfrentou. A capa continua bonita, e o relato por trás dela ficou ainda mais forte.
Gaby Fontenelle, a capa de abril de 2014

Gaby Fontenelle foi capa da Playboy em abril de 2014, já conhecida como bailarina e atriz da Record, onde ganhou o apelido de Gaby Potência. A gaby fontenelle nua pertence à última leva de capas da revista impressa no país.
Anos depois, ela seguiu o movimento da própria geração e abriu conteúdo próprio nas plataformas de assinatura. Ainda assim, defende a decisão com naturalidade: quer quebrar o tabu de que mulher não pode expor a sensualidade nos termos dela.
No fundo, o caso de Gaby liga as duas eras que este acervo cobre. Logo, ela começou na capa de papel, quando ainda era o auge da revista, e migrou para o digital quando o modelo mudou. A mesma musa, dois palcos diferentes.
Ivi Pizzott, a bailarina que abriu caminho em 2015

Ivi Pizzott foi capa da Playboy em maio de 2015, quando era bailarina conhecida do Dança dos Famosos. A ivi pizzott nua entrou para um grupo raro: foi uma das pouquíssimas mulheres negras a estampar a capa da revista em cerca de 40 anos de Brasil.
Ela ligava o corpo ao ofício, não à academia. “Dança é 50% da minha boa forma”, disse na época da capa, deixando claro que a preparação vinha do palco. No fim, era a bailarina levando o próprio trabalho para as páginas da revista.
Ainda assim, a capa de Ivi tem valor de marco num acervo que demorou a ser diverso. Ao lado de Rosiane Pinheiro, ela ajuda a contar a parte da história da Playboy que costuma ficar de fora das retrospectivas mais rasas.
Heloine Moreno, a brasileira que virou Playmate em 2024

Heloine Moreno nasceu em Brotas, no interior de São Paulo, e construiu carreira como modelo brasileira nos Estados Unidos. Em 2024, virou Playmate e estampou a capa da Playboy lá fora, feito que a heloine moreno nua destaca como o maior da carreira. As fotos playboy dela, então, saíram na edição internacional.
No fundo, a trajetória dela é de meritocracia de migração, não de sorte. Começou a modelar no último ano antes de emigrar e, aos poucos, foi subindo do zero no mercado americano. Assim, chegou ao título de Playmate que muita modelo local persegue a vida inteira.
Ela mostra que a marca Playboy seguiu viva fora do Brasil mesmo depois do fim da revista nacional. Sobretudo, a brasileira do interior que conquistou a capa no exterior é o capítulo mais recente desta lista, e prova que o coelhinho ainda vale como troféu.
Sheyla Mell, a Miss Bumbum que foi capa em 2015

Sheyla Mell é cearense de Fortaleza e ficou conhecida ao vencer o Miss Bumbum México em 2015, depois de ser barrada na disputa brasileira. Foi dessa fama que a sheyla mell nua chegou às capas de revista masculina.
Na prática, o caso dela é típico da era Miss Bumbum, quando o concurso virou trampolim de mídia nos anos 2010. No fim, a modelo transformou o título num passaporte para a capa, no fim do ciclo em que a revista impressa ainda mandava.
Hoje ela se reposiciona como modelo fitness e empreendedora, seguindo o caminho de tantas musas da geração dela. Sheyla representa a ponte entre a capa de papel e a economia de conteúdo próprio que veio depois.
Por fim, fecham a categoria nomes como Luiza Brunet e outras modelos que passaram pela revista ao longo das décadas. Cada uma está no acervo de revista sexy e da própria Playboy.
Ex-BBBs e realities
Quando o Big Brother Brasil virou fábrica de famosos, a Playboy foi buscar musa na casa. Várias ex-participantes, então, trocaram o confinamento pela capa, num recorte que rende arquivo próprio dentro deste acervo.
Depois de 2002, o reality deu à revista uma leva nova de nomes já famosos, com público formado na TV. Aricia Silva, Cacau, Fani Pacheco, Maria Melilo e Natália Casassola estão entre as famosas que posaram na playboy vindas do confinamento. Cada uma aproveitou o pico de fama logo após o programa.
Foi um casamento lógico: o BBB entregava rosto conhecido e desejo nacional na hora certa, e a Playboy transformava isso em capa e venda. O acervo completo dessas famosas nuas na playboy está reunido em ex-BBBs na playboy.
Os ensaios que marcaram época
Alguns ensaios foram além da venda e viraram acontecimento social. Roberta Close quebrou um tabu em 1984. Ticiane e Helô Pinheiro geraram polêmica em 2003. Sônia Braga já era mito antes mesmo de posar. No fundo, são capas que dizem algo sobre o país de cada época.
Roberta Close, a primeira trans nua em 1984

Roberta Close foi fotografada para a revista em maio de 1984 e provocou comoção nacional: foi a primeira mulher trans a posar nua numa revista masculina do país. Num Brasil ainda pouco preparado para o assunto, a capa dela foi um choque cultural.
No entanto, a beleza dela desafiava as certezas da época e virou tema de debate muito além das páginas da revista. Com efeito, Roberta se tornou uma das mulheres mais comentadas do país, símbolo de uma discussão que o Brasil só amadureceria décadas depois.
Ainda hoje, o ensaio guarda valor de documento histórico. Muito antes de a pauta trans chegar ao centro do debate público, a Playboy já tinha colocado Roberta Close na capa. Foi ousadia editorial e marco social ao mesmo tempo, como lembram as retrospectivas dos ensaios mais icônicos.
Ticiane e Helô Pinheiro, mãe e filha em 2003

Em 2003, a Playboy publicou um dos ensaios mais comentados da história: mãe e filha, Helô e Ticiane Pinheiro, na mesma edição. A Helô já era lenda como a inspiração da Garota de Ipanema, e a filha despontava como modelo e apresentadora.
Com efeito, a ideia de reunir as duas gerações na mesma revista rendeu barulho e curiosidade. No fundo, era um conceito ousado, que jogava com a herança de beleza da família e transformava um sobrenome famoso em capa de forte apelo.
No fim, o ensaio entrou para a lista dos mais polêmicos justamente por mexer com o tabu do parentesco. Décadas depois, ainda é lembrado como um dos momentos em que a Playboy apostou na provocação para vender, e conseguiu.
Sônia Braga, o mito que a revista consagrou

Sônia Braga já era um mito da sensualidade brasileira quando estampou a revista. Afinal, ícone das novelas e do cinema dos anos 70 e 80, ela levou para a Playboy o peso de uma das maiores estrelas que o país já exportou.
A presença dela na revista funcionava como selo de prestígio. Não era promessa de fama futura, e sim uma lenda consolidada aceitando posar, o que dava à capa um status raro dentro do acervo.
No fundo, Sônia Braga representa a linhagem mais nobre das musas da Playboy: a atriz internacional, respeitada dentro e fora do Brasil, que emprestou o próprio mito à revista. Enfim, um nome que dispensa apresentação em qualquer lista de ensaios clássicos.
Quem mais posou e as capas icônicas
No fim, tudo vira número. Tiazinha bateu o recorde de vendas com cerca de 1,2 milhão de exemplares. Luma de Oliveira lidera em quantidade de capas. Esta seção junta os recordes que definem a era de ouro da revista.
Tiazinha, o recorde de 1,2 milhão em 1999

Suzana Alves virou fenômeno como a Tiazinha, a personagem de máscara e chicote que parou a TV do fim dos anos 90. A capa dela, sem dúvida, em março de 1999, vendeu cerca de 1,223 milhão de exemplares e ficou como um dos maiores recordes da história da Playboy Brasil.
Na prática, o número traduz o tamanho da febre. O Brasil inteiro queria ver quem era a mulher por trás da máscara, e a revista entregou no auge exato da curiosidade. Foi a personagem de TV convertida em recorde de vendas, como poucas vezes se viu.
Depois do estouro, Suzana Alves construiu carreira longe da imagem da Tiazinha, como atriz e apresentadora. Mas o recorde de 1999 continua sendo a marca que a colocou para sempre no topo dos números da revista.
As recordistas de capa e os fenômenos de venda
Em quantidade, Luma de Oliveira é a rainha, com cinco capas ao longo de quatro décadas. Em vendas, o pódio junta Tiazinha, Adriane Galisteu e a Feiticeira, os três nomes que empurraram a revista para os maiores números da história.
Cada recorde conta um momento do país. No entanto, o padrão se repete: as musas da playboy que viravam personagem de TV batiam mais capas. Galisteu marcou os anos 90 da modelo-celebridade, enquanto a Feiticeira e a Tiazinha traduziram a febre dos personagens de novela e auditório. Juntas, elas explicam por que 1995 a 1999 foi o período mais forte da revista. O registro dessas vendas confirma cada edição histórica.
Muitas dessas capas de recorde nasceram nos anos de virada do milênio. O detalhamento década a década desse acervo, com as edições que mais venderam, aparece no recorte de playboy anos 2000.
Os fotógrafos e os bastidores
Por trás de cada ensaio clássico havia um fotógrafo com assinatura própria. J.R. Duran e Bob Wolfenson deram à Playboy o padrão visual que separou a revista das concorrentes. Então o nome na foto importava tanto quanto o nome na capa.
J.R. Duran, o fotógrafo dos grandes ensaios
J.R. Duran é um dos nomes mais prolíficos do acervo, com dezenas de ensaios assinados ao longo dos anos. Aliás, fotógrafo de moda com passagem internacional, ele trouxe para a revista um olhar sofisticado, que tratava a capa como editorial de alto padrão.
O trabalho dele, com efeito, ajudou a definir o que era uma capa de prestígio na Playboy Brasil. Luz, cenário e direção davam à musa um tratamento de estrela de cinema, e não de simples pose. Era esse cuidado que sustentava a fama de qualidade da revista.
Quando se fala em era de ouro, o nome de Duran aparece nos bastidores de boa parte dos ensaios lembrados até hoje. No fundo, o fotógrafo era o artesão invisível por trás das imagens que o país inteiro comprava e guardava.
Bob Wolfenson, o olhar autoral das musas
Bob Wolfenson assinou alguns dos ensaios mais artísticos da revista, como o de Vera Fischer em Paris e o de Alessandra Negrini pelas ruas do Rio. Por exemplo, o estilo dele fugia da fórmula: apostava em locação real, luz natural e uma sensualidade de editorial de moda.
No fim, a escolha de Wolfenson para uma capa era sinal de que a Playboy queria fazer arte, não só vender. Ele levava a musa para fora do estúdio e transformava o corpo em parte de uma composição maior, quase cinematográfica.
É graças a fotógrafos como ele que os ensaios da era de ouro envelheceram tão bem. Afinal, Wolfenson provou que a revista masculina podia ter ambição estética, e deixou uma marca autoral que ainda serve de referência.
Playmates e o legado da revista
A Playboy criou um conceito e um fim de ciclo. A playmate virou ideia de musa oficial, e a revista fechou o impresso em 2015, com a marca durando até por volta de 2017. O desejo, porém, só trocou de endereço.
O conceito de playmate no Brasil
A ideia de playmate nasceu para dar à musa da revista um status de personagem oficial, não de modelo qualquer. Nesse sentido, no Brasil o conceito virou sinônimo de capa desejada, o posto máximo que uma mulher podia ocupar naquele universo da revista.
Além disso, ser capa da Playboy carregava um peso simbólico que ia além da foto. Era entrar para um clube de musas nacionais, ter o nome guardado no acervo ao lado das grandes. Por isso tanta famosa via na revista um troféu, e não só um cachê.
Então, esse prestígio explica por que os ensaios envelheceram como clássicos. Ao mesmo tempo, a playmate brasileira não era descartável: virava referência, era relembrada em cada retrospectiva e mantinha o valor mesmo décadas depois da edição sair.
Do impresso ao digital: o desejo trocou de endereço
A Editora Abril encerrou a Playboy impressa em dezembro de 2015, na edição 487, e a marca ainda circulou de outras formas até por volta de 2017. O fim da revista de papel fechou o maior capítulo do desejo editorial brasileiro.
Enquanto isso, a geração seguinte já não tinha capa para sonhar, então inventou a própria. Então, as musas trocaram a revista pelas plataformas de assinatura, onde elas mesmas comandam o conteúdo. O que era convite de editora virou decisão da própria modelo.
No fim, muitas das musas de capa migraram para esse novo modelo, do OnlyFans à Privacy. A revista acabou, mas o público seguiu procurando as mesmas famosas em outro lugar, e o acervo clássico virou memória de uma era que abriu caminho para a de agora.
Perguntas frequentes sobre as famosas na Playboy
Qual foi a edição mais vendida da Playboy no Brasil?
Sem dúvida, a campeã de vendas é a de Tiazinha (Suzana Alves), de março de 1999, com cerca de 1,223 milhão de exemplares. Logo atrás vêm Adriane Galisteu (1995, cerca de 961 mil) e a Feiticeira, Joana Prado (1999), entre as mais vendidas de toda a história da revista.
Quem posou mais vezes para a Playboy brasileira?
Luma de Oliveira é a recordista, com cinco capas ao longo de quatro décadas. Logo atrás, Carla Perez e Scheila Carvalho, do É o Tchan, também posaram cinco vezes cada, entre capas e pôsteres, nos anos 90 e 2000.
Mais sobre famosas na playboy
Por que o ensaio da Roberta Close foi tão importante?
Porque foi a primeira vez que uma mulher trans posou nua numa revista masculina do Brasil, em maio de 1984. Num país ainda pouco preparado para o tema, a capa virou acontecimento social e é lembrada até hoje como um marco, muito além das vendas.
A Playboy ainda existe no Brasil?
A Editora Abril encerrou a Playboy impressa em dezembro de 2015, na edição 487, e a marca ainda circulou até por volta de 2017. Hoje o acervo é histórico, e as musas migraram para plataformas de assinatura como OnlyFans e Privacy.
Onde ver os ensaios clássicos das famosas na Playboy hoje?
Os ensaios oficiais viraram acervo histórico, reunidos por recorte: por década, por perfil de cada musa e pelo panorama das revistas do país. Aqui só entram as fotos que a Playboy publicou de fato.
Testosterona Blog: o acervo da Playboy que guarda a era de ouro
No fundo, esta página é sobre uma era: a em que sair na Playboy era o troféu máximo de uma musa brasileira, da atriz de novela à campeã de reality. Cada famosa aqui tem o detalhe concreto que fez a capa dela virar lembrança. Vazado e lenda ficam de fora, sempre.
No Testosterona Blog, cada musa tem a história contada por inteiro: quem é, o ensaio que a marcou e onde ela está hoje. Enfim, da Sicília de Maitê em 1996 ao último coelhinho, o desejo mudou de palco, mas o acervo das famosas na Playboy segue guardado aqui. Em seguida, a parada natural é o recorte por década em playboy anos 2000.
