Geisy Arruda pelada foi capa da Revista Sexy duas vezes, em novembro de 2010 e em abril de 2016. A primeira veio um ano depois do caso que a tornou conhecida no país. Em 2009, um vestido rosa curto usado na Uniban provocou a reação hostil dos colegas, e ela saiu do campus sob escolta.
Antes das capas, Geisy era a estudante de Turismo que o Brasil viu deixar uma faculdade cercada por seguranças. O ensaio de 2010 rendeu a ela uma das capas da Revista Sexy. Esse caminho, porém, começou num corredor de universidade, não numa agência de modelos.
Quem é Geisy Arruda, a moça do vestido rosa
Geisy Villanova Arruda nasceu em 1989, em Diadema, no ABC paulista. Aos 20 anos, cursava Turismo na Uniban, no campus de São Bernardo do Campo. Foi ali que uma roupa comum virou um caso nacional.
Geisy Arruda
- Nome: Geisy Villanova Arruda
- Nascimento: 1989, em Diadema (SP)
- Profissão: modelo, escritora e criadora de conteúdo
- Fama por: o caso do vestido rosa na Uniban (2009) e as capas da Revista Sexy
- Conteúdo sensual: duas capas da Revista Sexy (nº 371, novembro de 2010; nº 436, abril de 2016)
- Instagram: @geisy_arruda (milhões de seguidores)
O episódio aconteceu em 22 de outubro de 2009. Geisy chegou à aula com um vestido rosa curto, comprado por R$ 50 numa liquidação. Colegas a cercaram e a hostilizaram por causa da peça, e seguranças tiveram que escoltá-la para fora do prédio.
A repercussão foi imediata. A universidade anunciou o desligamento dela, mas voltou atrás poucos dias depois, diante da pressão pública. No ano seguinte, o nome já rendia televisão: Geisy entrou para A Fazenda 3, na Record, em 2010, e foi a segunda eliminada da temporada.
O reality funcionou como porta de entrada. Depois dele, Geisy virou presença recorrente em programas de auditório e de entrevistas, quase sempre com o caso da Uniban servindo de assunto. A estudante que aparecera no noticiário por uma roupa passou a ser chamada para comentar a própria fama.

Geisy Arruda pelada: a primeira capa da Revista Sexy
A primeira vez que Geisy Arruda posou nua foi para a Revista Sexy, na edição nº 371, de novembro de 2010. As fotos saíram de uma produção em Punta del Este, no Uruguai, e a edição marcava os 18 anos da publicação. Segundo a Terra, foi a edição mais vendida da Sexy em três anos.
Geisy tinha dito antes que não posaria sem roupa, e mudou de ideia. Em entrevista da época, contou que aceitou o convite porque queria comprar uma casa para a família. O ensaio ainda brincou com o episódio da faculdade: parte das fotos traz uma peça rosa que remete ao vestido do caso. A modelo da capa e a estudante do noticiário eram a mesma pessoa, separadas por um ano.
No começo dos anos 2010, a Sexy dividia as prateleiras com a Playboy e a VIP. Ela estampou a capa numa fase em que as revistas com mulheres nuas disputavam leitores com nomes de televisão e de reality. Geisy entrou nessa leva ainda com o assunto do vestido rosa fresco na memória do público.ANO MOMENTO 1989 nasce em Diadema (SP) 2009 caso do vestido rosa na Uniban; sai do campus sob escolta 2010 A Fazenda 3 (Record) e 1ª capa da Revista Sexy (nº 371, novembro) 2016 2ª capa da Revista Sexy (nº 436, abril), com nudez total 2019-2022 quatro livros de contos eróticos e o canal Ponto G no YouTube 2021 passa a vender conteúdo por assinatura (OnlyFans e Privacy)

O retorno à capa da Sexy em 2016
Cinco anos depois, Geisy voltou à capa da Sexy. A edição nº 436 chegou às lojas em abril de 2016, agora com nudez total. Naquele acordo, a imprensa da época falou em cerca de R$ 300 mil. A modelo prometeu um ensaio que descreveu como polêmico e cheio de atitude.
O retorno teve um pano de fundo particular. Naquele período, a Playboy brasileira passava por uma nova direção e recuava do nu frontal. A Sexy correu para o espaço deixado pela concorrente. Geisy virou o rosto dessa aposta, num momento em que as duas publicações escolhiam lados opostos.
Nas prateleiras daquele ano, o contraste ficou evidente. De um lado, a Playboy recuava do nu que consagrou as musas brasileiras da Playboy por décadas. Do outro, a Sexy vendia o retorno de Geisy como um ensaio sensual de nudez total. A estudante do vestido rosa reaparecia, agora como modelo de capa madura, seis anos depois do episódio da faculdade.

A escritora de contos eróticos
Fora das capas de revista, Geisy também construiu uma carreira de escritora. Entre 2019 e 2022, lançou quatro livros de contos eróticos. O primeiro foi “O Prazer da Vingança”, de 2019, com onze histórias ao longo de cerca de cem páginas. Os textos exploravam fantasias e cenas de sedução, num registro adulto e sem pseudônimo, já que ela assinava tudo com o próprio nome.
A escrita correu em paralelo à trajetória de modelo de revista. Os outros títulos saíram em sequência, entre eles “Desejo Proibido” e “A Dama da Sedução”, cada um com evento próprio de lançamento. Os enredos giravam em torno de fantasias sexuais, e um dos volumes trazia fotos dela ao lado dos contos.
Ainda em 2019, Geisy abriu o canal Ponto G no YouTube, onde falava de sexo num tom mais didático. O canal reunia dicas e histórias, e virou mais um braço do trabalho dela, ao lado dos livros. Essa produção toda convivia com a trajetória de modelo de capa, que ela dividia com nomes como Carol Narizinho.

A pioneira do conteúdo por assinatura
A partir de 2021, Geisy passou a vender conteúdo por assinatura, no OnlyFans e na plataforma brasileira Privacy. Entrou cedo, quando poucas famosas do país tinham aderido a esse modelo. A escolha deu a ela uma renda que não dependia de contrato de revista nem de cachê de televisão. A virada acompanhou o crescimento das plataformas de assinatura no Brasil, por volta de 2020 e 2021, período em que o formato ganhou força no país.
Em entrevista de 2026, Geisy se descreveu como uma das primeiras a apostar nesse mercado no Brasil. Contou ter transformado a exposição que sofreu contra a vontade em um negócio próprio, tocado por ela mesma. Reportagens do mesmo ano chegaram a descrever a atividade como milionária, sustentada por uma base fiel de assinantes. Como influenciadora, passou a viver do que produz para o público que a acompanha.
A venda de conteúdo por assinatura passou a ocupar o centro da rotina profissional dela. As revistas ficaram como capítulo anterior, e os livros seguiram ao lado. Ela alimenta os perfis com material próprio, feito sob medida para os assinantes, e usa as entrevistas para falar abertamente do assunto, sem nenhum rodeio. Hoje, boa parte da renda dela vem do próprio trabalho de criadora de conteúdo adulto.

Geisy Arruda hoje em dia
Atualizado em agosto de 2026.
Hoje Geisy Arruda toca a própria produção de conteúdo e mantém presença constante na TV e nas redes, onde soma milhões de seguidores.
Em outubro de 2024, marcou os 15 anos do caso do vestido rosa com uma festa temática, na cor que ficou colada ao nome dela. A festa reuniu o público que ela juntou desde o episódio e ganhou cobertura da imprensa. O tema girava em torno do próprio vestido que a tornou conhecida.
A relação dela com o vestido rosa, porém, mudou ao longo do tempo. Por anos, recusou usar o vestido rosa em publicidade, abrindo mão de cachês por causa da lembrança. Ao completar 15 anos do caso, em 2024, disse em entrevista que aquilo “foi traumático”, mas àquela altura já tratava a data como algo a comemorar, não apenas a superar.
O nome dela segue firme no mesmo circuito de criadoras que vieram da televisão brasileira e hoje vendem o próprio conteúdo. Esse trânsito da TV para as plataformas de assinatura ficou comum nessa geração, e Geisy entrou nele ainda no começo. Muitas delas passaram por reality, capa de revista e canais nas redes antes de chegar lá. Outro exemplo é Raissa nua, que trilhou um caminho bastante parecido.

Curiosidades sobre Geisy Arruda
- Na Fazenda 3, foi a segunda eliminada da temporada, com 57% dos votos do público.
- Depois do caso do vestido rosa, o MEC chegou a pedir explicações à Uniban; o pedido foi arquivado.
- O quarto livro, “A Dama da Sedução” (2022), foi lançado em uma festa temática em São Paulo.
- Em 2025, publicou nas redes registros de uma viagem à Rússia.
- Já afirmou que só voltaria a um reality show diante de um elenco estrelado.
Perguntas frequentes sobre Geisy Arruda
Geisy Arruda posou para qual revista?
Ela posou nua para a Revista Sexy, em duas edições: a nº 371, de novembro de 2010, e a nº 436, de abril de 2016, esta última com nudez total. Não há registro de ensaio dela na Playboy; a presença de Geisy em revista masculina está ligada à Sexy.
Em que ano foi o primeiro ensaio de Geisy Arruda?
Em novembro de 2010, um ano depois do caso do vestido rosa. As fotos saíram na edição de aniversário da Revista Sexy (nº 371) e foram feitas em Punta del Este, no Uruguai. Segundo a Terra, a edição foi a mais vendida da revista em três anos.
Por que Geisy Arruda ficou famosa?
Ficou conhecida em 22 de outubro de 2009, quando foi hostilizada por colegas na Uniban, em São Bernardo do Campo, por usar um vestido rosa curto. O episódio a obrigou a sair do campus sob escolta policial e teve repercussão nacional.
Quantos anos Geisy Arruda tem?
Ela nasceu em 1989, em Diadema (SP), e completa 37 anos em 2026. A data exata, 5 de junho, aparece apenas em referências terciárias, então o dia fica com essa ressalva. O ano é corroborado por reportagens que a citavam com 20 anos em 2009.
Geisy Arruda participou de reality show?
Sim. Em 2010, entrou para A Fazenda 3, na Record, e foi a segunda eliminada da temporada. A participação veio logo depois do caso do vestido rosa e ajudou a firmar o nome dela na televisão, antes das capas de revista.
O que Geisy Arruda faz hoje?
Ela produz conteúdo por assinatura no OnlyFans e no Privacy desde 2021. Também mantém a carreira de escritora, com quatro livros de contos eróticos, e aparece com frequência na TV e nas redes. Em 2026, falou em entrevista sobre se considerar pioneira desse mercado no Brasil.
A polêmica que a Revista Sexy soube aproveitar
O que dá identidade às duas capas de Geisy Arruda é o modo como cada uma conversou com a fama dela. A de 2010 não escondeu a origem: reencenou o vestido rosa da Uniban e ligou a modelo da capa à estudante do noticiário.
A de 2016 foi outra jogada, com nudez total, no momento exato em que a Playboy abandonava o nu e a Sexy queria ocupar esse espaço. São duas leituras da mesma personagem pública, feitas com cinco anos de distância.
No Testosterona Blog, o ensaio de Geisy Arruda integra uma série sobre brasileiras que chegaram às capas das revistas masculinas pela fama da TV e da internet, não pela passarela. Ao lado de Joana Prado como a Feiticeira, que saiu da televisão para as revistas, o caso de Geisy mostra como um rosto de repercussão pública valia uma edição inteira. Cada capa entra com data, número e o momento de carreira, o que liga essas trajetórias à história das mulheres famosas nuas que estamparam as revistas do país.
