Você provavelmente já deve ter ouvido falar na sigla BDSM. Famosa por estar em filmes, livros e sites pornôs, a prática sexual ganha cada dia mais adeptos pelo mundo inteiro. Mas se você que significa fazer sexo algemado ou levar e dar uns tapas durante a transa, está muito enganado. Vamos te explicar o que é ser praticante de BSDM.

BDSM

Significado de BDSM

Primeiramente, vamos desmembrar essa sigla para entender o que a expressão quer dizer. Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo, são as palavras que guiam o BDSM.

  • Bondage é a prática mais conhecida desse fetiche, de amarrar o parceiro. Existem várias técnicas e cada uma com objetivo diferente, podendo ser com cordas, correntes, algemas.
  • Disciplina, claro, está relacionada ao ato de disciplinar. Normalmente essa prática é feita através de tapas ou espancamentos, mas também pode ser feita impedindo a pessoa de, por exemplo, comer a comida favorita ou assistir televisão.
  • Dominação e submissão nada mais é do que quando uma uma pessoa se submete a outra. É o caso de alguém que permite que outra pessoa o amarre, humilhe, espanque e mande fazer coisas, por objetivos que podem ser ou não só sexuais.
  • Sadismo dentro do BDSM é bem diferente do que todos conhecem por aí. Não tem nada a ver com atos cruéis, que envolvam crimes ou algo relacionado, na verdade, são pessoas que gostam de um tipo de sexo seguro e consentido onde podem causar dor em seus parceiros.
  • Masoquismo é o contrário do sadismo, e a pessoa gosta de sentir dor, assim ela tem prazer.

Dominador x submisso

É comum no BDSM que na relação haja sempre um dominador e um submisso. Vale lembrar que isso não tem nada a ver com o gênero masculino ou feminino, e sim com a preferência sexual de cada pessoa. Na prática, o o submisso deve sempre obedecer o que o dominador diz, mas não é porque você gosta de ser submisso às vezes que tem que sempre ser. Muitas pessoas gostam de ambos os lados e são chamados de “switches”.

Palavra de segurança

Com tanta coisa nova e diferente, é sempre importante garantir a sua integridade e a do seu parceiro. Tudo que falamos acima deve ser feito com o consentimento de ambas as partes. E mesmo que muita coisa seja aceita dentro do BDSM, ter um sinal que coloca limites na hora do sexo é extremamente necessária. Essa é a função da palavra de segurança. Para que isso funcione antes de começar a brincadeira, os dois devem estabelecer uma palavra que se em qualquer momento sentir muita dor, não quiser mais ou estiver incomodado é só dizer que o outro já sabe é hora de parar – independente de estar como submisso ou dominador no momento.

Fetiches

Em suma, o fetiche é parte de você, e pode ser algo que você goste e ainda nem saiba.

Estranho para alguns, absolutamente normal pra outros, cada gosto o ou preferência é algo muito particular de cada pessoa.

E os fetiches podem ser os mais variados, como o clássico sexo a três, praticar sexo em lugares públicos, homens que sentem prazer em mulheres de salto alto, ou mulheres que fantasiam com homens de uniformes – as opções são infinitas!

Dentre todas essas práticas, uma que pouco se fala e muito se tem curiosidade,  sem dúvida é o BDSM.

O que é BDSM?

O que significa BDSM

Se você buscar na Wikipédia, a sigla é um acrônimo para Bondage e Disciplina, Dominação e Submissão, Sadismo e Masoquismo.

O intuito do BDSM é trazer prazer através da troca erótica de poder, que pode ou não envolver dor, submissão, tortura psicológica e outras práticas, que são previamente combinadas entre os participantes, para que ambos consigam atingir as sensações que procuram.

No universo do BDSM, você ainda encontra diferentes práticas:

Sadismo:  é a busca em sentir prazer ao impor sofrimento físico e moral a outra pessoa.

Masoquismo: na contramão do sadismo, é justamente o prazer em receber sofrimento físico e moral de outra pessoa.

Bondage: é um tipo de fetiche onde a principal fonte de prazer consiste em amarrar e imobilizar o seu parceiro, com objetos como cordas, algemas, mordaças e vendas.

O que significa BDSM

Todos estes fetiches estão ligados às preferências de cada pessoa, e à relação que elas estabelecem com os parceiros, ou seja, dominação e submissão.

Dentro da relação Dominador(a)/submisso(a), o sadismo, o masoquismo e mesmo o sexo podem existir, não sendo necessariamente os ingredientes principais da relação,  sendo muito comum que essa relação seja meio confusa no início, mas é importante que o submisso atenda o dominador sempre.

Apelidos como DOM para homens e DOMMES para mulheres são bastante comuns no meio, assim como Sub para a parte submissa.

Com a palavra, uma dominadora profissional BDSM

Nós conversamos com a Mel Fire, que é dominadora profissional pra tentar entender mais sobre o universo da dominação e submissão.

Ela, que também é camgirl, descobriu sua vocação pra dominadora enquanto se exibia para seus clientes na internet, e recebia ali muitos pedidos com os mais diferentes fetiches. “Quando estava fora do país, festas temáticas e locais voltados às práticas são comuns.

Fui a eventos, fiz alguns ensaios fotográficos com o tema e comecei a aprender com uma dominadora famosa de Londres”.

Perguntamos a ela quais eram os fetiches mais comuns: “Sem dúvidas, a podolatria (adoração de pés) é a prática mais comum.

Quase todos os atendimentos que eu faço possuem algum grau de podolatria, seguido de spanking e humilhação verbal“..

Mel comentou também sobre os pedidos mais estranhos que já recebeu: “Já tive pessoas com o fetiche por hipnose, sono, remédios, e pessoas que sentem tesão em ter a mãe xingada”.

Rotina de trabalho / BDSM

Seguimos a conversa e perguntamos como era a sua rotina de trabalho: “Normalmente eu preparo tudo com antecedência, pois já conversei com o cliente e sei quais práticas ele quer. Cada prática requer um acessório, então frequentemente ando com uma mala com cordas, algemas, chicotes, botas, sandálias, roupas de látex, e coisas do tipo. Atendo em um local totalmente voltado à arte, uma masmorra”.

Perguntamos se o filme 50 Tons de Cinza ajudou a difundir o BDSM de alguma forma, pra ela o filme é  água com açúcar perto da realidade, que as pessoas viram o tema de uma forma muito mais romantizada, mas que de certa forma ajudou algumas pessoas a se encontrarem.

Pra finalizar, peguntamos a Mel o que ela acha que um homem busca quando faz uma sessão de dominação com ela: “Na maioria das vezes, o homem  busca uma liberdade de expressão que não tem (ou acha que não terá) com sua companheira.

O medo das pessoas o julgarem, do casamento acabar, de ser tido como estranho, anormal”.

BDSM

Do que as mulheres gostam no BDSM?

Pra tentarmos entendermos o outro lado da moeda, conversamos com duas mulheres que gostam de ser dominadas, a carioca Juliana, e a mineira Fernanda. Fizemos algumas perguntas pra elas:

O que mais te atrai em ser dominada / BDSM ?

Juliana: Acredito que toda a atmosfera que envolve o lance da dominação. É sexy, é quente… É o olho no olho, ambos com tesão, quem manda e quem obedece, num jogo onde ninguém sai perdendo.

Fernanda: O que mais me atrai é a submissão em si, a entrega e todo o contexto. Não tem muito mistério.

É uma prática frequente ou algo que você gosta pra sair da rotina?

Juliana: Depende do parceiro. Eu não sou uma sub. Sou uma mulher que gosta de algumas práticas de BDSM.

Já tive namorado mais careta, que não gostava de me bater, por exemplo. Como já tive namorado que gostava de transmitir a transa, ou de me exibir na internet enquanto eu me masturbava.

Fernanda: Não é uma prática frequente, é pra sair da rotina, ou quando bate a vontade mesmo. Até porque os envolvidos tem que ter uma sintonia, o que nao é sempre que acontece.

Como você descobriu que gostava de BDSM e ser dominada?

Juliana: Acho que a maioria das mulheres gostam dessa submissão. Eu também adoro mandar mas, sei obedecer muito bem!

Tenho meus momentos de tomar o controle, de obedecer e de “ser mal criada” pra receber o castigo. Isso são coisas que você vai aprendendo e entendendo com o tempo, e assim descobrindo o que gosta ou não.

Quando a gente começa na vida sexual, a gente quer “pau dentro”, depois a gente vai prezando a qualidade e o prazer no ato como um todo.

Fernanda: Descobri na prática mesmo, ou seja: vai rolando e você vai percebendo que você gosta.

Qual seu maior fetiche?

Juliana:  Não tenho nada específico. Vai de acordo com o clima, o parceiro. Eu, particularmente, curto apanhar, mordidas, ser amarrada, velas.

Fernanda: Eu não tenho um grande fetiche, mas deve ser algum role play, ou algo assim.

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