As musas do carnaval nuas nunca precisaram de revista pra nada. Na avenida elas já desfilam quase peladas, cobertas de purpurina e pluma, pois o corpo pintado entra no lugar da roupa. São as mulheres mais desejadas do Brasil, e o lugar delas é a Sapucaí, não a capa de revista.
E não é uma nem duas. Todo fevereiro, atriz, cantora, funkeira e influenciadora brigam pra ser rainha de bateria ou musa de escola, e param o sambódromo. As fotos de atrizes da Globo na avenida são só uma fatia disso, e cada uma tem a sua escola, o seu ano de reinado e a sua fantasia inesquecível. O acervo de famosa sem roupa vai da atriz famosa nua à cantora, à ex-BBB e à influenciadora.
Porque no carnaval a sensualidade não se esconde. Ela desfila.
Rainhas de bateria: as musas mais desejadas
A rainha de bateria é o cargo mais disputado da avenida. É pra ela que centenas de fotógrafos apontam a lente a passagem inteira, e é a foto dela que vira capa de jornal no dia seguinte. Dá contrato, dá seguidor, dá manchete. E atriz, cantora e famosa brigam por esse posto todo ano.
Viviane Araújo, a rainha das rainhas
Dezoito anos na mesma bateria. Só que quase ninguém dura isso. Viviane Araújo comanda o Acadêmicos do Salgueiro desde 2008, e antes já reinava na Mancha Verde, em São Paulo, desde 2005. Ela é a “rainha das rainhas”, apelido que mais nenhuma carrega no samba.
Aos 51 anos, ela continua lá, e o corpo dela vira notícia todo fevereiro. A fantasia é mínima e o samba é de verdade. Mas o desejo por ela não nasceu na avenida. Viviane Araújo na Playboy estampou a capa da revista mais de uma vez. Naquele tempo, o ensaio de uma musa parava o país. A biografia dela conta o resto, mas o resumo é curto: ela nunca saiu do trono.
O reinado dela já virou parte da história do Salgueiro. A cada ano a fantasia é das mais esperadas da avenida, enquanto o público acompanha a evolução do corpo como quem espera uma atração à parte. Com o tempo, ela transformou a coroa numa marca que sustenta a fama muito além de fevereiro.
Um dado dá a real: são quase duas décadas de reinado seguido só no Salgueiro. Pouca gente no samba chega perto disso, mas cada volta dela à avenida vira acontecimento, com a imprensa de plantão desde o barracão.
Sabrina Sato, rainha de duas escolas
Sabrina reina no Rio e em São Paulo. Foi rainha de bateria da Vila Isabel a partir de 2011 e, logo depois, da Gaviões da Fiel, em São Paulo, desde 2018. Ela desfila nas duas cidades na mesma folia, enquanto cruza o país de avião no meio da madrugada.
Cada escola ganha uma versão dela, ora mais tropical, ora mais imponente, mas sempre com aquele bom humor de marca registrada. O corpo em forma rende manchete no dia seguinte, e logo as fotos de Sabrina Sato disputam clique com o desfile inteiro.
Poucas famosas brilharam em duas escolas de tradições tão diferentes. Reinar em dois carnavais na mesma folia pede fôlego, mas ela sustenta o posto há mais de uma década. Sustentar dois desfiles em cidades diferentes na mesma folia é raro no samba.
O público de São Paulo e do Rio disputa a presença dela na mesma madrugada. Virou tradição ver Sabrina cruzar o país entre um desfile e outro, sempre no susto do relógio. No Carnaval de 2026, ela desfilou à frente das baterias da Gaviões da Fiel e da Vila Isabel, cruzando São Paulo e Rio na mesma folia. Pouco depois, ela anunciou a gravidez, em 22 de junho de 2026.
Juliana Paes, a rainha campeã da Viradouro

Juliana Paes voltou pra Viradouro e a escola foi campeã do carnaval carioca de 2026. Ela estreou como rainha de bateria em 2004 e, no meio do caminho, ainda reinou na Grande Rio, em 2018 e 2019, já que nunca largou a avenida. É gente que conhece cada palmo do sambódromo.
O corpo é escultural e o samba é no pé, então ela não precisa de mais nada além do desfile pra ferver a Sapucaí. Todo fevereiro a dieta e o treino dela viram pauta. A Juliana Paes na Playboy veio no auge da carreira de novela, quando o corpo dela já dividia atenção com a coroa da avenida. A trajetória dela mostra uma coisa: musa boa de avenida só melhora com o tempo.
O retorno à Viradouro coroou tudo, porque ela voltou mais madura, com samba no pé e a manha de quem já pisou em cada canto do sambódromo. Entre a estreia como rainha em 2004 e o título da Viradouro em 2026, foram mais de duas décadas de avenida.
O corpo dela vira meta de academia todo verão, porque treino e dieta viram pauta das revistas. E o samba no pé cala qualquer dúvida sobre merecimento. Ela virou atriz que respeita a avenida, e a comunidade respeita de volta.
IZA, a rainha da Imperatriz que herdou a coroa

IZA recebeu a coroa da Imperatriz Leopoldinense das mãos de Cris Vianna, a rainha anterior. Ocupou o posto entre 2020 e 2022 e voltou em 2026, num desfile de enredo forte, pois levou samba treinado e fantasia deslumbrante. Foi uma das cenas mais bonitas do carnaval recente.
Ela concilia show pelo mundo com o compromisso da escola, pois o público sente que a rainha e a cantora são a mesma pessoa. As fotos da IZA na avenida provam o ponto: dá pra ser pop star e soberana de bateria ao mesmo tempo, sem escolher.
Fora da avenida, ela leva a estética do samba pros palcos do mundo, mas nunca larga o compromisso da escola. Esse vínculo com a folia dura o ano todo, e por isso a coroa da Imperatriz caiu como uma luva na cabeça dela. A passagem de faixa entre rainhas negras da mesma escola emocionou o sambódromo.
Ela treina samba com a mesma disciplina de quem ensaia um show, enquanto leva pra bateria a energia de quem lota estádio pelo mundo. Virou símbolo da rainha moderna, que não escolhe entre carreira e carnaval.
Paolla Oliveira, a rainha que fez do desfile espetáculo
Paolla foi rainha de bateria da Grande Rio de 2020 a 2025, e já tinha reinado lá em 2009 e 2010. Nesses anos ela transformou a própria preparação física num espetáculo à parte, pois manteve o corpo definido sempre no centro da avenida. Pra 2026 largou o posto, num momento em que passou a cuidar da saúde do pai.
Ela chegou a recusar propostas milionárias pra posar nua, porque o brilho dela sempre foi o da avenida. Nem as fotos Antigas de Paolla Oliveira que às vezes ressurgem competem com as do desfile. É a prova de que rainha de bateria não precisa de ensaio, pois já é a mulher mais desejada da folia.
No reinado, ela puxou pra cima o padrão de preparo das rainhas, com uma rotina que virou referência. Cada fantasia era pensada pra valorizar o corpo, com aquele toque de elegância de novela. Ela saiu no auge e deixou a régua altíssima pra Virginia acompanhar.
Ela nunca escondeu o orgulho de fazer o corpo virar espetáculo, ainda que sem tirar a roupa. A saída dela deixou um vazio difícil de preencher na Grande Rio. Quando saiu, passou a coroa da escola direto para Virginia Fonseca.
MC Lexa, rainha da Unidos da Tijuca

Lexa reinou na bateria da Unidos da Tijuca por cinco carnavais, depois de começar o reinado na Unidos de Bangu. No auge, montou uma das imagens mais sensuais da avenida, porque investiu em fantasia ousada, corpo definido e coreografia treinada por meses. Foi a funkeira que virou soberana de bateria por mérito.
Em 2025 a Tijuca desfilou sem rainha de bateria, em homenagem à artista, uma vez que ela vivia o luto pela perda da filha recém-nascida. A escola preferiu a cadeira vazia a um substituto, porque foi um gesto de respeito. As fotos da MC Lexa guardam o reinado que a Tijuca não quis apagar.
O funk dela sempre conversou com o samba, e isso facilitou a vida na avenida. Ela construiu um dos reinados mais marcantes da Tijuca no período. Ficou lembrada pela entrega, não pela ausência de um único ano.
No auge, ela era das rainhas mais fotografadas da folia, com corpo definido e coreografia de meses. A trajetória começou em Bangu e cresceu na Tijuca, escola de tradição no samba carioca. É a funkeira que trocou o palco pela avenida e virou soberana por conta própria.
Vivi Winkler, a fisiculturista da Estácio de Sá
A Vivi Winkler nua foi musa da Vila Isabel em 2025. No fim daquele ano, virou a nova rainha de bateria da Estácio de Sá, na Série Ouro, para o Carnaval 2026. Fisiculturista com título no Arnold Classic South America, ela chega à avenida, pois o corpo dela já rendeu troféu de competição.
O físico esculpido no fisiculturismo virou o cartão de visita dela na bateria. Cada músculo definido no palco de competição reaparece na avenida, agora coberto de brilho e pedraria em vez de biquíni de pódio. É a rainha que troca o troféu pela coroa sem mudar a rotina de treino pesado.
O reinado, porém, durou pouco: ela deixou o posto da Estácio de Sá logo após a estreia. Mesmo assim, a passagem marcou, porque poucas musas chegam à Sapucaí com um corpo forjado em campeonato. A fantasia mínima só reforçou o trabalho de anos de academia. É o retrato da atleta que fez do próprio corpo o espetáculo da avenida.
Tem também as rainhas de longa data, que carregam a coroa por anos: Quitéria Chagas reina no Império Serrano em vários carnavais desde 2006, Evelyn Bastos na Mangueira desde 2014 e Bianca Monteiro na Portela desde 2017. Do time de famosa, as fotos de Grazi Massafera lembram a rainha da Grande Rio de 2007 e 2008, e as fotos de Nicole Bahls puxam a rainha do Império Serrano de 2014. Cada uma dessas rainhas tem torcida e briga anual por espaço na avenida. A coroa muda de cabeça, o desejo não.
Atrizes e cantoras que viram musas na Sapucaí
Nem toda famosa quer a coroa de rainha. Muita atriz e cantora desfila como musa ou destaque, um posto que dá o mesmo brilho, com fantasia luxuosa e corpo em evidência. E, assim que uma estrela dessas cai no samba, a Sapucaí inteira para pra ver. Só que virou disputa de quem chama mais atenção na avenida.
Flávia Alessandra, a estreia no Salgueiro
Aos 50 anos, a Flávia Alessandra pelada de brilho e pluma estreou como musa do Acadêmicos do Salgueiro em 2025 e provou que musa de carnaval não tem idade. Levou pra avenida a mesma imagem cuidada de três décadas de novela.
O Salgueiro só escala nome de peso, mas ela entrou nessa linhagem sem esforço. O preparo pro desfile virou assunto, como acontece com toda estreante grande. Porque beleza de novela funciona muito bem debaixo dos holofotes da Sapucaí.
A atriz somou o carnaval a uma carreira antiga de televisão sem parecer forçado. Chegou com samba levado a sério e postura de veterana, não de novata. Aos 50 anos, ela cruzou a avenida de fantasia mínima e corpo definido, no mesmo cuidado que sustenta a imagem dela há três décadas.
No barracão, o preparo do corpo e a montagem da pedraria consumiram meses antes do desfile. A linhagem de musa do Salgueiro não pede juventude, e sim entrega, e ela virou notícia certa daquele fevereiro.
Alessandra Negrini, a musa do carnaval de rua
A Alessandra Negrini pelada na folia não é de escola de samba. Ela é rainha do bloco Acadêmicos do Baixo Augusta, símbolo do carnaval de rua de São Paulo, desde 2012. A relação dela com a folia é de asfalto e atitude, não de coroa, mas isso tem um charme próprio.
O carnaval de rua tem uma sensualidade mais solta, mais espontânea, e Negrini encarna esse espírito. Presença de palco e um magnetismo que enche o Baixo Augusta a cada fevereiro. Musa da folia também nasce no meio da rua, não só na avenida.
O nome dela volta a ferver todo fevereiro, no embalo do carnaval paulistano. O bloco virou vitrine de um tipo de musa que não pede licença nem palanque. É atitude pura, sem a estrutura de escola por trás. Mais de uma década à frente da folia de rua deu a ela um posto que nenhuma coroa de sambódromo entrega. Ali o corpo pintado e a fantasia improvisada valem tanto quanto a pedraria da Sapucaí.
Anitta, a musa da Mocidade

Antes da fama lá fora, o rebolado da Anitta já era atração na avenida. Ela foi musa da Mocidade Independente de Padre Miguel em 2016 e desde então alimenta a expectativa de assumir a rainha de bateria da escola.
Anitta nunca escondeu a paixão pelo carnaval, pois vive do sambódromo ao trio elétrico do Nordeste. Quando desfila, leva o mesmo show que apresenta pelo mundo, com produção milionária, e as fotos da Anitta de fantasia mínima explodem nas redes.
Mesmo sem coroa fixa, ela já é uma das musas mais desejadas da folia. A possível rainha de bateria da Mocidade seria só a formalização de um reinado que o público já reconhece. Poucas artistas misturam pop e samba com essa naturalidade.
Desde a estreia de 2016, cada aparição dela na Mocidade vira aposta de que a coroa é questão de tempo. E quando ela sobe na avenida de fantasia mínima, o corpo pintado divide a atenção com o próprio show.
Ludmilla, do Fervo da Lud à Sapucaí

A ligação de Ludmilla com o samba não é de ontem. No Carnaval de 2023, ela foi a intérprete do samba-enredo da Beija-Flor, com a voz ecoando na avenida do começo ao fim do desfile. Levou pra Sapucaí a mesma potência dos shows lotados.
Antes disso, em 2018, ela criou o bloco “Fervo da Lud”, que virou um dos maiores arrastões de rua do carnaval brasileiro. A cantora comanda o Fervo desde então, de corpo trabalhado e fantasia caprichada. As fotos da Ludmilla pelada de purpurina na folia viralizam na mesma hora.
Entre o pagode e o funk, ela transformou o carnaval em mais um palco de sensualidade. Hoje domina os dois mundos, do trio elétrico ao recuo da bateria, e leva a mesma energia para cada aparição. Poucas cantoras cruzam a folia com essa desenvoltura, do microfone da Beija-Flor ao bloco que leva o próprio nome. Na avenida ou no arrastão, o corpo trabalhado e o brilho da fantasia mínima seguem o mesmo roteiro de festa.
Bruna Griphao, musa do Salgueiro em 2026

Bruna Griphao desfilou como musa do Acadêmicos do Salgueiro no carnaval 2026, ao lado de outras estreantes de peso. Apostou em corpo definido e fantasia ousada, porque quis seguir o mesmo caminho das musas que a escola costuma escalar.
Depois do reality que a projetou, ela investiu em preparação física e samba, porque não queria fazer feio na avenida. A escolha do Salgueiro deu peso à estreia, e o resultado rendeu elogio.
Ela treinou o samba e cuidou do corpo por meses, já que queria chegar afiada. Já que chegou tão pronta, a escola tradicional deu ainda mais holofote à estreante. É o retrato da atriz jovem que já mira a coroa da avenida.
Tem quem prefira a folia sem a pressão da coroa. A Deborah Secco nua na Playboy é da fase de atriz dela. Na avenida, ela desfila pelo Salgueiro só por diversão e já recusou voltar a rainha de bateria, posto que ocupou uma vez só. Já a Carla Diaz na Playboy é a mesma que foi madrinha de bateria de uma escola paulista em 2023, depois de anos como destaque da Grande Rio. Cada uma vive a Sapucaí do seu jeito.
Influenciadoras que viraram musas na avenida
O carnaval virou passarela de influenciadora, e várias assumiram posto de musa ou rainha de bateria. Na avenida seguidor não desfila por ninguém: o que vale é o samba no pé e a fantasia no corpo, na frente de milhões. A nova geração de estrela da internet ocupou o topo do samba de vez. Seguidor virou moeda que abre porta de escola grande.
Virginia Fonseca, rainha da Grande Rio

A maior influenciadora do país estreou como rainha de bateria da Grande Rio no carnaval 2026, no posto que era de Paolla Oliveira. Ela levou os milhões de seguidores do Instagram pra Sapucaí, e assim roubou a cena com fantasia luxuosa e muito treino.
Assumir a cadeira da Paolla botou uma pressão enorme, e o público comparou cada detalhe. Ela respondeu com samba treinado à exaustão, enquanto as fotos de Virginia Fonseca na avenida rodavam pros milhões de seguidores dela.
A estreia foi tratada como evento nacional, já que teve transmissão nas redes dela. Ficou claro o recado: musa da internet leva o carnaval tão a sério quanto veterana. A entrada dela marcou de vez a era das influenciadoras no topo do samba.
A estreia dela virou assunto por semanas, dentro e fora das redes, no posto de rainha que era de Paolla Oliveira. Ela provou que número de seguidor também vira samba na avenida, quando tem trabalho por trás.
GKay, a estreia dos sonhos no Salgueiro
Realizou um sonho antigo: GKay estreou como musa do Acadêmicos do Salgueiro no carnaval 2026. Assim que desfilou, a estreia virou um dos assuntos mais comentados do carnaval das famosas.
Ela contou que emagreceu e treinou samba por meses pra não fazer feio, e as fotos da GKay nua de brilho e fantasia ousada mostraram o resultado. A escolha do Salgueiro deu peso à estreia.
Ela trocou a zoeira da internet pelo brilho sério da avenida, e se deu bem. Encarou o desfile de igual pra igual com atriz e cantora, sem se apoiar na fama de humorista. Não é pouca coisa pra uma estreante numa das escolas mais tradicionais do Rio.
A estreia na Sapucaí coroou meses de preparo longe das câmeras, entre a academia e o ensaio de samba. Ela cruzou a avenida de corpo definido e fantasia mínima, pois estava coberta só de brilho e pedraria. E provou que a humorista sabia sambar tão a sério quanto qualquer musa veterana da folia.
Isabelle Nogueira, a Sister do Amazonas
Isabelle Nogueira, a Sister do Amazonas revelada no reality, foi musa da Grande Rio em 2025. Vinda do folclore de Parintins, ela leva pra avenida um samba de verdade, pois traz bagagem de dança e presença de palco.
Ela uniu a fama do reality ao talento de dançarina profissional, e a comunidade da escola levou a sério. Corpo em forma e rebolado treinado renderam elogio de quem entende de samba de raiz. Influenciadora que sabe sambar conquista respeito na avenida, não só like.
O samba de Parintins deu a ela uma base que muita musa famosa não tem. A Grande Rio anunciou o nome ainda em 2024, durante o festival folclórico da cidade dela, e a notícia virou festa local. Vinda da Garantido, ela trocou o boi-bumbá pelo recuo da bateria, mas sem perder o gingado. A escola ganhou uma musa que dança de verdade, não só posa. E provou que reality e talento andam juntos na Sapucaí.
Yasmin Brunet, musa da Grande Rio

Carnaval corre no sangue dela. Yasmin Brunet foi musa da Grande Rio em 2023, seguindo os passos da mãe, Luíza Brunet, que também foi rainha de carnaval. Deu continuidade a uma tradição de família na avenida.
Filha de uma das musas mais lembradas do carnaval antigo, ela levou pra folia a herança da beleza, mas somou a própria experiência de passarela. As fotos de Yasmin Brunet na Grande Rio reforçaram a imagem sensual de modelo.
Dar continuidade a uma tradição de família pesa, mas ela carregou bem. A estreia teve peso de herança, não de acaso, com o mesmo porte de modelo que a mãe levava à avenida. Ela desfilou de fantasia mínima e corpo trabalhado, pois cresceu vendo a folia bem de perto, ao lado da mãe.
É a influenciadora que já nasceu dentro do carnaval, com a avenida na veia. E a Grande Rio ganhou uma musa que carrega o sobrenome como quem carrega a coroa.
Deolane Bezerra, a estreia na Grande Rio
A Deolane Bezerra nua de brilho e fantasia caprichada estreou como musa da Grande Rio em 2024, num dos desfiles mais aguardados do ano. Chegou à avenida com o mesmo poder de atenção que tem nas redes, e levou o corpo em evidência pra Sapucaí.
Pra não fazer feio, treinou samba com passista veterana antes do desfile e mostrou o processo aos seguidores. A Grande Rio, escola de musa grande, deu peso à estreia.
Ela puxou o samba com quem entende pra não escorregar na avenida, então a estreia virou holofote garantido. Usou a folia como mais uma vitrine da própria marca, e o público comprou a ideia.
A fila de influenciadora na avenida só cresce. Bianca Andrade, a Boca Rosa, foi musa da Grande Rio em três carnavais; Lore Improta é musa fiel da Viradouro e chegou a desfilar grávida; Mileide Mihaile assumiu a rainha de bateria da Tijuca em 2026, no posto que foi de Lexa; Rafaella Santos desfilou pelo Salgueiro; e Jojo Todynho foi musa da Mocidade, provando que a sensualidade da avenida cabe em muito tipo de corpo. Hoje, quase toda estreante de reality sonha com um posto de musa numa escola grande.
As mulheres frutas, musas de corpo que viraram lenda
O funk deu ao carnaval uma linhagem própria de musa: as mulheres frutas. Ícones de corpo e sensualidade que viraram lenda da folia. Nasceram no baile e no clipe, mas a avenida sempre foi o palco natural desse tipo de beleza exuberante. É ali que corpo e samba viram lenda de verdade.
Mulher Melão, a musa que virou marca

Renata Frisson pegou a persona sensual do funk, porque enxergou ali uma marca de longo prazo. Ela atravessou o auge das musas, mas chegou inteira à era das redes. As fotos da Renata Frisson nua, a Mulher Melão, são referência do arquétipo de mulher fruta do carnaval brasileiro.
Da dança e do funk, ela levou a imagem pro digital, mas nunca largou o clima de folia. O corpo trabalhado e a atitude seguem sendo o cartão de visita. É a musa que fez da própria sensualidade uma carreira inteira.
Ela foi das primeiras a entender que a persona valia mais que um clipe solto. Transformou o próprio corpo num negócio que durou anos, e virou molde do que o Brasil chama de mulher fruta.
Na avenida, o currículo dela é longo: rainha de bateria da Lins Imperial, no Rio, e presença fiel na Grande Rio desde 2012. Antes ainda foi princesa de bateria da Gaviões da Fiel, em São Paulo. É corpo de folia com posto de verdade, não só de clipe.
Mulher Melancia, o fenômeno do funk
Andressa Soares virou fenômeno no auge do funk, com o corpo e o rebolado que definiram a estética da mulher fruta. Mas poucas chegaram a esse nível de fama saindo do baile e da dança. O Instagram da Mulher Melancia puxa a mesma geração da Mulher Melão.
Ela veio da dança e do clipe, e a sensualidade sempre foi o centro da carreira. O tipo de corpo que ela ajudou a popularizar virou molde do funk na TV aberta dos anos 2000.
O auge dela pegou o boom do funk na TV aberta, então o corpo virou assunto nacional, de programa de auditório a capa de jornal. É nome obrigatório quando o papo é mulher fruta de verdade. A folia sempre celebrou esse corpo-símbolo, mesmo sem um posto fixo de escola atrás dela.
O que ela representa é a própria estética do funk, aquela que a avenida abraça no brilho e no rebolado. Mais que uma fantasia numa noite, virou referência de uma geração inteira de musa.
MC Rebecca, passista e musa da avenida
Antes de estourar na música, Rebecca sambou de verdade no chão da Sapucaí. Passista do Acadêmicos do Salgueiro desde criança, ela soma cerca de 16 anos de ligação com a escola. A MC Rebecca pelada de fantasia mínima vem dessa fase, pois foi ali que ela ganhou uma base rara entre as musas da nova geração.
Ela juntou o samba no pé de passista com a sensualidade do funk, e virou musa de avenida legítima. Corpo em forma e energia de palco sempre chamaram atenção no desfile. Musa que veio de baixo, do chão da avenida, e é isso que encanta.
Quem começa na ala aprende o samba na marra, e isso aparece no pé. Ela leva uma bagagem que muita musa famosa demora anos pra ter. Em 2025, emendou o quarto ano como musa do Salgueiro, já com a fantasia mínima de destaque. Da ala de passista à frente da escola, foi uma subida rara no samba. É a musa que subiu do chão da avenida pro topo da música.
Carol Amaral, a musa de avenida

Carol Amaral construiu a fama no próprio carnaval, sem passar por revista nem por reality, mas ganhou o país inteiro num baile do “Domingão do Faustão”, na TV Globo. A trajetória dela como musa de avenida vem com fantasia caprichada e corpo em evidência a cada folia.
Do samba no pé à presença de palco, ela fez da avenida o seu território. A sensualidade dela é a da folia pura, do brilho e do suor da Sapucaí. Musa que o carnaval consagra por conta própria, ano após ano.
Sem revista e sem reality, ela montou tudo na base do desfile, e o nome virou presença certa quando o assunto é musa de Sapucaí. É o carnaval consagrando a própria gente, sem atalho.
Duas outras lendas fecham o time dos corpos de avenida. A Valesca Popozuda pelada de brilho e pouca fantasia foi rainha de bateria da Porto da Pedra em 2009 e 2010, e segue como musa da escola até hoje. E Aline Riscado, a dançarina, foi rainha de bateria da Vila Isabel em 2020, depois de reinar na Caprichosos de Pilares e no Tucuruvi, em São Paulo. Corpo trabalhado é a marca das duas. E corpo de mulher fruta, na Sapucaí, nunca sai de moda.
Miss Bumbum e os concursos de beleza do corpo
Nem toda musa nasce na avenida. Desde 2011, o concurso Miss Bumbum Brasil elege anualmente a mulher com o bumbum mais desejado do país, com disputa estadual e final nacional transmitida na TV.
Entre as campeãs mais lembradas está Suzy Cortez, vencedora de 2015, que depois emplacou capas de revista internacional.
A sensualidade da avenida: fantasia, corpo pintado e samba
Tem uma coisa que quase ninguém fala. A musa do carnaval já é sensual e quase nua na própria avenida. A rainha de bateria nua, a musa do carnaval nua que o país inteiro imagina, não mora em revista nenhuma. Ela desfila na Sapucaí, mais ousada que qualquer biquíni: fantasia mínima, aplicação, pedraria e brilho por cima da pele.
O quase-nu é a arte da fantasia
As chamadas rainhas de bateria nuas da Sapucaí desfilam, na prática, cobertas só de brilho, pedraria e tinta. A fantasia de destaque é montada pra revelar o corpo com elegância, num equilíbrio que só a experiência garante. O que muita gente imagina como nudez é a arte do quase-nu: adesivo no lugar do topless, transparência calculada e pluma no ritmo do samba.
Mas isso não é improviso: é mês de preparação. A rainha treina samba e faz dieta, pois precisa de um corpo que aguenta mais de uma hora de avenida em ritmo forte. Nenhuma rainha de bateria nua de pedraria sobe na Sapucaí sem esse preparo, do sutiã bordado à sandália que precisa vencer o chão duro. Cada aparição é um ano inteiro de trabalho.
O corpo pintado faz o resto do trabalho. A tinta cobre a pele como uma segunda fantasia. Ela desenha o figurino direto na musa e transforma a nudez sugerida em obra de arte da avenida. É o truque mais antigo da Sapucaí, e o que mais engana o olho de longe.
Por que a avenida virou a passarela do desejo
A rainha de bateria ocupa o ponto de maior visibilidade do desfile, com dezenas de fotógrafos apontados só pra ela. São mais de 70 mil pessoas lotando a Sapucaí pra ver.
As musas peladas de brilho da Sapucaí estampam a capa dos jornais no dia seguinte, com um alcance que nenhuma sessão de fotos sensuais chega perto. O posto virou objeto de desejo que rende contrato, seguidor e manchete. É por isso que tanta famosa treina o ano todo pra conquistar.
A avenida oferece o que nenhum estúdio entrega: o corpo em movimento, o suor de verdade e o samba no pé, tudo ao vivo. A fantasia mínima expõe mais que qualquer biquíni, e o corpo pintado vira o centro das atenções de milhões.
Diante da bateria, cada passo é fotografado, filmado e compartilhado na hora. Nenhum ensaio fotográfico posado compete com a folia solta da avenida. Foi assim que a passarela do samba virou a maior vitrine de desejo do país, aberta uma vez por ano.
O preço de virar rainha de bateria
Virar musa de avenida custa caro, e não é força de expressão. A fantasia de destaque de uma escola grande passa fácil dos R$ 30 mil, montada à mão com pluma, cristal e pedraria. Some a isso academia, nutricionista e aula de samba por meses. É investimento de gente que leva a folia a sério.
O posto virou disputa profissional, e muita famosa contrata preparador só pra aguentar mais de uma hora de desfile em salto alto, no ritmo forte da bateria. O quase-nu que parece espontâneo é o resultado mais ensaiado da avenida.
- Rainha de bateria: comanda os ritmistas à frente da bateria; posto criado pra dar destaque a celebridade no desfile.
- Madrinha de bateria: o cargo mais antigo, dos anos 1980; representa e apadrinha o naipe de ritmistas.
- Musa: destaque mais júnior, sem o vínculo direto com a bateria; cada escola tem várias.
- Passista: integrante da ala que dança o samba de raiz, a base artística do desfile.
A avenida saiu ganhando, pois esse jogo sempre foi dela. O desfile virou uma passarela de sensualidade que bate de frente com qualquer vitrine de corpo, das musas peladas de outrora às rainhas de bateria nuas de fantasia de hoje. Concurso como o Miss Bumbum alimenta esse universo por fora. Mas é na Sapucaí que a musa do carnaval nua encontra o palco definitivo, no chão da escola de samba, diante de milhões.
Perguntas frequentes sobre as musas do carnaval
Quem é a rainha das rainhas do carnaval?
Viviane Araújo. Ela comanda a bateria do Acadêmicos do Salgueiro desde 2008 e já reinou na Mancha Verde de São Paulo, quase duas décadas no posto mais desejado da avenida. Segue entre as musas mais fotografadas todo fevereiro.
Qual a diferença entre musa e rainha de bateria?
A rainha de bateria comanda o ritmo à frente dos ritmistas, um posto criado pra celebridade desfilar. A musa é um destaque mais júnior, sem vínculo com a bateria, e cada escola tem várias. Já a madrinha é o cargo mais antigo, dos anos 1980.
Quem são as rainhas de bateria em 2026?
IZA reina na Imperatriz, Juliana Paes na Viradouro campeã, Viviane Araújo no Salgueiro e Virginia Fonseca estreou na Grande Rio, no posto que era de Paolla Oliveira. Mileide Mihaile assumiu a Tijuca no posto que era de Lexa.
Mais sobre musas do carnaval nuas
Por que a musa do carnaval é tão sensual?
Porque a fantasia de luxo é mínima de propósito, feita de brilho e aplicação por cima da pele, e o corpo pintado vira o espetáculo. Junte a isso meses de samba e preparação física. A avenida é o ápice do quase-nu, sem depender de revista.
De qual escola Viviane Araújo é rainha?
Viviane Araújo é rainha de bateria do Acadêmicos do Salgueiro desde 2008, um dos reinados mais longos do carnaval, além de já ter reinado na Mancha Verde de São Paulo. Daí o apelido de “rainha das rainhas”.
A Paolla Oliveira já foi rainha de bateria?
Foi, e por muito tempo: rainha de bateria da Grande Rio de 2020 a 2025, conhecida pela preparação física pro desfile. Pra 2026 largou o posto, que passou a Virginia Fonseca. O material dela sempre foi o carnaval, e ela recusou propostas pra posar nua.
Testosterona Blog: a avenida como palco do desejo
O carnaval é a festa em que o país inteiro para pra ver corpo, samba e fantasia mínima, e a avenida é onde tudo isso ferve. A rainha de bateria e a musa desfilam quase peladas por natureza, de fantasia mínima e corpo pintado, e é aí que mora o verdadeiro sentido de musas do carnaval nuas. São as famosas nuas que o Brasil inteiro procura na folia, e cada uma leva pra Sapucaí o próprio suor, o gingado e uma paixão que contagia.
No Testosterona Blog, a folia não acaba na quarta-feira de cinzas. A avenida é a nossa passarela favorita o ano inteiro, do primeiro ensaio ao desfile das campeãs. Se bateu vontade de mais, a próxima parada é o arquivo das famosas brasileiras nuas do país, onde a musa do carnaval divide espaço com atriz da Globo, cantora, ex-BBB e outras épocas. E pra mais uma dose de corpo e fama, vale o Miss Bumbum Brasil.










